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Música

Dressa e MC GP lançam “Marginal” e unem trap, funk e eletrônico em nova fase artística

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Por Rap Growing

Unindo trap, funk, jersey club e música eletrônica, a cantora Dressa lança nesta quinta-feira (6/11) o single “Marginal”, com participação de MC GP. A faixa encerra a fase de aquecimento para o primeiro EP solo da artista e já está disponível nas plataformas digitais, acompanhada de um clipe cinematográfico no YouTube.

Energia urbana e nova identidade

Em “Marginal”, Dressa sintetiza a essência da sua nova fase artística — marcada por ousadia, experimentação e autenticidade. A música traduz a energia pulsante de São Paulo, retratando o corre, o desejo e o prazer das ruas da maior cidade do país.

“É um som que fiz com muito carinho, mas que foi construído de uma maneira muito louca. O (Pedro) Lotto e o Wey conseguiram reunir referências de vários estilos em uma mesma faixa. Acho que é o retrato do que a cidade é: moderna, autêntica e cheia de força, mas com um senso de urgência que só quem vive aqui entende”, explica Dressa.

Participação de MC GP

Com MC GP, um dos maiores nomes do funk brasileiro, o som ganha ainda mais peso. Natural de Taboão da Serra (SP), GP é dono de hits como “Ela Bebeu Surtou”, “Crime Não É Bombom” e “Meca Branca”, e atualmente figura no Top 50 Geral do Spotify com o single “Me Postou no Daily”.

“Uma honra e uma satisfação imensa ter o GP nessa faixa. Mesmo sendo um som mais voltado pro trap e pro eletrônico, ele entendeu perfeitamente a ideia e conseguiu encaixar o estilo dele de forma incrível”, diz Dressa.

Clipe cinematográfico e linguagem visual

O audiovisual de “Marginal” segue o padrão apresentado em “Nós Dois (222)”, feat com MC PH, que abriu a era “Efeito Borboleta” — álbum solo previsto para o fim do mês. O novo clipe traz uma narrativa cinematográfica e busca consolidar a identidade visual da artista: densa, sensual, urbana e poderosa.

A direção é uma parceria entre Camping e Capital Entertainment, mesma produtora responsável pelos projetos de nomes como MC PH e ZAM.

Nova fase e consolidação artística

Conhecida pelo sucesso no duo Hyperanhas, Dressa vive agora um recomeço solo. Em 2025, ela assinou com a Capital Entertainment — gravadora paulista especializada em gêneros urbanos, fundada por Cláudio “C.Z” Zebral, Ionathan Palatnik, Marcelo Salvioni e MC PH. O novo momento marca o retorno da cantora ao protagonismo da música urbana brasileira.

Com uma sonoridade mais madura e híbrida, Dressa aposta em uma fusão de trap, funk e influências globais, sempre acompanhada de uma estética visual cinematográfica e autoral — elevando o padrão de qualidade do cenário nacional.

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Música

Protesto V transforma “Uma Dose de Esperança” em manifesto visual sobre fé, resistência e superação

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O grupo paulistano Protesto V apresentou o audiovisual de “Uma Dose de Esperança”, um dos lançamentos mais simbólicos da nova fase do grupo e faixa que integra o álbum Resgatando Autoestima. Gravado com imagens reais no centro de São Paulo e na comunidade São Remo, na zona Oeste da capital, o clipe constrói uma narrativa sobre fé, sobrevivência e recomeço.

O trabalho aposta em uma linguagem visual que mistura cinema e inteligência artificial, mas sem perder o vínculo com o território. Em vez de usar tecnologia como enfeite, o audiovisual coloca esse recurso a serviço de uma mensagem maior: a de que ainda existe espaço para esperança em meio à dureza da vida urbana.

Uma música que rompe com a linha mais agressiva do grupo

Para Patê, fundador e principal voz do Protesto V, “Uma Dose de Esperança” ocupa um lugar diferente dentro da trajetória do grupo. Conhecido por letras de contestação, denúncia e enfrentamento, o Protesto V escolheu aqui um caminho mais sensível, sem abandonar a verdade que sempre marcou sua identidade.

“Uma Dose de Esperança é um tema forte. É uma música diferente, que quebra um pouco a contestação que a gente sempre trouxe, aquele rap gangsta, consciente, antissistema, para falar de algo que todo mundo precisa: esperança.”

