A Groover é uma das maiores plataformas de conexão entre artistas independentes e curadores de mídia. A cada dia surgem novos nomes que mostram talento, identidade e diversidade no rap e na música urbana. Separamos 5 artistas internacionais que ouvimos por lá e que você precisa conhecer agora.
Eduard Luli – “Nostalgia”
Eduard Luli aposta em uma sonoridade melódica que carrega o peso das memórias e emoções. Nostalgia é uma faixa que mistura rap e melodia com autenticidade, trazendo um clima introspectivo que conecta diretamente com quem já viveu altos e baixos.
Tommy Danger – “Prayers & Violence”
Com uma entrega intensa, Tommy Danger apresenta Prayers & Violence, um som que reflete as dualidades da vida nas ruas, unindo espiritualidade e realidade dura. É um rap cru, cheio de energia e com muita personalidade.
Tunes – “Exotic”
Em Exotic, Tunes traz uma estética moderna de trap, explorando flows envolventes e um beat marcante. O artista mostra versatilidade e presença, com uma sonoridade que dialoga bem com a cena atual do rap internacional.
AvM Kid – “Stand Hard”
Stand Hard é uma faixa que exala confiança e atitude. AvM Kid entrega rimas firmes, com flow sólido e uma base forte de trap. O som traduz resiliência e persistência, transmitindo exatamente a mensagem de se manter firme diante dos desafios.
One who May Ascend – “How To Survive”
One who May Ascend aparece com How To Survive, uma música que mistura liricismo e reflexão sobre resistência e sobrevivência. A faixa traz profundidade e mostra um artista que usa o rap como ferramenta de mensagem e impacto.
Esses cinco artistas representam a nova geração internacional que está surgindo através da Groover. Cada um com sua identidade e proposta, eles mostram que a cena global está mais viva e diversa do que nunca.
A nova faixa aproxima “Pátria Que Me Pariu”, de Gabriel, e “Capítulo 4, Versículo 3”, dos Racionais MC’s, dentro do projeto acústico que celebra os 33 anos de carreira do rapper carioca.
O encontro não junta apenas dois nomes históricos. Ele coloca lado a lado obras que observaram o Brasil por caminhos diferentes e chegaram a diagnósticos que continuam desconfortavelmente atuais. De um lado, Gabriel construiu uma crítica direta às contradições nacionais. Do outro, Mano Brown transformou a experiência das periferias em um dos relatos mais importantes da música brasileira.
Dois clássicos que nunca perderam o peso
“Pátria Que Me Pariu” foi lançada por Gabriel O Pensador em 1997 e usa ironia, indignação e referências políticas para questionar a desigualdade do país. No mesmo ano, os Racionais apresentaram “Capítulo 4, Versículo 3” no álbum “Sobrevivendo no Inferno”, obra que modificou a dimensão do rap nacional e registrou a realidade das periferias sem suavizar a violência, o racismo e a exclusão.
Quase três décadas depois, as duas músicas continuam circulando porque as questões descritas por elas não ficaram presas aos anos 1990. A força da colaboração nasce dessa permanência e da diferença entre as perspectivas dos artistas.
Primeiro lançamento do projeto Acústico 33 anos
Em seu anúncio oficial, Gabriel classificou o acústico como o projeto mais importante de sua carreira. A gravação celebra mais de três décadas de trajetória e abre os trabalhos justamente com a participação de Mano Brown.
De acordo com as informações divulgadas até agora, o áudio e o vídeo da apresentação serão lançados no Dia do Rap Nacional. O registro também marca a primeira vez em que os dois artistas dividiram o palco nesse formato.
Um encontro entre duas formas de narrar o Brasil
Gabriel O Pensador ganhou espaço nacional levando o rap para rádios, programas de televisão e grandes palcos em um período no qual o gênero ainda enfrentava barreiras pesadas na mídia. Mano Brown e os Racionais construíram outra rota, baseada em independência, ligação comunitária e uma escrita que não aceitava traduzir a periferia para torná-la mais confortável ao público de fora.
Essas trajetórias não são iguais, e é justamente isso que torna a parceria interessante. A nova versão cria uma ponte entre repertórios que ajudaram públicos diferentes a enxergar o país por meio do rap.
