Em 4 de agosto de 2025, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida foi tomada após o descumprimento reiterado das medidas cautelares impostas, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, proibição de contato com diplomatas, restrição de uso de redes sociais e recolhimento domiciliar noturno e em finais de semana.
Motivos e implicações
Segundo o ministro, Bolsonaro continuou a disseminar mensagens políticas por meio de redes sociais de terceiros, mesmo estando proibido. Essas ações, consideradas tentativas de coação ao Judiciário e de interferência externa, motivaram a decisão. “A Justiça é cega, mas não é tola”, afirmou Moraes.
Condições da prisão domiciliar
Uso obrigatório de tornozeleira eletrônica;
Proibição de uso de aparelhos celulares;
Visitas permitidas apenas a advogados e familiares próximos autorizados;
Recolhimento noturno e nos fins de semana.
Contexto internacional e repercussão
A decisão judicial causou forte repercussão internacional. O governo dos EUA criticou a medida, qualificando-a como uma tentativa de silenciar a oposição, e sancionou o ministro Moraes sob a Lei Magnitsky. O então presidente Donald Trump classificou o processo como uma “caça às bruxas” e impôs tarifas de 50% sobre os produtos brasileiros.
Recursos e flexibilizações
A defesa de Bolsonaro entrou com recurso no STF, contestando o descumprimento das medidas e solicitando que o caso seja revisto em plenário.:contentReference[oaicite:5]{index=5}
Por sua vez, no dia 6 de agosto de 2025, o próprio Alexandre de Moraes flexibilizou parte da determinação, autorizando visitas irrestritas de parentes próximos (como filhos, netos e familiares por afinidade), desde que sem possibilidade de registro ou comunicação externa.
Eco político doméstico
A prisão domiciliar intensificou a polarização política no Brasil. Segundo pesquisa recente, 53% da população apoiaram a decisão, enquanto 47% se posicionaram contra. Os aliados de Bolsonaro protestaram no Congresso e exigem anistia. Já o presidente Lula declarou que o caso seguirá de forma independente, ressaltando que a acusação decorre de evidências e não de motivações políticas.
“Ele continua sendo julgado apenas com base em evidências legais, sem influência externa.” – Lula da Silva
O desenrolar do processo está no centro das atenções até as eleições de 2026, e pode moldar o futuro da política brasileira.
Atualizado em 23 de julho de 2025 – Rio de Janeiro
O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, voltou a ser preso após uma operação policial realizada em sua casa no Joá, Zona Oeste do Rio. O artista foi indiciado por sete crimes: tráfico de drogas, associação ao tráfico, desacato, resistência, lesão corporal, ameaça e dano ao patrimônio público.
1. Operação policial e fuga
Na madrugada de segunda-feira (21), a Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão no imóvel de Oruam. Segundo os agentes, ele ajudou o adolescente conhecido como “Menor Piu” a fugir. O jovem seria ligado ao Comando Vermelho. Durante a ação, o rapper atirou pedras e feriu policiais — imagens mostram a agressão sendo registrada e compartilhada pelo próprio artista.
2. Entrega e indiciamento
Horas depois, Oruam publicou vídeo afirmando que se entregaria. Na delegacia, declarou que reagiu com medo, pois os agentes estariam sem identificação e entraram com armas apontadas. Mesmo assim, foi indiciado formalmente e encaminhado à audiência de custódia.
Oruam se apresenta após ordem de prisão e grava vídeo se justificando. Foto: Reprodução
3. Prisão preventiva mantida
A Justiça manteve a prisão. A juíza Ane Cristine Scheele Santos justificou a decisão alegando “desprezo pelas determinações judiciais” e risco de obstrução da investigação. Oruam está em cela isolada em Bangu, afastado de outros detentos por motivos de segurança.
Histórico de problemas com a lei
Em fevereiro, Oruam já havia sido detido após realizar manobra perigosa na Barra da Tijuca. Poucos dias depois, foi encontrado abrigando o mesmo adolescente foragido, o que chamou a atenção da Justiça.
Relação com o crime e polêmicas públicas
Filho de Marcinho VP, Oruam costuma fazer referência ao pai em seus shows. Isso gerou debates públicos e até projetos de lei, como a proposta de “lei anti-Oruam”, que busca proibir incentivos públicos a artistas que promovem símbolos do crime organizado.
Reação da defesa
Os advogados do artista alegam que a ação foi ilegal, que não havia mandado de prisão no momento da invasão e que os policiais estavam à paisana. Eles denunciam “viés racial” e afirmam que Oruam será absolvido.
E agora?
A prisão preventiva segue válida.
Oruam permanecerá isolado em Bangu 3.
A defesa planeja recorrer nos próximos dias.
🔍 A Rap Growing continuará acompanhando os desdobramentos do caso. Esta matéria será atualizada conforme novas informações surgirem.
Grupo clássico do rap fluminense, retorna com novo time: Ber, Funkero, Pelé e AR Baby assumem a missão de manter viva a essência do Cartel.
Por Rap Growing | 18 de julho de 2025
Cartel MC’s: das batalhas à eternidade
O Cartel MC’s é parte viva da história do rap nacional. Nascido nas ruas do Rio de Janeiro, o grupo ganhou respeito nas rodas de freestyle, nas batalhas da Lapa e nos palcos do underground com rimas afiadas, beats pesados e um discurso direto sobre a vivência periférica, o racismo e a sobrevivência.
O coletivo fez parte de um ciclo crucial da cena carioca nos anos 2010, influenciando gerações e participando de projetos icônicos como o “Bastardos Inglórios” e “Pulp Fiction”, além daquele refrão clássico de “Srta Sexo e Afins 2″…
Um retorno que ninguém esperava, mas todo mundo queria
Em 2025, o Cartel MC’s anuncia oficialmente sua volta — agora com uma formação repaginada, mas mantendo a essência. Ber, um dos nomes originais do grupo, se une a três vozes de peso: Funkero, Pelé e AR Baby. A junção de gerações marca o início de uma nova fase, prometendo trabalhos inéditos ainda neste ano.
“É sobre resgatar o que é nosso, sem perder a visão do presente”, publicou Ber nas redes. A declaração resume o espírito do retorno: honrar o legado do Cartel, mas com novos olhares, flows modernos e o mesmo compromisso com o rap verdadeiro.
Conheça a nova formação
Ber: Membro original do Cartel, conhecido pelo peso lírico e postura combativa. Um dos pilares do rap underground do RJ.
Funkero: Dono de uma das vozes mais marcantes da cena carioca, profundo, ácido e necessário.
Pelé: Vindo da nova escola do rap do Rio, representa com rima afiada e postura real.
AR Baby: O mais jovem do grupo, traz a linguagem da geração atual e a vivência das quebradas do presente.
Um novo som vindo da mesma rua
Ainda sem data oficial para lançamento de disco ou EP, o grupo confirmou que já está em estúdio. As expectativas giram em torno de um som que combine boombap de raiz, traços do trap carioca e letras de impacto. A promessa é entregar música de rua com consciência, identidade e agressividade — como sempre foi a marca do Cartel.
Por que esse retorno importa?
Em tempos de mudança estética e comercialização do rap, o retorno de um grupo como o Cartel MC’s é um lembrete da força das ruas, do peso da lírica e da importância da cultura feita de forma independente. Para muitos, é a chance de ver novamente no jogo um coletivo que nunca se vendeu.
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