Cultura Hip-Hop

Cypress Hill IV completa 28 anos e relembra fase mais sombria do grupo

Lançado em 6 de outubro de 1998, IV completa 28 anos como um dos discos mais sombrios e marcantes do Cypress Hill.

Published

on

O álbum IV, do Cypress Hill, completa 28 anos nesta terça-feira, 6 de outubro. Lançado em 6 de outubro de 1998 por Ruffhouse e Columbia, o quarto disco de estúdio do grupo consolidou uma fase mais sombria e pesada do trio formado por B-Real, Sen Dog e DJ Muggs.

Produzido por DJ Muggs, IV colocou faixas como “Tequila Sunrise” e “Dr. Greenthumb” no centro do repertório do Cypress Hill e trouxe participações de MC Eiht, Barron Ricks e Chace Infinite. O aniversário recoloca em perspectiva um álbum que chegou depois de Temples of Boom e antes da guinada híbrida de Skull & Bones.

IV aprofundou o lado mais sombrio do Cypress Hill

Ao relembrar o lançamento, The Source destaca como o disco preservou a identidade psicodélica do grupo enquanto aprofundava graves, samples cinematográficos e uma abordagem mais agressiva. A produção de Muggs funciona como fio condutor de um projeto que combina comentário social, rua e a defesa da cultura canábica que já fazia parte da identidade pública da banda.

O período também mostra como o rap da Costa Oeste vinha se abrindo para novas texturas no fim dos anos 1990. Na Rap Growing, essa leitura de catálogo conversa com a série de revisitas a discos fundamentais, como a análise de por que Illmatic, de Nas, continua sendo uma aula de rap.

Tequila Sunrise e Dr. Greenthumb atravessaram o tempo

A longevidade de IV passa por músicas que seguiram circulando muito além da janela original do álbum. “Tequila Sunrise” e “Dr. Greenthumb” ajudaram a manter o disco no imaginário do público e reforçaram duas marcas do Cypress Hill: a capacidade de criar refrões imediatamente reconhecíveis e a combinação entre humor, paranoia e atmosfera pesada.

Vinte e oito anos depois, IV permanece como uma fotografia importante do momento em que o Cypress Hill já era uma instituição do hip-hop latino, mas ainda procurava maneiras de tensionar a própria fórmula. O aniversário interessa menos como nostalgia vazia e mais como oportunidade de entender por que o grupo conseguiu atravessar gerações sem perder uma assinatura sonora própria.

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Trending

Sair da versão mobile