Zudizilla lançou “Quintessência”, seu quinto álbum de estúdio, um projeto de 16 faixas que cruza rap, jazz, soul, samba e referências tradicionais do sul do Brasil.
Disponível desde 24 de setembro, o disco reúne participações de nomes como Catto, Cristal, Vitor Ramil, Renato Borghetti, Febem, Bruna Mendez e Luciana Mello e transforma a simbologia do número cinco em eixo conceitual para falar de liberdade, identidade e transformação.
Quintessência amplia a linguagem de Zudizilla
O novo trabalho coloca a banda do artista no centro da gravação e aproxima o estúdio da energia e da improvisação dos shows. O resultado cruza estruturas do hip-hop com jazz, soul, samba e referências afro-açorianas do Rio Grande do Sul. A tracklist de 16 faixas também aparece na página do álbum na Apple Music.
A pesquisa conceitual do álbum passa por alquimia, Etiópia, Renascença Negra e pela Nação dos 5%, elementos que Zudizilla conecta a ideias de autonomia, consciência e identidade.
Essa busca por discos com identidade própria também aparece em outras coberturas da Rap Growing sobre artistas que tratam o álbum como obra completa e não apenas como sequência de singles.
Participações ajudam a construir a geografia do disco
Renato Borghetti e Vitor Ramil ajudam a aproximar o álbum de referências musicais do sul, enquanto Cristal, Catto, Febem, Bruna Mendez e Luciana Mello ampliam as pontes com rap, soul e música brasileira.
O conceito também se estende ao audiovisual “ÉTER”, dirigido por KVPA, que acompanha simbolicamente a transformação do processo criativo até a imagem final da capa, fotografada por Thaís Vandanezi.
Um disco de transição e afirmação
“Quintessência” marca uma etapa em que Zudizilla amplia sua assinatura sonora sem abandonar as bases do rap. O álbum consolida pesquisa musical, ancestralidade e liberdade criativa como partes do mesmo projeto artístico.