O lançamento abre uma celebração maior
A faixa será a primeira amostra do projeto comemorativo de Gabriel. Ainda faltam informações detalhadas sobre repertório completo e cronograma das próximas músicas, mas a escolha de Brown como primeiro convidado estabelece o tamanho cultural que o artista pretende dar à celebração.
Quando “Pátria Que Me Pariu” encontra “Capítulo 4, Versículo 3”, a homenagem deixa de olhar apenas para uma carreira individual. Ela revisita uma fase decisiva do rap brasileiro e mostra por que determinados versos continuam atravessando gerações.
Fontes consultadas:Diário de Cuiabá e anúncio oficial de Gabriel O Pensador.
Em parceria com o Rhuas Art, a mentoria terá quatro encontros voltados para quem quer entender como funciona a construção de um grande espetáculo antes, durante e depois do palco.
Quem faz um grande artista acontecer nem sempre está em cima do palco. Muitas vezes, o trabalho mais decisivo acontece antes da luz acender, antes do público entrar, antes do artista pegar o microfone e antes do show virar o recorte que todo mundo vê nas redes sociais.
É justamente esse universo que Thiago Tico, produtor de Filipe Ret, vai abrir em uma nova mentoria exclusiva sobre produção geral. A iniciativa acontece em parceria com o Rhuas Art e foi pensada para quem quer entender, na prática, o que sustenta uma carreira artística de alto nível por trás dos holofotes.
Filipe Ret é hoje um dos nomes mais relevantes do rap nacional, com uma trajetória construída entre música, empreendedorismo, shows de grande porte, estética própria e forte conexão com o público. Nesse tipo de operação, o artista é o rosto mais visível, mas existe uma estrutura inteira trabalhando para que cada entrega aconteça com força, organização e impacto.
A mentoria de Thiago Tico nasce exatamente desse ponto: mostrar que o palco é apenas o resultado. Antes dele, existe planejamento, leitura de mercado, gestão de pessoas, alinhamento com artista, bastidor, equipe, processo, tomada de decisão e uma série de responsabilidades que não aparecem no feed, mas definem o nível de uma carreira.
O que é produção geral na indústria musical?
Quando muita gente pensa em produção, imagina apenas beat, estúdio ou gravação. Mas a produção geral dentro da indústria musical é muito mais ampla. Ela envolve organização, visão de projeto, relação direta com o artista, bastidor de show, logística, equipe, agenda, comunicação, operação e leitura do mercado.
É o tipo de função que exige cabeça fria, visão estratégica e entendimento real da cena. Um grande espetáculo não nasce apenas de talento. Ele depende de gente capaz de transformar ideia em execução, conceito em entrega e carreira em movimento.
Essa é a parte que quase nunca aparece para o público. O show começa muito antes do artista subir no palco e continua muito depois que ele sai. Existe um processo inteiro por trás de cada apresentação, cada lançamento, cada decisão e cada passo público de uma carreira.
Quatro encontros para entender o que acontece no backstage
A mentoria será dividida em quatro encontros, com foco em mostrar como funciona a produção geral e o backstage dentro da indústria musical. A proposta é sair da teoria vazia e entrar na prática de quem vive esse ambiente de verdade.
O primeiro encontro será voltado para trajetória e fundamentos da produção artística, mostrando como se constrói uma visão profissional dentro da música e quais bases sustentam o trabalho de quem atua nos bastidores.
O segundo encontro entra em um ponto essencial: o mercado do backstage, passando pela diferença entre underground e mainstream. Essa leitura é importante porque cada ambiente exige postura, operação e estratégia diferentes. O que funciona em uma cena independente nem sempre funciona da mesma forma em uma estrutura maior, e entender essa transição pode mudar a carreira de quem quer trabalhar no setor.
O terceiro encontro aborda ferramentas de gestão e organização de produção. Esse é um dos pontos mais importantes para quem quer sair do improviso. Produzir bem não é apenas resolver problemas na hora. É antecipar problemas, organizar processos e fazer com que artista, equipe e entrega caminhem na mesma direção.
O quarto encontro será focado em assessoria particular e relação direta com o artista, uma das áreas mais sensíveis da produção. Trabalhar perto de um artista exige confiança, leitura humana, discrição, comunicação, responsabilidade e capacidade de entender tanto o lado profissional quanto o lado pessoal de uma carreira.
Também é uma oportunidade para produtores iniciantes, assistentes de produção, empresários, artistas independentes, managers, criadores de conteúdo, profissionais de eventos e pessoas que querem entrar no mercado musical com mais clareza sobre o que realmente acontece fora do palco.