A faixa nasceu de uma ideia desenvolvida por Patê ao lado de Dox Bacari, do grupo Manos Urbanos, e reúne ainda participações de Sonny, do Rota de Colisão, além de Dudinha, que assina o refrão.

Autoestima como conceito central

Mais do que uma música isolada, “Uma Dose de Esperança” dialoga diretamente com o conceito do álbum Resgatando Autoestima. A proposta do disco já indica um olhar voltado à reconstrução emocional e simbólica das pessoas que atravessam realidades difíceis, e a faixa se encaixa exatamente nesse eixo.

“O tema do nosso disco já fala em resgatar a autoestima, e eu vejo que essa música levanta a autoestima das pessoas.”

Essa escolha reforça uma dimensão importante do rap feito na periferia: além da denúncia, ele também pode ser ferramenta de acolhimento, força e reconstrução.

Centro, quebrada e tecnologia na mesma narrativa

Produzido por Policeno, o videoclipe foi gravado com imagens reais em dois pontos simbólicos: o centro de São Paulo e a comunidade São Remo. A escolha das locações amplia a força do vídeo, porque conecta a música a cenários concretos, marcados por desigualdade, circulação e sobrevivência.

Ao mesmo tempo, o uso de sequências criadas com inteligência artificial amplia os caminhos visuais do projeto e adiciona novas camadas ao discurso. O resultado é um clipe que experimenta sem romper com a realidade — pelo contrário, parte dela para criar novas possibilidades de leitura.

Música, comunicação e realidade social

O audiovisual também reforça o elo entre rap, comunicação e periferia ao reunir participações de Fábio Rogério, apresentador do programa Espaço Rap, da Rádio 105.1 FM, e do jornalista Marcos Zibordi. A presença dos dois nomes ajuda a ampliar o peso simbólico do trabalho e conecta a música a uma tradição de comunicação comprometida com a cidade e com a cultura de rua.

“Uma Dose de Esperança” se firma, assim, como um lançamento que vai além da canção. É uma peça de discurso, imagem e sensibilidade — uma obra que mostra o Protesto V expandindo sua linguagem sem abandonar sua origem.

Onde assistir e ouvir

O clipe de “Uma Dose de Esperança” está disponível no canal oficial do Protesto V no YouTube, e a faixa também pode ser ouvida nas plataformas digitais.

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Música

Muzzike sobe ao palco com Edi Rock no Festival Melhor Dia e vive momento simbólico da carreira

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O rapper paulistano Muzzike foi confirmado como convidado especial no show de Edi Rock durante o Festival Melhor Dia, que acontece no dia 28 de março de 2026, na Neo Química Arena, em São Paulo. A participação coloca o artista da Zona Norte em um dos eventos mais relevantes da cultura urbana no país e marca um passo importante em sua caminhada.

Mais do que uma participação pontual, o convite tem peso simbólico. Dividir o palco com um dos fundadores dos Racionais MC’s em um festival que reúne nomes fortes do rap nacional reforça o momento de afirmação vivido por Muzzike, que vem atravessando uma fase intensa de criação e consolidação artística.

Da Zona Norte para um dos grandes palcos do rap nacional

Natural do Lauzane Paulista, na Zona Norte de São Paulo, Muzzike iniciou sua trajetória no rap no começo da década de 2010 e ganhou projeção ao integrar o coletivo Terceira Safra, um nome importante do circuito underground paulista. Desde então, construiu uma caminhada consistente, somando colaborações de peso e ampliando sua presença dentro da cena.

Agora, ao ser anunciado no show de Edi Rock, o artista chega a um ponto de destaque que mistura reconhecimento, responsabilidade e continuidade. Não se trata apenas de estar no line-up de um grande festival, mas de ocupar um espaço ao lado de um nome que ajudou a moldar a história do rap brasileiro.

“Dividir o palco com o Edi Rock é uma honra muito grande. Eu cresci ouvindo Racionais, aquilo formou minha visão de mundo e de música. Estar hoje nesse lugar, representando a Zona Norte e levando minha música para esse público, é muito significativo para mim.”

Festival Melhor Dia reforça encontro entre gerações

O Festival Melhor Dia vem se consolidando como um dos encontros mais importantes do hip hop brasileiro justamente por reunir gerações, estilos e públicos diferentes dentro de uma mesma experiência. Em 2026, o evento volta à Neo Química Arena com nomes como Matuê, BK, MC Hariel, Brandão, Budah, Franco The Sir e Edi Rock, entre outros.

