A Street League Skateboarding volta ao Rio de Janeiro em 9 de agosto para ocupar o Maracanãzinho com alguns dos principais nomes do skate mundial. Rayssa Leal e Giovanni Vianna representam o Brasil em um elenco que mistura campeões, talentos consolidados e duas vagas ainda abertas para convidados.
O SLS Rio Takeover será realizado em formato concentrado, com disputas femininas e masculinas no mesmo dia. Mais do que uma etapa esportiva, o evento reforça uma relação que se tornou estratégica para a Street League: o Brasil oferece atletas competitivos, arquibancadas intensas e uma cultura de skate que não depende apenas do circuito profissional para existir.
Rayssa Leal chega novamente como referência
Rayssa entra no evento carregando o peso de quem deixou de ser tratada como promessa há bastante tempo. Sua presença ajuda a transformar cada passagem da SLS pelo país em um acontecimento que ultrapassa o nicho, reunindo público esportivo, marcas, fãs jovens e pessoas que acompanham sua trajetória desde os primeiros vídeos.
No masculino, Giovanni Vianna volta a competir diante da torcida brasileira. Seu estilo técnico e a capacidade de crescer em momentos decisivos fizeram com que ele se tornasse um dos nomes mais reconhecidos do país dentro da liga.
Elenco reúne forças do skate internacional
A lista oficial divulgada pela SLS também inclui Ginwoo Onodera, Cordano Russell, Toa Sasaki, Momiji Nishiya, Aoi Uemura e Funa Nakayama. Duas vagas de wildcard permanecem abertas, adicionando uma disputa paralela por espaço nas finais.
A presença japonesa merece atenção. O Japão construiu uma das gerações mais técnicas do skate competitivo e passou a ocupar constantemente os pódios femininos e masculinos. Para Rayssa, enfrentar esse grupo em casa adiciona uma camada importante ao evento.
Programação começa pela manhã
De acordo com a programação oficial, os portões do Maracanãzinho abrem às 9h. A final feminina está prevista para 11h15, a disputa masculina de wildcard começa às 12h15 e a final masculina está marcada para 13h15. A cerimônia de premiação encerra o calendário às 14h30.
O evento terá transmissão ao vivo pelos canais oficiais da Street League. Para quem acompanha de fora do Rio, a programação curta facilita a cobertura em tempo real e a atualização da matéria assim que os resultados forem definidos.
O skate brasileiro deixou de ser coadjuvante
Durante anos, skatistas brasileiros precisaram construir reputação fora do país antes de receber reconhecimento em casa. A atual geração compete em outro cenário. Rayssa, Giovanni e outros nomes chegam às grandes ligas com torcida própria, contratos internacionais e capacidade de transformar uma etapa em produto de mídia.
A volta da SLS ao Rio mostra que essa mudança também chegou ao calendário. O Brasil não aparece apenas como lugar onde surgem talentos. Agora é mercado, palco e parte central da narrativa global da modalidade.
São Paulo recebeu, entre 1º e 8 de março de 2026, os Mundiais de Skate Street e Park. O evento reuniu centenas de atletas e colocou o Brasil no centro de uma temporada importante para o ranking internacional e para o caminho até Los Angeles 2028.
A escolha da cidade não aconteceu por acaso. O skate brasileiro construiu uma das cenas mais fortes do mundo, combinando resultado esportivo, cultura de rua e renovação constante. A realização das duas modalidades no mesmo período também ampliou a dimensão do encontro, aproximando públicos que acompanham pistas, picos urbanos e campeonatos por razões diferentes.
De acordo com a World Skate, a competição teve 365 skatistas de 49 países. Na pista, o Brasil também marcou presença no pódio. Kalani Konig conquistou a prata no Park masculino, resultado que reforçou a profundidade da geração nacional diante de um circuito cada vez mais competitivo.
