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Música

ZAM lança “HURACAN” e une luxo, velocidade e nostalgia dos anos 2000

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Por Rap Growing

O cantor ZAM lança, nesta sexta-feira (31/10), a faixa “HURACAN”. Com produção musical de Sartor, Ralph The Kid e C.Z, o single já está disponível nas plataformas digitais e marca o início de uma nova fase na carreira do artista — um momento em que o luxo encontra a quebrada e a estética se torna discurso.

Nostalgia e modernidade

Em “HURACAN”, ZAM resgata a energia dos anos 2000 — uma era marcada por identidade e atitude — e combina essa estética com o lifestyle e as vivências da música urbana atual.

“Os anos 2000 foram a melhor era da música, na minha opinião. Quis trazer de volta essa sensação de pertencimento e personalidade, mas com a realidade e a verdade de 2025”, afirma ZAM.

Clipe cinematográfico e assinatura visual

A faixa chega acompanhada de um videoclipe cinematográfico, dirigido por Ryan Monotoshi. O audiovisual, lançado no canal da Camping em colaboração com a Capital Entertainment, retrata o luxo, a velocidade e a simbologia por trás do nome da música — tudo reforçando a estética visual marcante de ZAM.

“‘HURACAN’ representa onde quero chegar. É sobre transformar corre em propósito e propósito em legado”, completa o artista.

Entre Bahia, São Paulo, moda e esporte

Nascido na Bahia e criado na Zona Sul de São Paulo, ZAM é um artista que se expressa para além da música. A moda e o esporte também fazem parte da sua identidade, servindo como extensão da personalidade e do discurso que carrega em suas letras.

“Os esportes colaboraram muito para o meu desenvolvimento pessoal e profissional. Me ajudam a focar na carreira e ter melhor performance em estúdio e nos shows. Já a moda é uma forma de expressão, assim como a música. Em todos os meus trabalhos será possível perceber isso”, revela.

Nova fase e grandes parcerias

Em 2025, ZAM assinou contrato com a Capital Entertainment — gravadora fundada pelo cantor MC PH junto aos empresários Claudio “C.Z” Zebral, Marcelo Salvioni e Ionathan Palatnik. Antes disso, ele já havia lançado a faixa “Madeira”, parceria com Don Juan, PH, Traplaudo e Cebezinho.

Agora, “HURACAN” abre oficialmente o período de novos lançamentos e consolida o nome de ZAM entre os principais nomes da música urbana brasileira.

Assista ao videoclipe

O videoclipe oficial de “HURACAN” está disponível no canal da Camping no YouTube.

RAP GROWING — CULTURA EM MOVIMENTO

ZAM, HURACAN, Ralph The Kid, Sartor, C.Z, Capital Entertainment, MC PH, Ryan Monotoshi, rap nacional, música urbana, anos 2000, Bahia, São Paulo, moda, esporte

Música

OCTANE, de Don Toliver: por que o álbum encaixa na história cultural do trap

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Não é “álbum pra tocar alto” e pronto. OCTANE funciona como um retrato de fase: do artista, do gênero e do público. O trap passou anos sendo tratado só como impacto imediato — o drop, o refrão, o replay rápido. Só que, de um tempo pra cá, ele vem pedindo outra leitura: atmosfera, identidade e experiência. E é justamente aí que Don Toliver entra mais forte.

O trap mudou: do choque à atmosfera

O trap nasce cru, direto, “vida real” sem filtro. Mas o gênero, como qualquer cultura viva, não ficou parado. Com o tempo, o trap começou a competir também em mundo: estética, clima, textura, narrativa. A música deixou de existir só pra “bater” e passou a existir pra envolver.

OCTANE é filho desse momento. Não é a escola da pancada seca — é a fase do trap que entende que o ouvinte de hoje vive acelerado, atravessado por informação, pressão, cobrança, ansiedade e excesso. Então o som precisa acompanhar isso: camadas, densidade e sensação de movimento.

OCTANE não é sobre velocidade literal — é sobre movimento

A primeira armadilha do disco é achar que “octane” é só carro e corrida. A ideia que segura o álbum é outra: movimento constante. Movimento de fase, de identidade, de direção artística. A sensação de não conseguir ficar parado — nem por fora, nem por dentro.

Por isso a experiência do álbum parece acontecer no “entre”: você já saiu de um lugar, mas ainda não chegou no próximo. Esse intervalo é onde muita gente se perde — e também onde muita gente cria. OCTANE transforma esse espaço num som que parece estar sempre em trânsito.