A presença de Muzzike no show de Edi Rock reforça esse espírito de conexão entre passado, presente e continuidade. É a rua encontrando palco grande sem perder a origem.

Um artista em fase de consolidação

O convite chega em um momento oportuno. Muzzike vive uma etapa importante da carreira, preparando o lançamento de seu primeiro álbum solo e ampliando sua atuação dentro do rap nacional. Com milhões de reproduções nas plataformas e uma base construída ao longo dos anos, o artista vai transformando vivência, técnica e identidade em trajetória.

Subir ao palco do Melhor Dia ao lado de Edi Rock é, ao mesmo tempo, reconhecimento de caminho e anúncio de futuro.

Serviço — Festival Melhor Dia 2026

  • Data: 28 de março de 2026
  • Local: Neo Química Arena — São Paulo (SP)
  • Participação especial: Muzzike no show de Edi Rock
  • Ingressos: disponíveis na Eventim

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Música

Batalha do Santa Cruz completa 20 anos e reafirma seu papel como berço do freestyle no Brasil

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Em fevereiro de 2026, a Batalha do Santa Cruz completa 20 anos de história. O que começou como uma roda cultural na calçada, em frente à estação Santa Cruz do metrô, virou um dos pontos mais importantes do freestyle no Brasil — não só pela técnica, mas pelo impacto real que gerou em gerações de jovens que encontraram ali pertencimento, disciplina e voz.

A batalha nasceu em 2006, impulsionada pela Afrika Kidz Crew, inspirada no modelo carioca da Batalha do Real. E desde então, criou um padrão que atravessou a cidade: encontro semanal, formato direto, público colado, e a rua como palco.

Como tudo começou: Afrika Kidz Crew, a calçada e o freestyle

A idealização da Afrika Kidz Crew surgiu da necessidade de criar arte e construir um espaço vivo de cultura. Em 2006, o coletivo promoveu a primeira roda cultural em frente ao Colégio Marista Arquidiocesano, na região da estação Santa Cruz (Linha Azul), e dali nasceu a Batalha do Santa Cruz — que viraria referência nacional nos anos seguintes.

“A Batalha do Santa Cruz é um divisor de águas na cena do rap paulista. Em 2006, o freestyle começou a pipocar em Sampa (…) acompanhávamos a cena do Rio de Janeiro e a Batalha do Real e pensamos: ‘Por que não temos algo assim em São Paulo?’”— Flow MC (depoimento em entrevista)

De R$ 1,00 por inscrição a uma vitrine cultural

No primeiro ano, a inscrição chegou a ser simbólica (R$ 1,00), e o campeão levava o valor arrecadado. Pouco tempo depois, a lógica mudou: a batalha passou a incentivar arrecadações culturais e apoio a produção musical independente — livros, discos, instrumentais e conexões com estúdios. A ideia era simples: quem vence também cresce.

“Calçada Sagrada”: regra, respeito e sobrevivência

Além de revelar talentos, a Santa Cruz ficou conhecida por moldar postura. Muita gente que colou adolescente fala que “aprendeu a viver” ali: conviver, respeitar, segurar a onda, ganhar e perder sem destruir o outro.

As regras sempre foram claras: nada de drogas, nada de álcool, nada de atacar família, nada de preconceito. Quem passa do limite é punido. O recado é um só: batalha é verbal — e a rua tem lei.

Os MCs que passaram pela Santa Cruz

Por duas décadas, a batalha serviu como primeiro palco pra uma lista grande de nomes. Ela entrou na memória do rap por ser vitrine e “campo de prova”. Tem registros de época apontando a Santa Cruz como espaço que revelou MCs como Emicida, além de circular nomes como Projota e Rashid, entre outros — cada um em seu momento, com sua caminhada.

A própria produção acadêmica sobre o tema reforça a centralidade da Santa Cruz como prática cultural e social em São Paulo, analisando sua dinâmica e o impacto do freestyle como ritual urbano.

O legado: quando a rua vira referência

O mais forte é que a Santa Cruz não ficou só nela. O modelo semanal e o peso cultural inspiraram outras batalhas e rodas pelo país, ajudando a espalhar a lógica do freestyle como disciplina, esporte mental e expressão social.

Serviço e como acompanhar

Se você já colou, você sabe: ali tem história. Se você nunca foi, é um dos poucos lugares onde você vê o rap acontecer sem filtro, olho no olho, e com regra de respeito.

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