Xamã e Ebony participam do jingle “Bora Lula”, gravado por artistas em apoio à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva nas Eleições 2026. A faixa também reúne nomes históricos da música brasileira, como Caetano Veloso, Gilberto Gil e Chico Buarque, e coloca duas vozes do rap atual dentro de uma mobilização artística assumidamente eleitoral.
O vídeo foi lançado na reta final do primeiro turno e voltou a circular com força depois que a eleição presidencial foi para o segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro. A presença de Xamã e Ebony chama atenção porque conecta uma campanha tradicional de artistas da MPB a uma geração que fala diretamente com o público do rap, do trap e das redes sociais.
Rap aparece dentro de uma frente artística mais ampla
Segundo o UOL, Xamã e Ebony dividem o jingle com artistas de diferentes gerações. A música trata de voto, soberania e políticas públicas e funciona como peça explícita de campanha, não como lançamento comercial.
A participação reforça um movimento que já vinha aparecendo na cena. A Rap Growing mostrou em levantamento sobre rap e Eleições 2026 que artistas de grande alcance escolheram formas diferentes de entrar na discussão política, enquanto Emicida já havia levado ao governo o debate sobre o impacto das bets na cultura.
O apoio não transforma o rap em bloco eleitoral
A adesão de Xamã e Ebony a uma peça de campanha é um posicionamento público dos dois artistas. Ela não significa que o rap brasileiro tenha uma posição eleitoral única. A própria cena reúne apoio direto a Lula, críticas à direita, neutralidade declarada e artistas que preferem não transformar suas redes em espaço eleitoral.
O dado relevante para a cultura é o alcance. Quando nomes do rap entram em uma campanha presidencial ao lado de artistas que atravessaram várias gerações da música brasileira, o gênero deixa de aparecer apenas como trilha de mobilização e passa a ocupar o centro da comunicação política.
Crédito da capa: Divulgação/Reprodução.