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Música

Arthurzim retorna ao trap com “Bem-Vindo ao Meu Bairro (BVMB)” e transforma vivência em manifesto

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Depois de um período experimentando novas sonoridades, Arthurzim volta às origens e anuncia um projeto que tem cara de verdade e cheiro de rua. O rapper cearense lança nesta quinta-feira (22/1) o álbum “Bem-Vindo ao Meu Bairro (BVMB)”, composto por 12 faixas, via Symphonic Brasil. O disco chega como um retrato direto da relação do artista com o Conjunto Esperança, em Fortaleza (CE) — território que moldou sua visão, sua escrita e a estética que o apresentou para o país.

Mais do que um lançamento, “BVMB” assume o formato de manifesto: um retorno ao trap com foco em vivências de quebrada, beats nostálgicos e uma construção sonora que mira tanto a energia do final dos anos 2010 (quando o trap explodiu no Brasil) quanto o que o subgênero tem de mais atual hoje.

“BVMB” como resumo de identidade: o Arthurzim “do velho testamento”

O álbum marca a volta do Arthurzim ao trap após uma fase em que ele testou outras rotas — como nos projetos “All Vibes (2024)” e “Mixtrapiseiro (2025)”. Agora, o foco é a essência: rima, atmosfera e relato, com o bairro funcionando como fio condutor de tudo.

“Esse projeto é ‘literalmente’ o Arthurzim! É a minha verdade, é o que eu gosto de cantar.”

“Foi muito boa a fase no trapiseiro, mas a minha praia de fato é o trap.”

“Esse álbum é um Wikipedia para falar sobre mim, é um resumo do que eu sou.”

A declaração resume o espírito do disco: um trabalho pensado para ser ouvido como capítulo por capítulo, com o artista transformando experiência em narrativa — e atendendo também a uma demanda antiga do próprio público.

“Estou muito empolgado com tudo, porque era algo que os fãs vinham me pedindo há um tempo.”

Produção e sonoridade: nostalgia com cara de agora

Na construção musical, “BVMB” busca equilibrar dois mundos: a vibe que marcou a expansão do trap no Brasil no fim da década passada e a linguagem moderna da cena atual. A produção tem assinatura de Olie, parceiro do artista no selo 3X Records e também cria do Conjunto Esperança, além de beats de SLAASTY, EREN, JON e JHXW.

Para a Symphonic Brasil, o lançamento reforça o perfil multifacetado do artista e o apetite por evolução.

“Acompanhamos o Arthurzim praticamente desde o início da sua caminhada e é muito gratificante ver quem ele se tornou.”

“Esse retorno dele ao trap mostra mais uma vez o quanto ele busca sair da ‘zona do conforto’.”

Participações: parcerias com história e com propósito

Nas colaborações, Arthurzim escolheu feats que conversam com os temas do disco e também com sua caminhada como artista. O álbum conta com participações de WIU, TOKIODK, Kawe e Rodrigo do CN.

“O WIU é um irmão que fiz na minha carreira e sempre que pudemos colaboramos juntos.”

“O Kawe é outro irmão que tenho, mas que ainda não tinha rolado de lançar algo junto e finalmente vai sair.”

“Já o Rodrigo (do CN) e TOKIODK são duas pessoas que admiro muito e queria colaborar há um bom tempo.”

Visualizers no bairro e clipe já disponível

Além do lançamento nas plataformas, “BVMB” chega acompanhado de uma série de visualizers gravados no próprio Conjunto Esperança, reforçando o conceito de território como estética e como narrativa. O clipe de “Peito Falso”, faixa com WIU e Rodrigo do CN, já está disponível no YouTube do artista.

Arthurzim fecha o anúncio deixando claro que o retorno ao trap é só a abertura de um novo ciclo.

“Essa ainda não é a minha melhor versão. Estou sempre se reinventando e evoluindo. Esse é só o começo de uma nova fase do Arthurzim.”


Links úteis

  • Ouça “Bem-Vindo ao Meu Bairro (BVMB)”: Spotify
  • Assista aos visualizers/clipes: YouTube

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Fontes

  • Texto-base enviado à redação (assessoria/press release).

RAP GROWING — CULTURA EM MOVIMENTO

Música

Zaki apresenta “Dracaena”, álbum que une ancestralidade afro-brasileira, instrumentos nativos e futurismo à nova MPB

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Em um momento onde grande parte da música busca repetir fórmulas prontas, Zaki escolheu outro caminho. O artista lançou seu primeiro álbum completo de estúdio, “Dracaena”, projeto já disponível nas plataformas digitais e construído como uma verdadeira experiência sensorial, estética e narrativa.

