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Esporte

Como os Bulls de 1995-96 viraram potência esportiva e fenômeno cultural

A campanha de 72 vitórias, Jordan, Pippen, Rodman e Phil Jackson transformaram os Bulls de 1995-96 em algo maior do que um grande time da NBA.

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Partida dos Chicago Bulls contra o Miami Heat nos playoffs da NBA de 1996

Os Chicago Bulls de 1995-96 não ficaram marcados apenas porque venceram 72 jogos em uma temporada de 82 partidas. Michael Jordan, Scottie Pippen, Dennis Rodman e Phil Jackson formaram uma equipe que uniu domínio esportivo, personalidade, televisão, sneakers e cultura pop em uma escala que ajudou a transformar a NBA em produto global.

Trinta anos depois daquela campanha, o time segue funcionando como referência para qualquer discussão sobre grandes equipes. O Golden State Warriors superou a marca de 72 vitórias em 2015-16, mas a temporada dos Bulls continua cercada por outro elemento difícil de medir: a sensação de que cada jogo fazia parte de um evento cultural maior.

O 72-10 foi apenas a parte mais fácil de medir

A NBA registra que Chicago terminou a temporada regular com 72 vitórias e 10 derrotas, então o melhor desempenho da história da liga. O time venceu 18 partidas consecutivas em um trecho da campanha, chegou a 41-3 em fevereiro e fechou o ano com 39-2 dentro do United Center.

Nos playoffs, os Bulls perderam apenas uma partida nas séries contra Miami Heat, New York Knicks e Orlando Magic antes de chegar às finais. A decisão contra o Seattle SuperSonics terminou em seis jogos e garantiu o quarto título da era Jordan.

Jordan, sneakers e televisão fizeram o time ultrapassar o basquete

Os Bulls dos anos 1990 cresceram junto com a expansão global da NBA e com a consolidação de Michael Jordan como personagem cultural. O uniforme vermelho, o logo da franquia e a linha Air Jordan passaram a circular muito além das quadras, enquanto a televisão internacional transformava partidas de Chicago em contato recorrente de milhões de pessoas com o basquete norte-americano.

O aspecto mais revelador dessa equipe estava no contraste entre as personalidades. Jordan concentrava a atenção do público, Pippen sustentava a versatilidade que permitia ao time atacar e defender com diferentes formações, e Rodman transformava o trabalho nos rebotes em espetáculo próprio. Phil Jackson organizava esse conjunto dentro de um sistema coletivo. A história dos Bulls não precisa apagar o papel de seus coadjuvantes para reconhecer o alcance mundial de Jordan.

Também é importante separar recorde de legado. Em 2015-16, o Golden State Warriors alcançou 73 vitórias na temporada regular e superou o 72-10 de Chicago. Já os Bulls de 1995-96 encerraram a campanha com o título sobre o Seattle SuperSonics. São realizações esportivas distintas, e a comparação só fica interessante quando considera o jogo, o desfecho e a época de cada equipe. Trinta anos depois, a relevância cultural dos Bulls ajuda a explicar por que a discussão continua mobilizando torcedores que não viram aquela temporada ao vivo.

Imagem de capa: Chicago Bulls enfrentando o Miami Heat nos playoffs de 1996. Carol M. Highsmith / Library of Congress, domínio público, via Wikimedia Commons. Registro histórico da temporada retratada.

A Rap Growing vem ampliando justamente essa interseção entre esporte e cultura. O mesmo movimento aparece em histórias recentes que cruzam basquete, música e games, como a matéria sobre NBA 2K27 e Vince Staples.

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