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Esporte

Glover Teixeira e Shogun finalmente se enfrentam 14 anos depois, mas fora do MMA

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https://www.instagram.com/p/DbolocZRE4U/

Glover Teixeira e Maurício Shogun Rua finalmente vão se enfrentar, mas não no cenário em que a luta foi imaginada. O duelo entre os ex-campeões do UFC será no boxe, em 29 de agosto, no Spaten Fight Night 3, em São Paulo. A luta principal acontece no Mercado Livre Arena Pacaembu e carrega um atraso simbólico de 14 anos.

Em 2012, logo depois da chegada de Glover ao UFC, um confronto com Shogun chegou a ser discutido. Não saiu. Naquele momento, Shogun ainda vinha do imaginário de lenda do Pride e ex-campeão do Ultimate, enquanto Glover surgia como ameaça tardia, experiente e perigosa. O MMA brasileiro passou anos tratando essa luta como uma daquelas encruzilhadas que ficaram no campo do “e se?”.

Agora é boxe

O encontro de 2026 muda a pergunta. Não se trata mais de saber quem venceria em uma luta completa de MMA, com quedas, chutes, joelhadas e clinch. A regra agora comprime a disputa para as mãos. Segundo informações confirmadas por veículos especializados e pela cobertura brasileira, o combate terá oito rounds de dois minutos, chancela do Conselho Nacional de Boxe e limite de peso entre 96kg e 110kg.

Essa mudança altera o equilíbrio. Glover sempre teve boxe forte dentro do MMA, principalmente combinado ao wrestling e à pressão. Shogun construiu parte de sua aura com explosão, chute, joelhada, agressividade curta e caos de trocação. Sem as ferramentas completas do MMA, os dois precisam adaptar memória muscular, distância e leitura de dano.

Dois finais que voltam ao palco

Também existe um detalhe narrativo poderoso: Glover e Shogun deixaram o UFC na mesma noite, em janeiro de 2023, no Rio de Janeiro. Shogun foi nocauteado por Ihor Potieria. Glover, depois de uma guerra anterior contra Jiri Prochazka e da perda do cinturão, encerrou a carreira no MMA após derrota para Jamahal Hill. Desde então, ele seguiu muito presente como treinador de Alex Poatan.

O Spaten Fight Night usa justamente essa memória. Eventos de luta no Brasil aprenderam a transformar veteranos em atração de alto apelo, especialmente quando há uma história não resolvida. A diferença é que aqui o apelo não depende de rivalidade artificial. Glover e Shogun não precisam fingir ódio. Basta o público lembrar que esse confronto atravessou uma geração sem acontecer.

Não é só nostalgia

O risco de uma luta assim é virar apenas peça de museu. Mas o formato em oito rounds, a regulamentação e as falas dos atletas apontam para outro caminho. Shogun já tratou o combate como algo competitivo, não como exibição. Glover, por sua vez, falou em voltar a sentir o fogo da preparação.

Isso não muda o fato de que os dois estão em outra fase da vida atlética. Muda a expectativa. A pergunta não é se veremos o auge de 2005, 2012 ou 2021. A pergunta é o que dois campeões conseguem fazer quando retiram quase todas as armas do MMA e deixam só o boxe como linguagem possível.

Para o público brasileiro, Glover x Shogun é menos uma revanche inexistente e mais um encontro adiado. O cage ficou no passado. A curiosidade, não.

Leia também na Rap Growing: Arquivo de Esporte.

Fontes consultadas

Imagem de capa: material de divulgação do Spaten Fight Night 3 com Glover Teixeira e Shogun Rua. Crédito: Divulgação/Spaten, via Itatiaia.

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Esporte

UFC assume prejuízo de US$ 30 milhões no evento da Casa Branca

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UFC assume prejuízo de US$ 30 milhões no evento da Casa Branca
Foto: Staff Sgt. Tianna Wilson / U.S. Army National Guard / Wikimedia Commons

O UFC conseguiu transformar a Casa Branca em palco de um dos eventos mais comentados da história recente do MMA. Mas a conta chegou junto com a audiência. Relatos publicados após os resultados do segundo trimestre da TKO Group Holdings indicam que o UFC Freedom 250, realizado em junho de 2026 no gramado sul da Casa Branca, gerou prejuízo de aproximadamente US$ 30 milhões.

A leitura fria dos números mostra a diferença entre evento rentável e evento estratégico. A TKO informou em 3 de agosto de 2026 que a receita do UFC cresceu 29% no segundo trimestre, chegando a US$ 535,7 milhões. Ao mesmo tempo, a empresa apontou queda em live events and hospitality por ausência de venda de ingressos no Freedom 250 e aumento de custos de produção ligados ao evento.