Em uma era em que todo mundo vê o resultado final nas redes, entender o processo virou diferencial. O público vê o show, o clipe, a entrada triunfal, o backstage editado, o corte viral e a foto no camarim. Mas quem trabalha de verdade na indústria sabe que a parte mais importante acontece no que não aparece.
Aprender com quem vive o bastidor de artista grande
O principal valor da mentoria está no acesso à vivência de Thiago Tico. Não se trata de uma aula genérica sobre mercado musical, nem de um conteúdo distante da realidade brasileira. A proposta é aprender com alguém que acompanha de perto a operação de um dos maiores nomes do rap nacional da atualidade.
Esse tipo de experiência importa porque a indústria não funciona apenas com fórmulas. Cada artista tem uma dinâmica, cada show tem uma necessidade, cada equipe tem uma pressão e cada fase de carreira exige um tipo de decisão.
Nos bastidores, o erro costuma custar caro. Um atraso, uma comunicação mal feita, uma equipe desalinhada, uma produção mal organizada ou uma leitura errada do momento pode comprometer a entrega inteira. Por isso, entender produção geral é entender responsabilidade.
Para quem quer trabalhar com música, essa é uma daquelas áreas que separa curiosidade de profissão. Gostar de artista, frequentar show ou acompanhar lançamento não é a mesma coisa que saber operar bastidor. A mentoria entra exatamente nesse espaço entre desejo e prática.
O palco é só a consequência
O material da mentoria resume bem a proposta: são quatro encontros para mostrar que o palco é apenas o resultado. Antes dele, existe uma engrenagem silenciosa formada por planejamento, alinhamento, execução e tomada de decisão.
Essa frase é importante porque desmonta uma ilusão comum sobre a indústria musical. O espetáculo principal não acontece sozinho. Ele é sustentado por gente que organiza o caos, protege a visão do artista e garante que tudo chegue ao público da melhor forma possível.
Na prática, a produção geral é uma das áreas que mais exige visão ampla. O profissional precisa entender artista, público, equipe, técnica, agenda, estrutura, bastidor, comunicação e mercado. É uma função que mistura organização, sensibilidade e pressão.
Vagas limitadas e inscrições abertas
A Mentoria Thiago Tico Produção Geral está com inscrições abertas e terá vagas limitadas. Os interessados podem entrar em contato diretamente pelo e-mail oficial da iniciativa.
Para quem quer entrar na indústria da música entendendo o que acontece além do palco, essa mentoria oferece uma visão rara sobre um dos pontos mais importantes de qualquer carreira artística: o bastidor.
No fim, todo mundo vê o artista no centro da cena. Mas quem quer trabalhar com música precisa aprender a enxergar o que acontece ao redor dele.
Rapper paulistano criado no Lauzane Paulista lança seu primeiro álbum solo em parceria com DGelo Records e ROC7, com distribuição da Virgin Music.
Muzzike lança nesta sexta-feira, dia 03, às 00h, seu primeiro álbum solo, “PAZZ&KAOZZ”. O projeto marca uma nova fase para o rapper paulistano, que soma mais de 20 milhões de streams nas plataformas digitais e agora assume de vez uma identidade própria em uma parceria entre DGelo Records e ROC7, gravadora de Edi Rock e Anderson Franja, com distribuição da Virgin Music.
Mais do que um lançamento de retorno, “PAZZ&KAOZZ” funciona como uma declaração de fase. O álbum mergulha nas dualidades que atravessam a vida de Muzzike: estabilidade e instabilidade, fé e medo, ambição e sobrevivência, progresso e adversidade.
O título entrega o centro da obra. Paz e caos não aparecem como opostos distantes, mas como duas forças que convivem na mesma caminhada. Para Muzzike, essa tensão faz parte da vida, da carreira e da forma como ele enxerga sua própria trajetória dentro do rap.
Uma capa que explica o álbum
A identidade visual de “PAZZ&KAOZZ” traduz o conceito do disco antes mesmo do play. O vermelho domina a composição em dois tons, representando a paixão em diferentes estágios: quando o relacionamento está bem, quando entra em crise e quando chega ao fim.
As rosas reforçam esse universo afetivo, mas não ficam presas apenas ao amor romântico. Elas também representam a paixão pela arte, pela vida, pela música e pelas pessoas que somam na caminhada.
