A Batalha do Coliseu recebe nesta terça-feira, 6 de outubro, uma edição especial em parceria com o Greenpeace Brasil para marcar o primeiro aniversário do Corre de Quebrada. O projeto aproxima cultura de rua e justiça climática e chega ao tradicional encontro de MCs do Rio de Janeiro com uma chave de oito competidores e temas ligados diretamente à realidade das periferias.
Segundo o material enviado à Rap Growing, a proposta é fazer com que assuntos como enchentes, racismo ambiental, saneamento básico, gestão do lixo, infraestrutura urbana, arborização e políticas públicas apareçam dentro das próprias batalhas. Palavras relacionadas a esses temas serão levantadas pelo público ao longo de três etapas: primeira fase, semifinal e final.
Quando a crise climática vira assunto de batalha de rima
O Corre de Quebrada parte de uma lógica que já faz parte da história do hip-hop: problemas coletivos vividos na periferia também se transformam em matéria-prima para a música. No caso da crise climática, esse debate passa por situações concretas, como enchentes, calor extremo, mobilidade urbana, saneamento e desigualdade no acesso à infraestrutura.
Negralha, mestre de cerimônias da Batalha do Coliseu, relaciona diretamente essa discussão com situações vividas dentro das comunidades. “Quando cai uma chuva forte, tem família que já fica com medo de perder o que tem dentro de casa”, afirma no release encaminhado pelo Greenpeace Brasil.
Corre de Quebrada completa um ano aproximando hip-hop e mobilização
Lançado em setembro de 2025, o Corre de Quebrada é uma iniciativa do Greenpeace Brasil voltada ao fortalecimento de redes de comunicação em regiões periféricas, usando cultura e informação para ampliar o debate sobre justiça climática. A organização também mantém ações culturais e um canal de comunicação ligado ao projeto.
Durante a edição desta terça-feira, o Greenpeace também prevê o lançamento de um vídeo manifesto com artistas do hip-hop e lideranças comunitárias das regiões Norte, Nordeste e Sudeste. O material apresenta a cultura periférica como instrumento de resistência e participação política.
A conexão com a cena de batalhas acompanha um movimento que a Rap Growing vem observando em diferentes regiões do país. Em setembro, mostramos como Kael levou Rondônia ao circuito de batalhas do Sudeste antes do Duelo Nacional, outro exemplo de como o freestyle continua funcionando como espaço de circulação cultural, disputa de narrativa e formação de público.
Batalha do Coliseu chega ao sétimo ano ocupando o espaço público carioca
Criada em 2019, no Méier, a Batalha do Coliseu se consolidou ao longo dos anos como um dos encontros recorrentes da cena carioca. A edição especial do Corre de Quebrada acontece às 20h, no Buraco do Lume, região central do Rio de Janeiro, próximo ao Terminal Menezes Cortes.
Crédito da capa: Reprodução/Instagram.