Rapper paulistano criado no Lauzane Paulista lança seu primeiro álbum solo em parceria com DGelo Records e ROC7, com distribuição da Virgin Music.
Muzzike lança nesta sexta-feira, dia 03, às 00h, seu primeiro álbum solo, “PAZZ&KAOZZ”. O projeto marca uma nova fase para o rapper paulistano, que soma mais de 20 milhões de streams nas plataformas digitais e agora assume de vez uma identidade própria em uma parceria entre DGelo Records e ROC7, gravadora de Edi Rock e Anderson Franja, com distribuição da Virgin Music.
Mais do que um lançamento de retorno, “PAZZ&KAOZZ” funciona como uma declaração de fase. O álbum mergulha nas dualidades que atravessam a vida de Muzzike: estabilidade e instabilidade, fé e medo, ambição e sobrevivência, progresso e adversidade.
O título entrega o centro da obra. Paz e caos não aparecem como opostos distantes, mas como duas forças que convivem na mesma caminhada. Para Muzzike, essa tensão faz parte da vida, da carreira e da forma como ele enxerga sua própria trajetória dentro do rap.
Uma capa que explica o álbum
A identidade visual de “PAZZ&KAOZZ” traduz o conceito do disco antes mesmo do play. O vermelho domina a composição em dois tons, representando a paixão em diferentes estágios: quando o relacionamento está bem, quando entra em crise e quando chega ao fim.
As rosas reforçam esse universo afetivo, mas não ficam presas apenas ao amor romântico. Elas também representam a paixão pela arte, pela vida, pela música e pelas pessoas que somam na caminhada.
O champanhe aparece como símbolo de celebração em meio ao caos. Não é apenas luxo por luxo. É a ideia de comemorar cada dia novo, cada superação e cada vez em que alguém consegue continuar mesmo cercado por adversidades.
Já a Mercedes Aro 20, elemento constante no disco, carrega outro significado importante. Ela representa sofisticação, conforto, conquista e beleza, mas sem se limitar à ostentação. No conceito do álbum, o carro sintetiza a busca por progresso mesmo quando a vida segue atravessada por tensão.
Do Lauzane Paulista para uma nova fase
Philipe Barroso da Cunha, conhecido como Muzzike, é rapper e compositor paulistano criado no Lauzane Paulista, zona norte de São Paulo. Sua trajetória no rap começou em 2010, influenciada por nomes fundamentais da cena nacional como Racionais MC’s, Emicida, Projota e Rashid.
Antes de chegar ao primeiro álbum solo, Muzzike construiu história no circuito underground ao integrar o coletivo Terceira Safra, responsável pelo álbum “Seja o Que Você Quiser”, lançado em 2012. O grupo ganhou destaque no programa Manos e Minas, da TV Cultura, e ajudou a posicionar Muzzike dentro de uma geração que movimentou o rap paulista na década passada.
Em 2016, seu nome ganhou ainda mais projeção ao participar de “Mandume”, faixa do álbum “Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa…”, de Emicida. A colaboração consolidou Muzzike em um dos registros mais lembrados daquela fase do rap nacional.
PAZZ&KAOZZ como afirmação solo
Depois de anos construindo nome em colaborações, coletivos e participações importantes, “PAZZ&KAOZZ” chega como um ponto de virada. É o momento em que Muzzike organiza sua própria estética, seu próprio conceito e sua própria narrativa em um trabalho completo.
O álbum tem áudio dirigido pelo próprio artista e direção de vídeo assinada por Rafael Alves Costa, o Costakent. Gravado na ROC7 Studios, em São Paulo, o projeto conta com mixagem, edição e masterização de Liu Beatz.
A parceria com a ROC7 também dá peso a essa nova fase. Estar ao lado de uma estrutura ligada a Edi Rock e Anderson Franja coloca o projeto em um lugar de conexão entre história, experiência e renovação dentro do rap brasileiro.
Entre sobrevivência, ambição e sentimento
O grande ponto de “PAZZ&KAOZZ” é que Muzzike não trata sua fase solo como simples retomada. O disco parece nascer de alguém que passou tempo observando a própria caminhada e decidiu transformar conflito interno em música.
A dualidade do álbum também conversa com a realidade de muitos artistas independentes: querer crescer sem se perder, buscar estabilidade dentro de uma carreira instável, manter fé quando o medo aparece e tentar conquistar sem deixar a vivência para trás.
Por isso, o conceito de paz e caos funciona tão bem. Ele não parece apenas uma ideia estética para capa ou campanha. Parece o resumo de uma vida em movimento, onde cada avanço vem acompanhado de dúvida, pressão, desejo e sobrevivência.
Ação de pré-save e audição exclusiva
Como parte do lançamento, Muzzike promoveu uma ação de pré-save com sorteio de dois convites para uma audição exclusiva do álbum na ROC7 Estúdios, em São Paulo. A experiência colocou fãs em contato antecipado com as faixas do disco, ao lado do próprio artista e convidados.
