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Música

Misturando trap e R&B, Trem Caro se inspira em paixão à primeira vista no single “Primeira Vez”

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Por Rap Growing

O artista Trem Caro acaba de lançar a faixa “Primeira Vez”, oitavo registro do projeto Studio Rec, iniciativa da gravadora 1Kilo voltada à apresentação de novos nomes da música urbana brasileira. O som já está disponível nas plataformas digitais e também no YouTube.

Misturando trap e R&B, “Primeira Vez” aposta em uma atmosfera intimista e envolvente para retratar a intensidade da paixão à primeira vista. A faixa trabalha desejo, conexão emocional e aquele instante em que alguém passa a ocupar completamente os pensamentos, tudo conduzido por um groove melódico e sensível.

Paixão, desejo e entrega emocional

Liricamente, Trem Caro constrói imagens diretas e sentimentais, explorando o impacto de um encontro marcante. Em versos como “Uma obra de arte bem na minha frente / E eu me impressionei” e “Queria que fosse eterno o tempo contigo”, o artista traduz a idealização do amor imediato, enquanto reforça a entrega emocional presente na narrativa.

Outros trechos, como “Um diamante difícil de encontrar / Na sua onda eu vou sempre surfar”, ajudam a consolidar o clima romântico da faixa, equilibrando melodia, flow e sentimento de forma natural.

Trem Caro e a construção de identidade

Natural de São Gonçalo (RJ), Trem Caro vem se destacando pela versatilidade e pela forma orgânica com que transita entre trap e R&B. Seu som equilibra vivências urbanas com uma estética moderna e sensível, apostando mais na atmosfera e na emoção do que em fórmulas prontas.

Em “Primeira Vez”, essa identidade aparece com clareza: um artista que trabalha melodia, intensidade e narrativa sem perder o foco na conexão com quem escuta.

Studio Rec e novos talentos da cena urbana

“Primeira Vez” é o oitavo lançamento do projeto Studio Rec, que já apresentou nomes como Harley MC, Zekk, Novato MC, Guimacê, Frajadx, Dayle e Madu. A iniciativa reforça a proposta da 1Kilo de criar um espaço autoral, visualmente marcante e voltado à experimentação dentro da música urbana brasileira.

Com esse novo capítulo, Trem Caro se soma ao projeto trazendo sua própria leitura de trap e R&B, reforçando a diversidade sonora que marca o Studio Rec.

Onde ouvir

“Primeira Vez” já está disponível em todas as plataformas digitais e no YouTube.

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Música

OCTANE, de Don Toliver: por que o álbum encaixa na história cultural do trap

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Não é “álbum pra tocar alto” e pronto. OCTANE funciona como um retrato de fase: do artista, do gênero e do público. O trap passou anos sendo tratado só como impacto imediato — o drop, o refrão, o replay rápido. Só que, de um tempo pra cá, ele vem pedindo outra leitura: atmosfera, identidade e experiência. E é justamente aí que Don Toliver entra mais forte.

O trap mudou: do choque à atmosfera

O trap nasce cru, direto, “vida real” sem filtro. Mas o gênero, como qualquer cultura viva, não ficou parado. Com o tempo, o trap começou a competir também em mundo: estética, clima, textura, narrativa. A música deixou de existir só pra “bater” e passou a existir pra envolver.

OCTANE é filho desse momento. Não é a escola da pancada seca — é a fase do trap que entende que o ouvinte de hoje vive acelerado, atravessado por informação, pressão, cobrança, ansiedade e excesso. Então o som precisa acompanhar isso: camadas, densidade e sensação de movimento.

OCTANE não é sobre velocidade literal — é sobre movimento

A primeira armadilha do disco é achar que “octane” é só carro e corrida. A ideia que segura o álbum é outra: movimento constante. Movimento de fase, de identidade, de direção artística. A sensação de não conseguir ficar parado — nem por fora, nem por dentro.

Por isso a experiência do álbum parece acontecer no “entre”: você já saiu de um lugar, mas ainda não chegou no próximo. Esse intervalo é onde muita gente se perde — e também onde muita gente cria. OCTANE transforma esse espaço num som que parece estar sempre em trânsito.

Psicodelia e futurismo: quando estética vira linguagem

Um dos pontos mais fortes do disco é como ele usa psicodelia e futurismo sem parecer fantasia vazia. Não é “look sci-fi” pra vender imagem — é linguagem sonora. Você sente isso nos timbres, no brilho controlado, nas ambiências que criam um espaço ao redor da voz. OCTANE não soa preso numa era específica: ele parece levemente deslocado no tempo.