Com base na black music, mas atravessando diferentes gêneros com naturalidade, o disco propõe uma releitura da música popular brasileira sob uma visão contemporânea e futurista. O resultado conecta periferia urbana, raízes rurais, espiritualidade e identidade nacional dentro de uma mesma obra.

Um álbum que olha para o passado para imaginar o futuro

“Dracaena” nasce da busca por sonoridades autênticas e fora do convencional. Ao lado do produtor DJ Samu, Zaki construiu uma atmosfera que resgata memórias musicais brasileiras para projetar novas possibilidades estéticas.

Mais do que um álbum, o projeto funciona como uma proposta de nova MPB: moderna sem romper com a origem, experimental sem perder sentimento, brasileira sem precisar se explicar.

Instrumentos afro-brasileiros e indígenas em diálogo com beats modernos

Um dos grandes diferenciais do disco está na instrumentação. “Dracaena” utiliza mais de 10 instrumentos de origem afro-brasileira e indígena, entre eles cuíca, zabumba e berimbau, misturados a produções eletrônicas contemporâneas.

Essa fusão cria uma sonoridade rara no mercado atual. O orgânico encontra o digital sem parecer colagem forçada. Tudo soa vivo, conectado e intencional.

Referências culturais e identidade brasileira

As faixas também carregam recortes e samples que homenageiam nomes fundamentais da cultura nacional. Referências a Rita Lee, Elza Soares e Glória Maria ajudam a ampliar o alcance simbólico do álbum.

É um trabalho que entende cultura como continuidade — onde passado e presente conversam o tempo inteiro.

Espiritualidade, memória e crítica social

Nas temáticas, Zaki mergulha em questões profundas como sincretismo religioso, construção de identidade e opressões sociais. Entre os destaques do projeto está um mantra em formato de trap eletrônico dedicado a Nossa Senhora Aparecida, além de homenagens à avó baiana do artista e às entidades de matriz africana.

Essa camada espiritual não aparece como estética vazia, mas como parte real da narrativa construída no álbum.

Visual forte e universo coeso

Com vivência no teatro e olhar apurado para o audiovisual, Zaki também desenvolveu uma identidade visual consistente para “Dracaena”. O projeto inclui quatro videoclipes lançados anteriormente, agora integrados ao universo completo do disco.

A capa do álbum foi confeccionada manualmente pelo próprio artista, utilizando papelão e costura, criando textura tátil e reforçando o caráter artesanal da obra.

Já a identidade visual trabalha tons terrosos e alaranjados, conectando o projeto à terra, à ancestralidade e ao calor simbólico da cultura brasileira.

Uma estreia que chega com proposta clara

“Dracaena” não é um álbum feito para seguir tendência. É uma estreia que já nasce com direção artística definida, coragem criativa e senso de identidade raro para um primeiro disco.

Zaki chega propondo algo que muita gente fala, mas poucos conseguem entregar: originalidade com fundamento.

Onde ouvir e acompanhar

Spotify: Ouvir Zaki

YouTube: Canal Oficial

Instagram: @zakimattos

TikTok: @zakimattos

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Música

“Menino Reis”: o álbum que apresentou West Reis para o Brasil

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Em 2024, o cearense West Reis fez mais do que lançar um projeto — ele se apresentou de vez para o cenário. “Menino Reis”, álbum com 8 faixas, chegou como um cartão de visita sólido, autoral e com identidade própria, daqueles que não dependem de fórmula pra funcionar.

O impacto veio rápido. O projeto já ultrapassa a marca de 400 mil streams nas plataformas digitais, com destaque para “Último Dia”, faixa que conta com participação de WIU e soma cerca de 200 mil plays de forma orgânica.

Mais do que números, a música ganhou força pelo conteúdo. A faixa mergulha em temas como tempo, escolhas e finitude — assuntos que, quando tratados com verdade, atravessam qualquer bolha.

Controle criativo e identidade forte

Um dos pontos que mais chama atenção em “Menino Reis” é o nível de controle criativo assumido por West. O artista esteve à frente de praticamente todas as etapas do projeto: escolha de beats, mixagem e direção musical.

Isso se reflete diretamente no resultado. O álbum não soa fragmentado — ele é coeso. Existe uma linha estética clara, tanto no som quanto no visual, algo que ainda é raro dentro da cena independente.

Vivência real acima de hype

As participações seguem essa mesma lógica. Doode, Jvion e Jean da Rocinha não estão no projeto por estratégia de alcance, mas por conexão real. São artistas que fazem parte da caminhada, e isso aparece na forma como as músicas se constroem.

Esse tipo de escolha fortalece o que talvez seja o principal pilar do álbum: autenticidade. “Menino Reis” não tenta parecer algo — ele é.