A audição exclusiva aconteceu no dia 02 de julho, e o lançamento oficial de “PAZZ&KAOZZ” chega às plataformas digitais nesta sexta-feira, dia 03, às 00h.
Um retorno com identidade
Com mais de 20 milhões de streams, passagem por momentos importantes do rap nacional e agora um primeiro álbum solo estruturado ao lado da DGelo Records, ROC7 e Virgin Music, Muzzike chega a “PAZZ&KAOZZ” em um ponto decisivo da carreira.
O projeto não tenta apenas provar que ele voltou. Ele mostra que Muzzike quer voltar com conceito, imagem, direção e uma leitura mais madura sobre quem ele é como artista.
No fim, “PAZZ&KAOZZ” parece representar exatamente essa tensão que move a vida de muita gente: a busca por paz sem negar o caos, a vontade de vencer sem esquecer as adversidades e a tentativa de transformar instabilidade em obra.
Foto: Divulgação 30e / @youknowmyface, via Catraca Livre
BK abriu 2026 tratando Castelos & Ruínas como aquilo que o disco virou: não só um marco de estreia, mas uma peça de fundação para uma geração do rap nacional. A comemoração oficial dos dez anos tem show marcado para 19 de setembro de 2026, às 19h, no Allianz Parque, atualmente apresentado comercialmente como Nubank Parque, em São Paulo.
O evento aparece no site oficial do projeto como BK 10 Anos Castelos e Ruínas, com realização da 30e em parceria com 11MM e Gigantes e apresentação do Itaú Live. A página também confirma ingressos, setores, abertura de portões e classificação etária, posicionando a apresentação como uma noite de escala rara para um rapper brasileiro em arena.
De álbum de estreia a patrimônio de cena
Lançado em 21 de março de 2016, Castelos & Ruínas foi a porta por onde BK deixou de ser apenas promessa da cena carioca para se tornar uma das vozes centrais do rap brasileiro. Dez anos depois, a celebração mostra como aquele imaginário cresceu junto com o público.
O disco virou referência para uma geração que passou a pensar o rap como álbum, identidade visual, narrativa de carreira e negócio. É nesse ponto que o show de arena ganha peso: a comemoração não é apenas memória, é teste de mercado.
A agenda nacional e o ponto confirmado
O Linktree oficial de BK lista compromissos em 2026 no Rio de Janeiro, Uberlândia, Belo Horizonte, Teresina, Belém, Londrina, São José do Rio Preto e Ribeirão Preto. Isso coloca a celebração em um contexto nacional, embora o evento específico de dez anos de Castelos & Ruínas esteja oficialmente confirmado em São Paulo.
Até o fechamento deste rascunho, não foi encontrada confirmação pública oficial de encerramento no Maracanã. A pauta circula como expectativa possível dentro da conversa sobre grandes shows no Rio, mas o anúncio verificado é o show de 19 de setembro em São Paulo.
O que esse show representa
O rap brasileiro já provou força de streaming, festival, moda e comunidade. O que BK coloca em jogo agora é a capacidade de um álbum de rap nacional sustentar uma experiência de arena com assinatura própria. Para a cultura hip-hop, isso não é pouco: significa vender memória, pertencimento e repertório para além do algoritmo.
Incorporação oficial: filme BK Monumental – 10 anos de Castelos & Ruínas.Álbum Castelos & Ruínas no Spotify.
Crédito da imagem de capa: Imagem de divulgação: BK 10 Anos Castelos & Ruínas / 30e, via Vem Com A Gente Viagens. Licença/uso: Uso editorial com crédito à fonte. Fonte: vemcomagenteviagens.com.br.
Nas e The Roots chegaram a Londres com um peso maior do que a soma dos nomes no cartaz. A primeira edição internacional do Roots Picnic, realizada em 8 e 9 de agosto de 2026 no Crystal Palace Bowl, levou para fora dos Estados Unidos uma marca de festival construída na Filadélfia e baseada na interseção entre rap, soul, R&B, memória e curadoria.
No primeiro dia, Nas e The Roots encabeçaram uma apresentação conjunta de duas horas. A programação oficial também incluiu Sasha Keable, J.PERIOD com Black Thought, Yasiin Bey e Benny The Butcher, além de Nia Smith e Benji B. No domingo, o festival ampliou o campo do soul e do R&B com Anthony Hamilton, Musiq Soulchild, Floetry, Robert Glasper, Questlove, Common e Bilal.
O rap como patrimônio exportável
A ida do Roots Picnic a Londres não é apenas expansão geográfica. Ela mostra que a memória do rap virou produto global de alto valor. Nas carrega a autoridade de Illmatic e de uma carreira que transformou Queensbridge em gramática mundial do rap. The Roots representam a ponte entre banda, performance ao vivo, televisão, jazz, soul e cultura hip-hop.
