O icônico universo de Scarface está prestes a ganhar uma nova versão sob a liderança de Danny Ramirez, ator conhecido por “Top Gun: Maverick” e “The Last of Us”. Ramirez não apenas irá assumir o papel principal, como também é produtor pela sua própria companhia, Pinstripes, criada em sociedade com o amigo Tom Culliver.
O projeto não é uma simples refilmagem do clássico de 1983 estrelado por Al Pacino, e sim uma adaptação moderna do romance original de 1930, obra que já está em domínio público. O plano é trazer essa história para os dias de hoje, sem recorrer à nostalgia fácil, e com visão autoral clara, fortalecida por financiamento independente já garantido.
Culliver, em depoimento ao site Deadline, deixa claro que a meta vai além de revisitar um ícone do cinema. A ideia é respeitar o legado — tanto o da versão de 1983 quanto o filme de 1932 —, mas também renovar a narrativa com frescor e relevância contemporânea.
Para Ramirez, o papel é um sonho articulado a partir de sua própria vivência cultural. Ele planeja incorporar suas raízes colombianas e mexicanas ao retrato do personagem “Scarface”, buscando autenticidade e profundidade em cada camada da construção dramática. Segundo ele: “Em 2025, isso está mais relevante do que nunca.”
O plano está em desenvolvimento ativo. A dupla já recebeu o apoio financeiro necessário para dar início ao projeto — e o caminho está aberto para uma produção que foge do óbvio e sustenta seu valor narrativo e artístico.
Enquanto isso, Danny segue com agenda cheia: ele já concluiu as gravações de “Avengers: Doomsday”, se prepara para trabalhar com Pedro Pascal em “De Noche” e está confirmado para retomar o papel de Manny na terceira temporada de “The Last of Us” na HBO — reforçando que, mesmo no meio de Hollywood, ele volta seus olhos pra contar histórias com vértice e personalidade.
Scarface, que há décadas gera tentativas ressuscitadas em Hollywood, vai ganhar uma nova cara — mais autoral, moderna, com voz — e nas mãos de quem está por dentro da cultura pop, consciente da história, mas sedento por renovação. Vale acompanhar essa produção com peso.