Essa sensação casa perfeitamente com o trap contemporâneo, que já não é só “rua”: é também sonho, escapismo, insônia, noite, cidade. Um gênero que aprendeu a falar do interior sem perder o peso.

R&B + trap no mesmo corpo: a fusão ficou madura

Don Toliver é um artista que não cabe em uma caixa só. OCTANE mostra isso com clareza: o trap aqui não compete com a melodia — ele abraça a melodia. O R&B não entra pra “amaciar” o som: entra pra aprofundar. É uma fusão mais madura, onde a voz vira motor e a produção vira cenário.

Esse ponto é culturalmente importante, porque o trap hoje não se sustenta apenas no personagem agressivo. O público passou a valorizar uma coisa que antes era vista como fraqueza: vulnerabilidade. E esse disco entende esse momento sem forçar emoção de vitrine.

Faixas que ajudam a entender o álbum

Existem músicas que funcionam como “portas de entrada” pra proposta do OCTANE. Duas que chamaram atenção cedo foram “Call Back” e “Body”. E não só por serem “as melhores” no senso comum, mas porque elas revelam o que esse disco está tentando fazer: criar estado, não só refrão.

“Call Back”

Aqui você sente o lado mais atmosférico do trap. Em vez de buscar explosão imediata, a música cresce no detalhe, na textura, no clima. É o tipo de faixa que não se esgota no primeiro play — ela volta maior quando você ouve de novo.

Body

“Body” mostra a psicodelia como ferramenta: repetição, camadas e uma presença que hipnotiza. Não é música “pra provar técnica” — é música pra puxar o ouvinte pra dentro da mesma sensação que o álbum quer construir.

O trap depois do topo: pressão constante e controle

Se no começo o trap falava muito sobre chegar, hoje ele fala sobre se manter. E isso é uma mudança cultural enorme. O topo tem outro tipo de guerra: exposição, cobrança, expectativa, ritmo insustentável. OCTANE conversa com esse cenário o tempo todo.

E aqui vale o detalhe “estratégico” do conceito: octanagem é resistência sob pressão. Não é sobre correr — é sobre não explodir. O álbum funciona como metáfora desse estado: energia alta, mas com direção; peso, mas sem colapso; movimento, mas sem perder o eixo.

Então… OCTANE é revolucionário?

A palavra “revolucionário” às vezes vira exagero. OCTANE não inventa o trap do zero, nem “muda tudo sozinho”. O mérito dele é outro: ele consolida uma fase. Uma fase em que o trap vira experiência, em que a estética vira linguagem e em que o artista precisa sustentar identidade sem depender de truques.

OCTANE empurra o gênero pra frente no sentido mais real: mostra que o trap pode envelhecer bem, ganhar densidade e continuar relevante sem virar caricatura de si mesmo.

Onde ouvir e continuar a viagem

Se você quiser sentir o disco como ele foi pensado, ouça na sequência e preste atenção na atmosfera, não só nos picos. Ouça no Spotify.

Pra entender a trajetória e o contexto da fase atual, vale também acompanhar um panorama geral da discografia e dos lançamentos do artista: perfil e discografia (referência).

E se você curte esse tipo de leitura (trap como cultura, não só como som), vê também as matérias do nosso arquivo: Rap Growing — matérias e especiais.

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Música

Arthurzim retorna ao trap com “Bem-Vindo ao Meu Bairro (BVMB)” e transforma vivência em manifesto

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Depois de um período experimentando novas sonoridades, Arthurzim volta às origens e anuncia um projeto que tem cara de verdade e cheiro de rua. O rapper cearense lança nesta quinta-feira (22/1) o álbum “Bem-Vindo ao Meu Bairro (BVMB)”, composto por 12 faixas, via Symphonic Brasil. O disco chega como um retrato direto da relação do artista com o Conjunto Esperança, em Fortaleza (CE) — território que moldou sua visão, sua escrita e a estética que o apresentou para o país.

Mais do que um lançamento, “BVMB” assume o formato de manifesto: um retorno ao trap com foco em vivências de quebrada, beats nostálgicos e uma construção sonora que mira tanto a energia do final dos anos 2010 (quando o trap explodiu no Brasil) quanto o que o subgênero tem de mais atual hoje.

“BVMB” como resumo de identidade: o Arthurzim “do velho testamento”

O álbum marca a volta do Arthurzim ao trap após uma fase em que ele testou outras rotas — como nos projetos “All Vibes (2024)” e “Mixtrapiseiro (2025)”. Agora, o foco é a essência: rima, atmosfera e relato, com o bairro funcionando como fio condutor de tudo.