Trap nordestino com identidade

Sonoramente, West transita entre o trap e o funk, criando um equilíbrio que carrega tanto peso quanto musicalidade. Mas o diferencial não está só na sonoridade, e sim na forma como ele usa isso para contar história.

Existe vivência nas linhas, existe contexto, existe rua. E quando isso aparece de forma natural, o público sente.

Um nome pra ficar de olho

“Menino Reis” marca o início de uma fase. Não é um projeto que tenta provar tudo de uma vez, mas que deixa claro que existe direção, identidade e vontade de construir algo maior.

West Reis ainda está no começo da caminhada — mas com um ponto de partida desse, o movimento já começou a chamar atenção.

O menino cresceu. E agora, o resto do país começa a perceber.

Onde ouvir

O álbum “Menino Reis” já está disponível nas plataformas digitais.

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Música

Protesto V transforma “Uma Dose de Esperança” em manifesto visual sobre fé, resistência e superação

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O grupo paulistano Protesto V apresentou o audiovisual de “Uma Dose de Esperança”, um dos lançamentos mais simbólicos da nova fase do grupo e faixa que integra o álbum Resgatando Autoestima. Gravado com imagens reais no centro de São Paulo e na comunidade São Remo, na zona Oeste da capital, o clipe constrói uma narrativa sobre fé, sobrevivência e recomeço.

O trabalho aposta em uma linguagem visual que mistura cinema e inteligência artificial, mas sem perder o vínculo com o território. Em vez de usar tecnologia como enfeite, o audiovisual coloca esse recurso a serviço de uma mensagem maior: a de que ainda existe espaço para esperança em meio à dureza da vida urbana.

Uma música que rompe com a linha mais agressiva do grupo

Para Patê, fundador e principal voz do Protesto V, “Uma Dose de Esperança” ocupa um lugar diferente dentro da trajetória do grupo. Conhecido por letras de contestação, denúncia e enfrentamento, o Protesto V escolheu aqui um caminho mais sensível, sem abandonar a verdade que sempre marcou sua identidade.

“Uma Dose de Esperança é um tema forte. É uma música diferente, que quebra um pouco a contestação que a gente sempre trouxe, aquele rap gangsta, consciente, antissistema, para falar de algo que todo mundo precisa: esperança.”

A faixa nasceu de uma ideia desenvolvida por Patê ao lado de Dox Bacari, do grupo Manos Urbanos, e reúne ainda participações de Sonny, do Rota de Colisão, além de Dudinha, que assina o refrão.

Autoestima como conceito central

Mais do que uma música isolada, “Uma Dose de Esperança” dialoga diretamente com o conceito do álbum Resgatando Autoestima. A proposta do disco já indica um olhar voltado à reconstrução emocional e simbólica das pessoas que atravessam realidades difíceis, e a faixa se encaixa exatamente nesse eixo.

“O tema do nosso disco já fala em resgatar a autoestima, e eu vejo que essa música levanta a autoestima das pessoas.”

Essa escolha reforça uma dimensão importante do rap feito na periferia: além da denúncia, ele também pode ser ferramenta de acolhimento, força e reconstrução.

Centro, quebrada e tecnologia na mesma narrativa

Produzido por Policeno, o videoclipe foi gravado com imagens reais em dois pontos simbólicos: o centro de São Paulo e a comunidade São Remo. A escolha das locações amplia a força do vídeo, porque conecta a música a cenários concretos, marcados por desigualdade, circulação e sobrevivência.

Ao mesmo tempo, o uso de sequências criadas com inteligência artificial amplia os caminhos visuais do projeto e adiciona novas camadas ao discurso. O resultado é um clipe que experimenta sem romper com a realidade — pelo contrário, parte dela para criar novas possibilidades de leitura.

Música, comunicação e realidade social

O audiovisual também reforça o elo entre rap, comunicação e periferia ao reunir participações de Fábio Rogério, apresentador do programa Espaço Rap, da Rádio 105.1 FM, e do jornalista Marcos Zibordi. A presença dos dois nomes ajuda a ampliar o peso simbólico do trabalho e conecta a música a uma tradição de comunicação comprometida com a cidade e com a cultura de rua.

“Uma Dose de Esperança” se firma, assim, como um lançamento que vai além da canção. É uma peça de discurso, imagem e sensibilidade — uma obra que mostra o Protesto V expandindo sua linguagem sem abandonar sua origem.

Onde assistir e ouvir

O clipe de “Uma Dose de Esperança” está disponível no canal oficial do Protesto V no YouTube, e a faixa também pode ser ouvida nas plataformas digitais.

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