O impacto ultrapassa a medalha. Um Mundial desse tamanho movimenta pistas, marcas, produtores, fotógrafos e projetos de base. Para quem acompanha o skate como cultura, o evento também mostra como a modalidade segue equilibrando institucionalização e identidade de rua.
Os resultados e o panorama da competição estão no relatório oficial da World Skate. A edição brasileira deixou um recado claro: o país não é apenas mercado ou torcida, mas parte central da história contemporânea do skate.
O Brasil continua renovando sua presença no MMA internacional, e Melquizael Costa aparece entre os nomes que ganharam atenção em 2026. O peso-pena paraense foi incluído pelo próprio UFC em uma seleção de atletas em ascensão, reconhecimento que acompanha sua evolução dentro da organização.
O destaque não depende apenas de uma vitória isolada. Em uma divisão marcada por velocidade, trocação e alto nível de preparo físico, construir sequência exige capacidade de adaptação. Costa representa uma geração que chega ao grande palco com repertório técnico mais híbrido e com leitura mais profissional sobre carreira, comunicação e exposição.
Esse movimento também amplia o mapa do MMA brasileiro. Durante décadas, a narrativa internacional esteve concentrada em academias e nomes já consolidados. A nova leva traz atletas de diferentes regiões, trajetórias e equipes, mostrando que a formação de talentos não pertence a um único centro.
Para o público, acompanhar esses nomes antes de uma disputa de cinturão ajuda a entender como carreiras são construídas. O salto entre promessa e realidade passa por consistência, escolha de lutas, recuperação física e capacidade de responder à pressão.
O perfil de Costa integra a lista Fighters on the Rise 2026, publicada pelo UFC. O reconhecimento não garante o próximo passo, mas confirma que o brasileiro entrou no radar de uma divisão em movimento.
Entre os dias 26 e 28 de junho, a nova liga dos X Games reúne skate, BMX, Moto X, música e cultura urbana em um formato inédito de franquias representando grandes cidades do mundo.
A contagem regressiva chegou ao fim. Entre os dias 26 e 28 de junho, Sacramento, nos Estados Unidos, recebe a etapa de abertura daMoonPay X Games League, novo formato da clássica competição de esportes radicais. A proposta transforma os X Games em uma disputa por temporada, com equipes representando grandes cidades do mundo e somando pontos ao longo do calendário.
Ao longo de três dias, quase 100 atletas convidados participam de competições de skate, BMX e Moto X, em um evento que vai além das pistas e se posiciona como um festival de esportes de ação, música e cultura urbana. A estreia da liga reúne alguns dos principais nomes do planeta em uma experiência inédita tanto para atletas quanto para fãs.
Representando o Brasil, o XC São Paulo chega para sua primeira participação liderado por uma das maiores lendas da história do skate mundial. Maior medalhista dos X Games, Bob Burnquist assume o papel de General Manager da franquia, sendo responsável pela formação e gestão da equipe ao longo da temporada.
Bob Burnquist lidera o XC São Paulo
O novo desafio amplia ainda mais a relação de Bob Burnquist com o evento que ajudou a transformar sua carreira em uma das mais vitoriosas da história dos esportes de ação. Agora, em vez de disputar medalhas como atleta, Bob participa da construção de uma equipe que carrega o nome de São Paulo em um modelo profissional de liga.
“A estreia da Liga é um momento histórico para os esportes de ação. Estamos falando de um formato que cria uma conexão muito maior entre atletas, cidades e fãs. Montamos um time extremamente forte, com atletas que representam diferentes estilos, nacionalidades e trajetórias, mas que compartilham a mesma paixão pela evolução do esporte. Estamos ansiosos para vestir a camisa do XC São Paulo e começar essa caminhada em Sacramento”, afirma Bob.
O elenco do XC São Paulo reúne nomes de peso do skate e do BMX mundial. A equipe conta com os brasileiros Giovanni Vianna, Gabriela Mazetto, Raicca Ventura, Gui Khury e Luigi Cini, além dos atletas internacionais Sky Brown, Ibuki Matsumoto, Ryan Williams, Garrett Reynolds e Queen Saray Villegas.
