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Funny $Money morre aos 33 e Milwaukee perde uma das pontes de sua nova cena

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https://www.youtube.com/watch?v=D_BByCagNyQ

Funny $Money, nome artístico de Quentene Williams, morreu aos 33 anos em Milwaukee após um ataque a tiros registrado em 17 de agosto. A notícia circulou primeiro pela imprensa local e foi confirmada por familiares, mas a história do rapper não pode ficar reduzida ao boletim policial. Para uma cena que vinha tentando transformar barulho regional em linguagem reconhecível fora de Wisconsin, a morte de Funny $Money interrompe uma voz que ajudava a explicar a própria cidade.

Milwaukee entrou no mapa recente do rap por uma combinação de bateria nervosa, humor ácido, samples acelerados, melodias de R&B cortadas em pedaços e uma lógica de circulação muito independente. O som não se organiza como uma escola fechada. Ele aparece mais como uma conversa de rua: produtores, MCs e videomakers respondendo uns aos outros em velocidade alta, com estética simples, mas identidade imediatamente reconhecível.

A obra antes do crime

É por isso que a cobertura da morte precisa começar pela música. Funny $Money não era só mais um nome em uma sequência triste de violência urbana. Ele fazia parte de um circuito que aproximava artistas como Chicken P, Sme Taxfree e Superthrowed Fay Fay, cada um ajudando a consolidar a ideia de que Milwaukee tinha um vocabulário próprio. Em faixas como Rocky Balboa, o rapper equilibrava dureza, ironia e um tipo de melancolia que vinha mais da escolha dos samples do que de qualquer discurso explícito.

A Pitchfork já havia destacado Rocky Balboa em 2022 justamente por esse contraste: uma base soul/R&B atravessada por bateria local, criando um clima romântico e distorcido para versos de sobrevivência, dinheiro e desconfiança. Essa tensão era uma das marcas de Funny $Money. Ele podia soar cômico, ameaçador e vulnerável dentro da mesma faixa, sem precisar transformar tudo em pose.

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Milwaukee também perdeu uma ponte

O ponto central é que Funny $Money funcionava como ponte entre a energia mais crua da cidade e uma ambição musical mais ampla. Seus projetos, de Don’t Talk 2 Much a lançamentos posteriores, mostram um artista que entendia o valor de soar local sem se isolar. O rap de Milwaukee, quando funciona melhor, não pede tradução: ele joga o ouvinte direto em uma forma específica de organizar voz, sample e humor.

A investigação sobre o ataque continua aberta, e qualquer especulação sobre motivação ou responsabilidade só enfraquece a apuração. O que já é possível afirmar é que a perda chega em um momento em que Milwaukee tentava sustentar atenção nacional sem depender de coassinaturas externas. Cenas regionais sobrevivem quando conseguem transformar repetição em identidade. Funny $Money ajudava esse processo.

Obituários no rap costumam cair em dois vícios: romantizar a morte ou transformar o artista em estatística. O caso de Funny $Money pede outra leitura. Ele foi parte de uma geração que usou as ferramentas disponíveis, do YouTube às redes locais, para fazer uma cidade soar maior do que sua cobertura nacional. A morte aos 33 anos encerra uma trajetória curta, mas deixa material suficiente para entender por que Milwaukee não pode mais ser tratada como nota de rodapé.

Leia também na Rap Growing: Arquivo de Música e Os quatro elementos do hip-hop continuam vivos e em transformação.

Fontes consultadas

Imagem de capa: still do videoclipe oficial de Rocky Balboa. Crédito: Reprodução/YouTube – Funny $Money.

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Política

Bolsonaro é colocado em prisão domiciliar pelo STF

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STF decreta prisão domiciliar de Jair Bolsonaro

Em 4 de agosto de 2025, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida foi tomada após o descumprimento reiterado das medidas cautelares impostas, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, proibição de contato com diplomatas, restrição de uso de redes sociais e recolhimento domiciliar noturno e em finais de semana.

Motivos e implicações

Segundo o ministro, Bolsonaro continuou a disseminar mensagens políticas por meio de redes sociais de terceiros, mesmo estando proibido. Essas ações, consideradas tentativas de coação ao Judiciário e de interferência externa, motivaram a decisão. “A Justiça é cega, mas não é tola”, afirmou Moraes.