“Esse projeto é ‘literalmente’ o Arthurzim! É a minha verdade, é o que eu gosto de cantar.”

“Foi muito boa a fase no trapiseiro, mas a minha praia de fato é o trap.”

“Esse álbum é um Wikipedia para falar sobre mim, é um resumo do que eu sou.”

A declaração resume o espírito do disco: um trabalho pensado para ser ouvido como capítulo por capítulo, com o artista transformando experiência em narrativa — e atendendo também a uma demanda antiga do próprio público.

“Estou muito empolgado com tudo, porque era algo que os fãs vinham me pedindo há um tempo.”

Produção e sonoridade: nostalgia com cara de agora

Na construção musical, “BVMB” busca equilibrar dois mundos: a vibe que marcou a expansão do trap no Brasil no fim da década passada e a linguagem moderna da cena atual. A produção tem assinatura de Olie, parceiro do artista no selo 3X Records e também cria do Conjunto Esperança, além de beats de SLAASTY, EREN, JON e JHXW.

Para a Symphonic Brasil, o lançamento reforça o perfil multifacetado do artista e o apetite por evolução.

“Acompanhamos o Arthurzim praticamente desde o início da sua caminhada e é muito gratificante ver quem ele se tornou.”

“Esse retorno dele ao trap mostra mais uma vez o quanto ele busca sair da ‘zona do conforto’.”

Participações: parcerias com história e com propósito

Nas colaborações, Arthurzim escolheu feats que conversam com os temas do disco e também com sua caminhada como artista. O álbum conta com participações de WIU, TOKIODK, Kawe e Rodrigo do CN.

“O WIU é um irmão que fiz na minha carreira e sempre que pudemos colaboramos juntos.”

“O Kawe é outro irmão que tenho, mas que ainda não tinha rolado de lançar algo junto e finalmente vai sair.”

“Já o Rodrigo (do CN) e TOKIODK são duas pessoas que admiro muito e queria colaborar há um bom tempo.”

Visualizers no bairro e clipe já disponível

Além do lançamento nas plataformas, “BVMB” chega acompanhado de uma série de visualizers gravados no próprio Conjunto Esperança, reforçando o conceito de território como estética e como narrativa. O clipe de “Peito Falso”, faixa com WIU e Rodrigo do CN, já está disponível no YouTube do artista.

Arthurzim fecha o anúncio deixando claro que o retorno ao trap é só a abertura de um novo ciclo.

“Essa ainda não é a minha melhor versão. Estou sempre se reinventando e evoluindo. Esse é só o começo de uma nova fase do Arthurzim.”


Links úteis

  • Ouça “Bem-Vindo ao Meu Bairro (BVMB)”: Spotify
  • Assista aos visualizers/clipes: YouTube

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Fontes

  • Texto-base enviado à redação (assessoria/press release).

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Música

Filipe Ret resgata a raiz dos bailes dos anos 90 em “Rap da Lealdade”

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Olhando pra trás pra continuar andando pra frente, Filipe Ret começa 2026 reverenciando a raiz do rap carioca. Em “Rap da Lealdade”, o artista volta o olhar pros bailes dos anos 90 e resgata princípios que ajudaram a construir não só sua caminhada, mas a própria identidade do rap feito no Rio: amizade, lealdade e união de verdade.

A música nasce em cima da batida do Voltmix, base rítmica que embalou clássicos de uma geração e foi peça-chave na popularização do rap e do funk nas periferias cariocas. Sons como “Rap da Felicidade” e “Nosso Sonho” ajudaram a firmar uma estética que atravessava estilos e transformava os bailes em pontos de encontro, pertencimento e vivência coletiva.

Em tempos onde tudo parece mais individual, descartável e competitivo, “Rap da Lealdade” surge como um retorno ao lado mais humano da cultura urbana.

Ret usa os versos pra exaltar laços reais, reconhecer quem ficou quando o jogo ficou pesado e valorizar quem caminhou junto desde o início. Sem ostentação, sem pose — a mensagem vem crua, direta e sincera, conectada à essência do rap periférico carioca.

A estética acompanha o discurso. Beat, clima e referências respiram anos 90, fase em que o rap no Rio começou a se estruturar nos encontros promovidos pelas equipes de som.

Ao fazer esse resgate, Ret constrói uma ponte entre gerações: fala com quem viveu os bailes na pele e também com quem conhece esse legado só por histórias, registros e memória.

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