Psicodelia e futurismo: quando estética vira linguagem

Um dos pontos mais fortes do disco é como ele usa psicodelia e futurismo sem parecer fantasia vazia. Não é “look sci-fi” pra vender imagem — é linguagem sonora. Você sente isso nos timbres, no brilho controlado, nas ambiências que criam um espaço ao redor da voz. OCTANE não soa preso numa era específica: ele parece levemente deslocado no tempo.

Essa sensação casa perfeitamente com o trap contemporâneo, que já não é só “rua”: é também sonho, escapismo, insônia, noite, cidade. Um gênero que aprendeu a falar do interior sem perder o peso.

R&B + trap no mesmo corpo: a fusão ficou madura

Don Toliver é um artista que não cabe em uma caixa só. OCTANE mostra isso com clareza: o trap aqui não compete com a melodia — ele abraça a melodia. O R&B não entra pra “amaciar” o som: entra pra aprofundar. É uma fusão mais madura, onde a voz vira motor e a produção vira cenário.

Esse ponto é culturalmente importante, porque o trap hoje não se sustenta apenas no personagem agressivo. O público passou a valorizar uma coisa que antes era vista como fraqueza: vulnerabilidade. E esse disco entende esse momento sem forçar emoção de vitrine.

Faixas que ajudam a entender o álbum

Existem músicas que funcionam como “portas de entrada” pra proposta do OCTANE. Duas que chamaram atenção cedo foram “Call Back” e “Body”. E não só por serem “as melhores” no senso comum, mas porque elas revelam o que esse disco está tentando fazer: criar estado, não só refrão.

“Call Back”

Aqui você sente o lado mais atmosférico do trap. Em vez de buscar explosão imediata, a música cresce no detalhe, na textura, no clima. É o tipo de faixa que não se esgota no primeiro play — ela volta maior quando você ouve de novo.

Body

“Body” mostra a psicodelia como ferramenta: repetição, camadas e uma presença que hipnotiza. Não é música “pra provar técnica” — é música pra puxar o ouvinte pra dentro da mesma sensação que o álbum quer construir.

O trap depois do topo: pressão constante e controle

Se no começo o trap falava muito sobre chegar, hoje ele fala sobre se manter. E isso é uma mudança cultural enorme. O topo tem outro tipo de guerra: exposição, cobrança, expectativa, ritmo insustentável. OCTANE conversa com esse cenário o tempo todo.

E aqui vale o detalhe “estratégico” do conceito: octanagem é resistência sob pressão. Não é sobre correr — é sobre não explodir. O álbum funciona como metáfora desse estado: energia alta, mas com direção; peso, mas sem colapso; movimento, mas sem perder o eixo.

Então… OCTANE é revolucionário?

A palavra “revolucionário” às vezes vira exagero. OCTANE não inventa o trap do zero, nem “muda tudo sozinho”. O mérito dele é outro: ele consolida uma fase. Uma fase em que o trap vira experiência, em que a estética vira linguagem e em que o artista precisa sustentar identidade sem depender de truques.

OCTANE empurra o gênero pra frente no sentido mais real: mostra que o trap pode envelhecer bem, ganhar densidade e continuar relevante sem virar caricatura de si mesmo.

Onde ouvir e continuar a viagem

Se você quiser sentir o disco como ele foi pensado, ouça na sequência e preste atenção na atmosfera, não só nos picos. Ouça no Spotify.

Pra entender a trajetória e o contexto da fase atual, vale também acompanhar um panorama geral da discografia e dos lançamentos do artista: perfil e discografia (referência).

E se você curte esse tipo de leitura (trap como cultura, não só como som), vê também as matérias do nosso arquivo: Rap Growing — matérias e especiais.

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Música

Arthurzim retorna ao trap com “Bem-Vindo ao Meu Bairro (BVMB)” e transforma vivência em manifesto

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Depois de um período experimentando novas sonoridades, Arthurzim volta às origens e anuncia um projeto que tem cara de verdade e cheiro de rua. O rapper cearense lança nesta quinta-feira (22/1) o álbum “Bem-Vindo ao Meu Bairro (BVMB)”, composto por 12 faixas, via Symphonic Brasil. O disco chega como um retrato direto da relação do artista com o Conjunto Esperança, em Fortaleza (CE) — território que moldou sua visão, sua escrita e a estética que o apresentou para o país.

Mais do que um lançamento, “BVMB” assume o formato de manifesto: um retorno ao trap com foco em vivências de quebrada, beats nostálgicos e uma construção sonora que mira tanto a energia do final dos anos 2010 (quando o trap explodiu no Brasil) quanto o que o subgênero tem de mais atual hoje.