O champanhe aparece como símbolo de celebração em meio ao caos. Não é apenas luxo por luxo. É a ideia de comemorar cada dia novo, cada superação e cada vez em que alguém consegue continuar mesmo cercado por adversidades.
Já a Mercedes Aro 20, elemento constante no disco, carrega outro significado importante. Ela representa sofisticação, conforto, conquista e beleza, mas sem se limitar à ostentação. No conceito do álbum, o carro sintetiza a busca por progresso mesmo quando a vida segue atravessada por tensão.
Do Lauzane Paulista para uma nova fase
Philipe Barroso da Cunha, conhecido como Muzzike, é rapper e compositor paulistano criado no Lauzane Paulista, zona norte de São Paulo. Sua trajetória no rap começou em 2010, influenciada por nomes fundamentais da cena nacional como Racionais MC’s, Emicida, Projota e Rashid.
Antes de chegar ao primeiro álbum solo, Muzzike construiu história no circuito underground ao integrar o coletivo Terceira Safra, responsável pelo álbum “Seja o Que Você Quiser”, lançado em 2012. O grupo ganhou destaque no programa Manos e Minas, da TV Cultura, e ajudou a posicionar Muzzike dentro de uma geração que movimentou o rap paulista na década passada.
Em 2016, seu nome ganhou ainda mais projeção ao participar de “Mandume”, faixa do álbum “Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa…”, de Emicida. A colaboração consolidou Muzzike em um dos registros mais lembrados daquela fase do rap nacional.
PAZZ&KAOZZ como afirmação solo
Depois de anos construindo nome em colaborações, coletivos e participações importantes, “PAZZ&KAOZZ” chega como um ponto de virada. É o momento em que Muzzike organiza sua própria estética, seu próprio conceito e sua própria narrativa em um trabalho completo.
O álbum tem áudio dirigido pelo próprio artista e direção de vídeo assinada por Rafael Alves Costa, o Costakent. Gravado na ROC7 Studios, em São Paulo, o projeto conta com mixagem, edição e masterização de Liu Beatz.
A parceria com a ROC7 também dá peso a essa nova fase. Estar ao lado de uma estrutura ligada a Edi Rock e Anderson Franja coloca o projeto em um lugar de conexão entre história, experiência e renovação dentro do rap brasileiro.
Entre sobrevivência, ambição e sentimento
O grande ponto de “PAZZ&KAOZZ” é que Muzzike não trata sua fase solo como simples retomada. O disco parece nascer de alguém que passou tempo observando a própria caminhada e decidiu transformar conflito interno em música.
A dualidade do álbum também conversa com a realidade de muitos artistas independentes: querer crescer sem se perder, buscar estabilidade dentro de uma carreira instável, manter fé quando o medo aparece e tentar conquistar sem deixar a vivência para trás.
Por isso, o conceito de paz e caos funciona tão bem. Ele não parece apenas uma ideia estética para capa ou campanha. Parece o resumo de uma vida em movimento, onde cada avanço vem acompanhado de dúvida, pressão, desejo e sobrevivência.
Ação de pré-save e audição exclusiva
Como parte do lançamento, Muzzike promoveu uma ação de pré-save com sorteio de dois convites para uma audição exclusiva do álbum na ROC7 Estúdios, em São Paulo. A experiência colocou fãs em contato antecipado com as faixas do disco, ao lado do próprio artista e convidados.
A audição exclusiva aconteceu no dia 02 de julho, e o lançamento oficial de “PAZZ&KAOZZ” chega às plataformas digitais nesta sexta-feira, dia 03, às 00h.
Um retorno com identidade
Com mais de 20 milhões de streams, passagem por momentos importantes do rap nacional e agora um primeiro álbum solo estruturado ao lado da DGelo Records, ROC7 e Virgin Music, Muzzike chega a “PAZZ&KAOZZ” em um ponto decisivo da carreira.
O projeto não tenta apenas provar que ele voltou. Ele mostra que Muzzike quer voltar com conceito, imagem, direção e uma leitura mais madura sobre quem ele é como artista.
No fim, “PAZZ&KAOZZ” parece representar exatamente essa tensão que move a vida de muita gente: a busca por paz sem negar o caos, a vontade de vencer sem esquecer as adversidades e a tentativa de transformar instabilidade em obra.
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