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Música

Cartel MCs volta com “Ressignificando a Crack House” e marca “Bastardos Inglórios 2” para 11 de novembro

O single reúne Ber, Xamã, Funkero, Ar Baby, GTA e Pelé MilFlows com Don Cesão, sobre beat de Dudu Chermont, e abre o caminho do novo álbum do grupo carioca.

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Integrantes do Cartel MCs em cena do clipe de Ressignificando a Crack House

O Cartel MCs voltou. “Ressignificando a Crack House” estreou no canal do grupo em 1º de novembro como primeiro single e primeiro clipe do retorno, e já vem com data marcada para o que vem depois: o álbum “Bastardos Inglórios 2” chega em 11 de novembro.

A faixa tem beat, mixagem e masterização de Dudu Chermont. O roteiro e a edição do clipe são de Mare. E o microfone passa por seis integrantes mais um convidado, numa ordem que diz muito sobre o momento do grupo.

Quem canta em “Ressignificando a Crack House”

Aparecem na faixa Ber, Xamã, Ar Baby, GTA, Pelé MilFlows e Funkero, com participação de Don Cesão.

É aí que está a graça. Ber e Funkero vêm da espinha dorsal do Cartel, o grupo que em 2017 lançou “Bastardos Inglórios” inteiro de graça no YouTube antes de pensar em plataforma digital. Xamã estava naquela mesma virada de formação e desde então virou um dos nomes mais ouvidos do país. Pelé MilFlows entrou pelo caminho, e Ar Baby, GTA e Don Cesão representam a chegada mais recente.

Juntar essas gerações na mesma faixa não é detalhe de crédito. Posse carioca que atravessa duas décadas costuma esbarrar em agenda, em contrato e em ego. O Cartel colocou todo mundo na mesma música, e deu liga.

Um documentário de bastidor junto com o single

O grupo publicou no YouTube, nas últimas horas, um documentário de bastidores do processo. Não é teaser de trinta segundos: é a gravação por dentro, com o grupo reunido, no intervalo entre o single e o disco.

Lançar bastidor antes do álbum é uma escolha. Em vez de guardar o material para depois, o Cartel usa a semana que separa o clipe do disco para mostrar como a coisa foi feita, e para dar ao público um motivo de voltar ao canal entre um lançamento e outro.

O que foi o primeiro “Bastardos Inglórios”

O álbum original saiu em 27 de setembro de 2017, o quarto do grupo, com 18 faixas, incluindo duas bônus. A produção ficou com Erik Skratch, Charles Boricceli, Guga Beats, Poik, Antraz e Mr. Break, e a masterização com Boricceli. Foi lançado primeiro no YouTube, com as plataformas digitais vindo depois.

Aquele disco já era o retrato de uma formação nova: Ber, Funkero, Erik Skratch, Xamã e Pelé MilFlows. Funkero tinha saído depois de um desentendimento com Ber e voltou. Agora, nove anos depois, a sequência chega com o grupo maior e com nomes que não existiam na cena quando o primeiro saiu.

O que vem em 11 de novembro

“Bastardos Inglórios 2” não teve tracklist nem número de faixas divulgados até a publicação desta matéria. O que está confirmado pelo próprio grupo é a data, 11 de novembro de 2026, e que “Ressignificando a Crack House” estará no disco.

Para o rap carioca, é a volta de uma das posses que sustentaram a cena antes de o trap dominar o volume. E dessa vez ela volta com gente de três momentos diferentes dividindo o mesmo beat.

Leia também na Rap Growing: Cartel MC’s anuncia retorno com nova formação e aquece cena do rap carioca e Haikaiss lança “Suspenso no Espaço” e transforma 20 anos de história em ponto de partida.

Foto: Reprodução do clipe “Ressignificando a Crack House”, canal do Cartel MCs no YouTube.

Fontes e créditos

  • Data de estreia do clipe, elenco da faixa, ficha técnica e data do álbum: descrição oficial do vídeo no canal do Cartel MCs.
  • Histórico do álbum “Bastardos Inglórios” de 2017, formação, produtores e número de faixas: Zona Suburbana.
  • Documentário de bastidores: anúncio do próprio grupo. O feed do canal não permite leitura automática, então a publicação não pôde ser conferida de forma independente até o fechamento desta matéria.
  • Foto de capa: reprodução de cena do clipe publicado no canal do grupo.

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