“BVMB” como resumo de identidade: o Arthurzim “do velho testamento”

O álbum marca a volta do Arthurzim ao trap após uma fase em que ele testou outras rotas — como nos projetos “All Vibes (2024)” e “Mixtrapiseiro (2025)”. Agora, o foco é a essência: rima, atmosfera e relato, com o bairro funcionando como fio condutor de tudo.

“Esse projeto é ‘literalmente’ o Arthurzim! É a minha verdade, é o que eu gosto de cantar.”

“Foi muito boa a fase no trapiseiro, mas a minha praia de fato é o trap.”

“Esse álbum é um Wikipedia para falar sobre mim, é um resumo do que eu sou.”

A declaração resume o espírito do disco: um trabalho pensado para ser ouvido como capítulo por capítulo, com o artista transformando experiência em narrativa — e atendendo também a uma demanda antiga do próprio público.

“Estou muito empolgado com tudo, porque era algo que os fãs vinham me pedindo há um tempo.”

Produção e sonoridade: nostalgia com cara de agora

Na construção musical, “BVMB” busca equilibrar dois mundos: a vibe que marcou a expansão do trap no Brasil no fim da década passada e a linguagem moderna da cena atual. A produção tem assinatura de Olie, parceiro do artista no selo 3X Records e também cria do Conjunto Esperança, além de beats de SLAASTY, EREN, JON e JHXW.

Para a Symphonic Brasil, o lançamento reforça o perfil multifacetado do artista e o apetite por evolução.

“Acompanhamos o Arthurzim praticamente desde o início da sua caminhada e é muito gratificante ver quem ele se tornou.”

“Esse retorno dele ao trap mostra mais uma vez o quanto ele busca sair da ‘zona do conforto’.”

Participações: parcerias com história e com propósito

Nas colaborações, Arthurzim escolheu feats que conversam com os temas do disco e também com sua caminhada como artista. O álbum conta com participações de WIU, TOKIODK, Kawe e Rodrigo do CN.

“O WIU é um irmão que fiz na minha carreira e sempre que pudemos colaboramos juntos.”

“O Kawe é outro irmão que tenho, mas que ainda não tinha rolado de lançar algo junto e finalmente vai sair.”

“Já o Rodrigo (do CN) e TOKIODK são duas pessoas que admiro muito e queria colaborar há um bom tempo.”

Visualizers no bairro e clipe já disponível

Além do lançamento nas plataformas, “BVMB” chega acompanhado de uma série de visualizers gravados no próprio Conjunto Esperança, reforçando o conceito de território como estética e como narrativa. O clipe de “Peito Falso”, faixa com WIU e Rodrigo do CN, já está disponível no YouTube do artista.

Arthurzim fecha o anúncio deixando claro que o retorno ao trap é só a abertura de um novo ciclo.

“Essa ainda não é a minha melhor versão. Estou sempre se reinventando e evoluindo. Esse é só o começo de uma nova fase do Arthurzim.”


Links úteis

  • Ouça “Bem-Vindo ao Meu Bairro (BVMB)”: Spotify
  • Assista aos visualizers/clipes: YouTube

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Fontes

  • Texto-base enviado à redação (assessoria/press release).

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Música

Filipe Ret resgata a raiz dos bailes dos anos 90 em “Rap da Lealdade”

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Olhando pra trás pra continuar andando pra frente, Filipe Ret começa 2026 reverenciando a raiz do rap carioca. Em “Rap da Lealdade”, o artista volta o olhar pros bailes dos anos 90 e resgata princípios que ajudaram a construir não só sua caminhada, mas a própria identidade do rap feito no Rio: amizade, lealdade e união de verdade.

A música nasce em cima da batida do Voltmix, base rítmica que embalou clássicos de uma geração e foi peça-chave na popularização do rap e do funk nas periferias cariocas. Sons como “Rap da Felicidade” e “Nosso Sonho” ajudaram a firmar uma estética que atravessava estilos e transformava os bailes em pontos de encontro, pertencimento e vivência coletiva.

Em tempos onde tudo parece mais individual, descartável e competitivo, “Rap da Lealdade” surge como um retorno ao lado mais humano da cultura urbana.

Ret usa os versos pra exaltar laços reais, reconhecer quem ficou quando o jogo ficou pesado e valorizar quem caminhou junto desde o início. Sem ostentação, sem pose — a mensagem vem crua, direta e sincera, conectada à essência do rap periférico carioca.

A estética acompanha o discurso. Beat, clima e referências respiram anos 90, fase em que o rap no Rio começou a se estruturar nos encontros promovidos pelas equipes de som.

Ao fazer esse resgate, Ret constrói uma ponte entre gerações: fala com quem viveu os bailes na pele e também com quem conhece esse legado só por histórias, registros e memória.

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