O Guardian descreveu a noite como encontro de heranças novaiorquinas e filadelfianas diante de um público que consumia nostalgia sem tratá-la como peça parada. O Times também destacou o peso da parceria ao vivo, com The Roots abrindo caminho para Nas revisitar repertório dos anos 1990 com arranjos de banda.
Por que Londres importa
Londres é mercado estratégico para qualquer festival de música negra contemporânea. A cidade tem tradição própria de sound system, grime, UK rap, soul, jazz e diáspora caribenha. Quando o Roots Picnic atravessa o Atlântico, ele entra em diálogo com uma capital que também transformou rua em indústria cultural.
Para o leitor de Rap Internacional, o movimento ajuda a entender uma tendência maior: artistas e marcas históricas do hip-hop estão monetizando catálogo, repertório e credibilidade em formatos premium.
A nostalgia agora tem plano de negócio
O Roots Picnic nasceu em 2007 e aprendeu a operar como festival de assinatura. O diferencial não está só no lineup, mas na curadoria: nomes clássicos aparecem ao lado de artistas de R&B, jazz, soul e rap contemporâneo. Em Londres, essa narrativa foi vendida como estreia internacional de uma marca cultural estabelecida.
No fim, a lição comercial é simples: a cultura hip-hop envelheceu, mas não perdeu apetite. O público que cresceu com esses discos agora compra festival, viagem, ingresso premium e experiência. O desafio é garantir que essa memória continue administrada por quem entende sua história, não apenas por quem descobriu seu preço.
Crédito da imagem de capa: Imagem de divulgação: Roots Picnic London / Palace Bowl Presents. Licença/uso: Uso editorial com crédito à fonte. Fonte: palacebowlpresents.co.uk. Referência adicional: x.com.
O julgamento pela morte de Tupac Shakur começa nesta segunda-feira, 10 de agosto de 2026, em Las Vegas, quase três décadas depois do ataque que matou uma das figuras mais influentes do rap. No banco dos réus está Duane “Keffe D” Davis, acusado de ter organizado o tiroteio de 7 de setembro de 1996.
Davis se declarou inocente. A acusação não precisa provar que ele apertou o gatilho, mas tentará convencer o júri de que ele comandou a ação, forneceu a arma e participou da emboscada contra o carro onde estavam Tupac e Marion “Suge” Knight.
O que começa agora
A etapa inicial do julgamento envolve seleção de júri e abertura de um processo que deve revisitar depoimentos, entrevistas antigas, declarações públicas e a autobiografia de Davis. Promotores de Nevada sustentam que o caso foi reativado justamente porque Davis falou publicamente sobre sua participação ao longo dos anos.
A defesa, por outro lado, tenta enfraquecer esse material. Um dos pontos centrais será discutir se as declarações foram confissão, exagero para vender história ou conteúdo protegido por acordos anteriores com investigadores.
A noite do ataque
Tupac foi baleado após assistir à luta entre Mike Tyson e Bruce Seldon, em Las Vegas. Pouco antes, ele e membros ligados à Death Row se envolveram em uma agressão contra Orlando “Baby Lane” Anderson, sobrinho de Davis, no MGM Grand.
Horas depois, um Cadillac branco parou ao lado do BMW em que Tupac estava com Suge Knight. Os disparos atingiram o rapper, que morreu seis dias depois, em 13 de setembro de 1996. Knight sobreviveu.
Por que o caso demorou tanto
Durante anos, o assassinato de Tupac virou uma mistura de investigação fria, disputa entre versões e combustível para teorias. A morte do rapper foi frequentemente ligada a tensões entre Death Row e Bad Boy, além de rivalidades entre grupos associados a Los Angeles e Compton.
A diferença agora é que existe um réu vivo, identificado pela promotoria como articulador da ação. Davis era um dos ocupantes do Cadillac e é o único sobrevivente entre os homens ligados diretamente ao veículo citado na acusação.
O risco editorial
Para cobrir o julgamento, é essencial separar fato judicial de mitologia do hip-hop. O caso envolve nomes enormes, violência real e décadas de especulação. A matéria precisa acompanhar documentos, decisões do juiz, testemunhos e argumentos formais, sem transformar rumor em prova.
Essa distinção importa porque Tupac não é apenas personagem de cultura pop. Ele deixou obra, família, fãs e uma influência que atravessa gerações. O julgamento pode trazer respostas, mas também pode mostrar os limites de provar um crime antigo diante de memórias contraditórias e evidências incompletas.
O que acompanhar
Quais declarações antigas de Davis serão aceitas como prova.
Como a defesa vai tratar a autobiografia e entrevistas do réu.
Quais testemunhas serão chamadas pela acusação.
Se o julgamento vai focar mais na autoria do disparo ou na acusação de organização do ataque.
Como a Justiça de Nevada vai lidar com a exposição midiática do caso.
Crédito da imagem de capa: Foto: reprodução / AllHipHop. Licença/uso: Uso editorial com crédito à fonte. Fonte: allhiphop.com.
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