“Ramen Elite” chega com impacto logo de cara. Cellz Grammz aposta em um som de energia alta, com flow pesado e uma narrativa de rua que se sustenta do começo ao fim, sem enrolação e sem maquiagem.
A música tem uma direção clara: atitude, tom certo e aquela sensação de “realidade crua” que esse tipo de tema exige. O instrumental acompanha bem essa entrega, e o resultado é um trabalho consistente — dá pra sentir que existe intenção por trás de cada parte.
O clipe em Chinatown reforça a estética do som
Um dos pontos que mais fortalece o lançamento é o audiovisual. Gravado em Chinatown, o clipe conversa diretamente com o clima da faixa: urbano, áspero, de rua. Não é um vídeo aleatório — ele sustenta a narrativa e ajuda a colocar o público dentro do ambiente que o artista descreve.
Quando a proposta do som é tão ligada ao cotidiano, à vivência e ao contexto, o visual vira parte do argumento. E aqui ele cumpre esse papel.
Faixa aprovada: som pronto, agora é ampliar presença
“Ramen Elite” foi aprovada pela proposta bem executada e pela identidade que o artista apresenta. O som tem consistência, entrega e personalidade.
Mas existe um ponto decisivo para o próximo nível: quando um artista trabalha muito forte a realidade de rua e o storytelling cru, a persona vira tão importante quanto a música. Hoje, não é só sobre ter um som forte — é sobre fazer o público enxergar quem você é, qual é a sua caminhada e por que sua história merece ser acompanhada.
No momento, a presença online do artista ainda parece crua e pouco trabalhada, e isso pode dificultar a conexão com novos ouvintes. No cenário atual, muitas vezes não é o som mais forte que estoura — é o artista que consegue unir música com imagem, consistência e visibilidade.
O recado é simples: o som está provado. Agora é construir o mundo ao redor dele — identidade, frequência, conteúdo e presença. Mantendo a intenção nos lançamentos, a tendência é o público acompanhar.