Com esse grupo, o XC São Paulo chega a Sacramento como uma das franquias mais fortes da temporada inaugural, carregando a responsabilidade de representar a capital paulista em um formato que mistura performance individual, identidade de time e rivalidade entre cidades.
Gabi Mazetto assume como capitã
Eleita capitã do XC São Paulo neste novo modelo profissional, Gabi Mazetto celebrou a oportunidade de liderar a equipe e projetou os primeiros passos rumo à etapa de abertura em Sacramento.
“Está sendo muito style ver a galera conhecendo e ficando por dentro do time de São Paulo e de como funciona a Liga. É um formato novo que vai ser muito importante para o ecossistema da MoonPay X Games League e para nós, atletas. Estou muito empolgada com a missão de ser a capitã. Minha expectativa para a primeira etapa em Sacramento é andar bem, acertar minhas manobras, buscar uma vaga na final e, se Deus quiser, brigar por um pódio. Acima de tudo, quero me divertir fazendo o que amo.”
A presença de Gabi como capitã reforça uma característica importante do novo formato: os atletas passam a competir também por uma narrativa coletiva. Mais do que medalhas individuais, cada resultado passa a contar para a franquia, criando uma nova camada de pertencimento para quem acompanha os esportes de ação.
Um novo modelo para os esportes de ação
Além do XC São Paulo, a MoonPay X Games League conta com outras três equipes fundadoras: XC Nova York, XC Tóquio e XC Los Angeles. Juntas, as franquias dão início a um novo modelo de disputa que combina o espírito individual dos esportes radicais com a força do conceito de equipes.
A etapa de Sacramento marca o primeiro desafio do calendário da XGL, que ainda terá paradas no Japão e em Nova Orleans. Durante a temporada, os atletas competem por pontos para suas respectivas franquias, fortalecendo a ideia de rivalidade saudável entre cidades e criando uma narrativa que acompanha o público ao longo do ano.
Para o Brasil, a entrada do XC São Paulo representa mais do que participação em uma nova liga. É a presença de uma cidade brasileira dentro de uma estrutura global, conectando skate, BMX, cultura urbana e entretenimento em um palco internacional.
Esporte, música e cultura no mesmo palco
A estreia da MoonPay X Games League foi pensada para ser mais do que um campeonato. Ao longo dos três dias de programação, Sacramento também recebe apresentações de grandes nomes da música internacional, reforçando a conexão histórica entre os esportes de ação e a cultura urbana.
Entre as atrações confirmadas está Kaskade, um dos DJs e produtores mais influentes da música eletrônica mundial, dono de oito indicações ao Grammy e presença constante nos maiores festivais do planeta. O evento também contará com Mustard, produtor vencedor de cinco Grammys e um dos nomes mais importantes do hip-hop contemporâneo, responsável por sucessos que marcaram artistas como Kendrick Lamar, Rihanna, Travis Scott e Ty Dolla $ign.
Fechando a programação musical, Subtronics fará sua estreia no evento. Um dos artistas mais populares da nova geração da música eletrônica, o DJ norte-americano vem de apresentações em festivais como o Coachella e se consolidou como uma das principais referências do gênero na atualidade.
A combinação de competições de alto nível, atrações musicais internacionais e experiências culturais reforça a proposta da MoonPay X Games League de criar um novo modelo de entretenimento para os esportes de ação, aproximando públicos diferentes em um mesmo ambiente.
Com Bob Burnquist na liderança, Gabi Mazetto como capitã e um elenco que mistura talentos brasileiros e nomes internacionais, o XC São Paulo estreia em Sacramento carregando não apenas uma equipe forte, mas uma ideia maior: colocar São Paulo dentro da nova era global dos X Games.
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