Sem bilheteria, com palco global

Eventos do UFC normalmente combinam bilheteria, mídia, patrocínio, hospitalidade e venda de experiência. Na Casa Branca, a lógica mudou. O card foi tratado como evento de imagem, com público convidado, forte peso político e distribuição pela Paramount+ e parceiros.

Segundo MMA Fighting e People, a perda final ficou na casa dos US$ 30 milhões. A TKO registrou que o perfil financeiro do Freedom 250 derrubou a margem ajustada do UFC no trimestre, mesmo com crescimento de receita e aumento de parcerias de marketing impulsionadas pelo próprio evento.

O paradoxo do prejuízo bom

Para qualquer organização esportiva, perder US$ 30 milhões em uma noite é manchete pesada. Para o UFC, a defesa é que a exposição compensou parte da conta. A própria TKO divulgou que o Freedom 250 alcançou 34 milhões de espectadores globais estimados, tornando-se um dos eventos mais assistidos da história da marca.

Esse é o tipo de matemática que interessa à editoria de Lutas e também à de Negócios. O prejuízo não significa necessariamente fracasso operacional; significa que a companhia decidiu comprar escala simbólica, mídia espontânea e associação institucional.

Política, espetáculo e risco de marca

A Casa Branca não é arena neutra. O UFC assumiu custo financeiro e risco reputacional ao colocar o octógono no centro de um símbolo político dos Estados Unidos. O relatório da TKO não trata o evento como desastre, mas o caso deixa uma lição clara: quando esporte vira ativo político e midiático, a conta não se mede só pelo caixa da noite.

Fontes

Crédito da imagem de capa: Foto: Getty Images, via TheTrumpet. Licença/uso: Uso editorial com crédito à fonte. Fonte: thetrumpet.com.

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Esporte

Rayssa Leal vence no SLS Rio e transforma o Maracanãzinho em palco de retomada

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Rayssa Leal vence no SLS Rio e transforma o Maracanãzinho em palco de retomada
Foto: Breno Barros / Rede do Esporte / Wikimedia Commons

Rayssa Leal voltou a vencer no Brasil e fez do SLS Rio Takeover uma resposta esportiva e emocional. No Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, a skatista maranhense confirmou o favoritismo no feminino e colocou mais um capítulo nacional em uma carreira que já parece longa demais para alguém que ainda tem apenas 18 anos.

A vitória tem peso próprio porque acontece em uma etapa diferente do Super Crown. O formato Takeover concentra a disputa nas melhores manobras e reduz margem para administração. Cada tentativa vira momento de pressão, cada acerto muda o placar, e a torcida brasileira transforma o ginásio em termômetro.

O Rio como território de memória

O Rio de Janeiro não é uma cidade qualquer na trajetória de Rayssa. Foi ali que ela conquistou seu primeiro Super Crown, em 2022, antes de transformar a sequência de títulos em uma das marcas mais fortes do skate street feminino. Voltar ao Rio depois de títulos mundiais, medalhas olímpicas e lesões recentes amplia o sentido da vitória.

A etapa de 2026 também marcou a volta da SLS ao Maracanãzinho em um evento apresentado pelo Banco do Brasil e desenhado para misturar competição e festival. A própria SLS divulgou o Rio como a terceira parada da temporada, depois de Sydney e Downtown Los Angeles.

Favoritismo com cobrança real

Rayssa chegou ao evento como uma das principais atrações do circuito. Ela já havia vencido a abertura da temporada em Sydney, seguia entre os nomes mais consistentes da Street League e reencontrava o público brasileiro após recuperação de uma contusão óssea sofrida no início do ano.

Esse contexto torna o resultado maior do que uma vitória isolada. Ele mostra que Rayssa segue respondendo bem à expectativa pública, especialmente quando compete em casa e precisa transformar apoio em execução.

O que o título diz sobre o skate feminino

O pódio feminino da SLS vem sendo dominado por uma geração muito jovem, técnica e global. Japonesas, australianas, brasileiras, americanas e europeias têm elevado a dificuldade da modalidade, enquanto Rayssa ocupa um lugar raro: o de atleta que ainda é parte dessa nova geração e, ao mesmo tempo, já carrega currículo de veterana.

Ganhar no Rio reforça essa posição. A vitória não apaga a competitividade do circuito, mas confirma que Rayssa continua sendo uma referência técnica, midiática e cultural para o skate.