Condições da prisão domiciliar

  • Uso obrigatório de tornozeleira eletrônica;
  • Proibição de uso de aparelhos celulares;
  • Visitas permitidas apenas a advogados e familiares próximos autorizados;
  • Recolhimento noturno e nos fins de semana.

Contexto internacional e repercussão

A decisão judicial causou forte repercussão internacional. O governo dos EUA criticou a medida, qualificando-a como uma tentativa de silenciar a oposição, e sancionou o ministro Moraes sob a Lei Magnitsky. O então presidente Donald Trump classificou o processo como uma “caça às bruxas” e impôs tarifas de 50% sobre os produtos brasileiros.

Recursos e flexibilizações

A defesa de Bolsonaro entrou com recurso no STF, contestando o descumprimento das medidas e solicitando que o caso seja revisto em plenário.:contentReference[oaicite:5]{index=5}

Por sua vez, no dia 6 de agosto de 2025, o próprio Alexandre de Moraes flexibilizou parte da determinação, autorizando visitas irrestritas de parentes próximos (como filhos, netos e familiares por afinidade), desde que sem possibilidade de registro ou comunicação externa.

Eco político doméstico

A prisão domiciliar intensificou a polarização política no Brasil. Segundo pesquisa recente, 53% da população apoiaram a decisão, enquanto 47% se posicionaram contra. Os aliados de Bolsonaro protestaram no Congresso e exigem anistia. Já o presidente Lula declarou que o caso seguirá de forma independente, ressaltando que a acusação decorre de evidências e não de motivações políticas.

“Ele continua sendo julgado apenas com base em evidências legais, sem influência externa.” – Lula da Silva

O desenrolar do processo está no centro das atenções até as eleições de 2026, e pode moldar o futuro da política brasileira.

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Política

Prisões e polêmicas: por que o rapper Oruam está de novo atrás das grades?

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Atualizado em 23 de julho de 2025 – Rio de Janeiro

O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, voltou a ser preso após uma operação policial realizada em sua casa no Joá, Zona Oeste do Rio. O artista foi indiciado por sete crimes: tráfico de drogas, associação ao tráfico, desacato, resistência, lesão corporal, ameaça e dano ao patrimônio público.

1. Operação policial e fuga

Na madrugada de segunda-feira (21), a Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão no imóvel de Oruam. Segundo os agentes, ele ajudou o adolescente conhecido como “Menor Piu” a fugir. O jovem seria ligado ao Comando Vermelho. Durante a ação, o rapper atirou pedras e feriu policiais — imagens mostram a agressão sendo registrada e compartilhada pelo próprio artista.

2. Entrega e indiciamento

Horas depois, Oruam publicou vídeo afirmando que se entregaria. Na delegacia, declarou que reagiu com medo, pois os agentes estariam sem identificação e entraram com armas apontadas. Mesmo assim, foi indiciado formalmente e encaminhado à audiência de custódia.

Oruam se apresenta após ordem de prisão e grava vídeo se justificando. Foto: Reprodução

3. Prisão preventiva mantida

A Justiça manteve a prisão. A juíza Ane Cristine Scheele Santos justificou a decisão alegando “desprezo pelas determinações judiciais” e risco de obstrução da investigação. Oruam está em cela isolada em Bangu, afastado de outros detentos por motivos de segurança.

Histórico de problemas com a lei

Em fevereiro, Oruam já havia sido detido após realizar manobra perigosa na Barra da Tijuca. Poucos dias depois, foi encontrado abrigando o mesmo adolescente foragido, o que chamou a atenção da Justiça.

Relação com o crime e polêmicas públicas

Filho de Marcinho VP, Oruam costuma fazer referência ao pai em seus shows. Isso gerou debates públicos e até projetos de lei, como a proposta de “lei anti-Oruam”, que busca proibir incentivos públicos a artistas que promovem símbolos do crime organizado.

Reação da defesa

Os advogados do artista alegam que a ação foi ilegal, que não havia mandado de prisão no momento da invasão e que os policiais estavam à paisana. Eles denunciam “viés racial” e afirmam que Oruam será absolvido.

E agora?

  • A prisão preventiva segue válida.
  • Oruam permanecerá isolado em Bangu 3.
  • A defesa planeja recorrer nos próximos dias.

🔍 A Rap Growing continuará acompanhando os desdobramentos do caso. Esta matéria será atualizada conforme novas informações surgirem.

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