Chance the Rapper sobe ao palco do Landmark Credit Union Live, em Milwaukee, neste domingo, 4 de outubro, com a turnê que celebra os dez anos de “Coloring Book”. A apresentação acontece às 20h no horário local e integra a reta final de uma sequência de shows que termina em 11 de outubro, em Pittsburgh.
O aniversário importa porque “Coloring Book” não foi apenas um sucesso de repertório. O projeto de 2016 se tornou um marco da era do streaming e da independência no rap, ao mostrar que um artista sem a estrutura tradicional de uma grande gravadora podia competir nos rankings, construir uma turnê de grande porte e chegar ao principal prêmio da indústria.
Coloring Book virou um marco do rap na era do streaming
A Live Nation, promotora da turnê, destaca que o projeto mistura gospel, hip-hop e instrumentação ao vivo, com participações de nomes como Kanye West, Justin Bieber, Kirk Franklin, Lil Wayne, 2 Chainz, T-Pain e Saba. A Academia do Grammy registra “Coloring Book” como vencedor de Melhor Álbum de Rap em 2017 e como um dos projetos que consolidaram a entrada definitiva de lançamentos baseados em streaming no centro da indústria.
A leitura conversa com outra história recente publicada pela Rap Growing sobre Vic Mensa levar “INNANETAPE” ao streaming 13 anos depois. Os dois casos mostram como a cultura de mixtapes de Chicago ajudou a tensionar as fronteiras entre lançamento gratuito, projeto oficial e álbum na década passada.
A turnê transforma aniversário em revisão de uma fase
Em Milwaukee, Chance não está apenas tocando um disco antigo. A turnê recompõe um momento em que fé, independência, estética colorida e comunidade formaram uma identidade difícil de separar das músicas. O repertório passa por faixas como “All We Got”, “Blessings”, “Angels”, “No Problem” e “Same Drugs”, além de conexões com outras etapas da carreira.
Dez anos depois, “Coloring Book” funciona como retrato de uma mudança estrutural no rap. A comemoração ganha peso justamente porque o modelo que parecia exceção em 2016, distribuição digital, autonomia e construção direta de público, hoje faz parte da estratégia de inúmeros artistas independentes.
Crédito da capa: Live Nation / Divulgação.