Brasil além da medalha

O SLS Rio Takeover também ajuda a manter o skate no calendário de grandes eventos brasileiros. Com o Maracanãzinho cheio, transmissão e presença de nomes internacionais, o esporte ganha uma vitrine que não depende apenas de Olimpíada.

Para Rayssa, a conquista no Rio funciona como mais um símbolo de permanência. Para o público, mostra que o skate brasileiro não vive só da memória recente: ele ainda consegue produzir dias grandes, em casa, com protagonista nacional no topo.

Fontes

Crédito da imagem de capa: Foto: Breno Barros / Rede do Esporte / Wikimedia Commons. Licença/uso: CC BY 3.0 BR, uso editorial com crédito. Fonte: commons.wikimedia.org.

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Entretenimento

Jonah Hill diz que o jiu-jitsu mudou sua relação com o corpo e com a fama de Superbad

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Jonah Hill diz que o jiu-jitsu mudou sua relação com o corpo e com a fama de Superbad
Foto: Gage Skidmore / Wikimedia Commons

Jonah Hill transformou uma conversa sobre hobbies em um comentário direto sobre corpo, fama e autoconfiança. Em participação ao vivo no podcast SmartLess, publicada em 8 de maio de 2026, o ator falou sobre sua paixão pelo jiu-jitsu brasileiro e brincou que hoje se sente pronto para enfrentar quem ainda o reduz ao “gordinho de Superbad”.

A frase circula porque tem humor, exagero e provocação. Mas por trás da piada existe uma história mais longa: Hill passou boa parte da carreira sendo tratado publicamente pelo peso, mesmo depois de ampliar seu trabalho como ator, roteirista e diretor.

O que ele disse

No episódio, Hill contou que ama Brazilian jiu-jitsu, embora o próprio corpo cobre o preço dos treinos aos 42 anos. Em seguida, entrou na brincadeira com Jason Bateman, Sean Hayes e Will Arnett, dizendo que conseguiria vencer os três se a situação fosse para o chão.

O ponto mais forte veio quando ele citou pessoas que ainda falam dele como o “fat guy from Superbad”. Hill respondeu, em tom de comédia, que poderia “annihilate” esse tipo de gente. A fala não deve ser lida como ameaça literal, mas como uma forma de inverter o estigma que acompanhou sua imagem pública.

Jiu-jitsu como mudança de postura

O jiu-jitsu brasileiro tem uma característica que conversa com a fala do ator: ele muda a percepção de força. A modalidade ensina controle, distância, queda, alavanca e sobrevivência no chão. Para alguém acostumado a ser definido pelo corpo de fora para dentro, treinar pode virar uma forma de reorganizar confiança.

Hill não apresentou isso como discurso motivacional limpo. Ele falou como comediante, com palavrão, exagero e timing. Ainda assim, a mensagem aparece: o corpo que antes era alvo de piada agora também é corpo que treina, aprende e reage.

A sombra de Superbad

Superbad, lançado em 2007, foi decisivo para a carreira de Jonah Hill. O filme virou clássico da comédia adolescente e consolidou o ator como uma das vozes mais engraçadas de sua geração. Mas o sucesso também fixou um rótulo visual difícil de escapar.

Durante anos, entrevistas, manchetes e comentários de fãs insistiram em falar de emagrecimento, ganho de peso e aparência. Em 2021, Hill chegou a pedir publicamente que pessoas parassem de comentar sobre seu corpo, mesmo quando achassem estar elogiando.

A piada como defesa

Quando Hill usa o jiu-jitsu para brincar com a possibilidade de “aniquilar” quem o chama pelo apelido antigo, ele está fazendo algo típico da comédia: exagerar uma ferida até ela virar controle narrativo.

A graça está no contraste entre o personagem lembrado como adolescente desajeitado e o adulto que treina luta, surfa, tem família e fala abertamente sobre limites. O comentário funciona porque bate em um ponto conhecido da cultura pop: o público muitas vezes demora a atualizar a imagem que tem de um artista.

Mais do que transformação física

Reduzir a história a “Jonah Hill emagreceu e agora luta” seria repetir o mesmo problema que ele critica. O mais interessante é perceber como o ator parece menos interessado em provar um corpo novo e mais interessado em não ser aprisionado por uma versão antiga de si.

No fim, o jiu-jitsu entra como metáfora perfeita: quando alguém tenta te prender em um lugar, você aprende a sair da posição.

Fontes

Crédito da imagem de capa: Foto: reprodução do Instagram de Jonah Hill, via Promiflash. Licença/uso: Uso editorial com crédito à fonte. Fonte: promiflash.de.

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