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Música

Enzo Cello e Fontes pulam de avião no lançamento da mixtape colaborativa “Sorte no Jogo”

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Por Rap Growing • 22 de outubro de 2025

E se dois artistas saltassem de um avião para comemorar a parceria em um projeto inédito? Foi assim que Enzo Cello e Fontes anunciaram a mixtape colaborativa “Sorte no Jogo”. Com sete faixas e participações de Kweller, Guhhl e Aklipe, o disco estreia nas plataformas digitais nesta quarta-feira (22/10).

Imersão criativa da NAVII e o nascimento do disco

O projeto foi desenvolvido durante um período de imersão promovido pela NAVII — selo fundado por Cello em parceria com Kweller e os empresários Caio Teixeira e João Felipe Santana. Em um espaço familiar, apelidado de “casa da vovó”, os artistas compuseram canções sobre relacionamentos e vivências, explorando influências de trap, funk e R&B.

Acredito que o grande trunfo foi esse processo criativo. Foi um momento bem da hora de viver, porque a gente estava em uma casa de família e acabou que tudo fluiu de maneira natural. As músicas ficaram tão boas por causa dessa naturalidade, além de conseguirmos trazer uma qualidade sonora acima da média, mesmo não estando em um grande estúdio.— Enzo Cello

Parceria de longa data

Amigos de muitos anos, Cello e Fontes vinham amadurecendo a ideia de um trabalho conjunto após lançamentos individuais de destaque — o EP A Arte de Tacar (Enzo Cello) e a mixtape DM’s e Menções (Fontes). “Sorte no Jogo” chega para consolidar essa química.

O Cello foi a primeira pessoa que acreditou no meu trabalho e abriu as portas para mim. Nossos sons têm tudo a ver e a mixtape veio para concretizar ainda mais essa parceria que a gente tem. Tenho certeza que o público vai gostar bastante, porque trazemos os temas que a gente gosta de falar.— Fontes

Salto de paraquedas para anunciar o projeto

Para marcar o lançamento, os dois viveram um momento inédito: saltaram de paraquedas em São Paulo. O anúncio foi planejado para causar impacto e apresentar a mixtape com a mesma ousadia presente nas faixas.

Nem acredito que topei essa loucura. Foi a primeira vez que a gente saltou de paraquedas e muito provavelmente não vou querer de novo. Mas a ideia era impactar a galera de um jeito diferente do que temos feito nos últimos lançamentos.— Enzo Cello

Merch exclusivo e limitado

Além da mixtape, a dupla lança um merchandising exclusivo de “Sorte no Jogo”: serão dois modelos de camisetas temáticas, com vendas em quantidade limitada. Mais detalhes serão divulgados nos perfis de Enzo Cello e Fontes no Instagram.

Tracklist

  1. Mais Um (Prod. 3H, Dj Smoke)
  2. Boate (Prod. JOT4 e Bila)
  3. Silhueta (Prod. Dj Smoke, JOT4)
  4. DANGER feat. Aklipe (Prod. Dj Smoke, JOT4, Enzo Cello, Kweller)
  5. Vai e Vem feat. Kweller (Prod. Dj Smoke, JOT4)
  6. Em Vão feat. Guhhl (Prod. Dj Smoke)
  7. Modelo (Prod. Smoke, JOT4)

Serviço

Mixtape: Sorte no Jogo — Enzo Cello & Fontes
Data: 22 de outubro de 2025
Selo: NAVII
Feats: Kweller, Guhhl, Aklipe

RAP GROWING — CULTURA EM MOVIMENTO

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Cultura Hip-Hop

BK celebra 10 anos de Castelos & Ruínas e leva o rap nacional à escala de arena

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BK celebra 10 anos de Castelos & Ruínas e leva o rap nacional à escala de arena
Foto: Divulgação 30e / @youknowmyface, via Catraca Livre

BK abriu 2026 tratando Castelos & Ruínas como aquilo que o disco virou: não só um marco de estreia, mas uma peça de fundação para uma geração do rap nacional. A comemoração oficial dos dez anos tem show marcado para 19 de setembro de 2026, às 19h, no Allianz Parque, atualmente apresentado comercialmente como Nubank Parque, em São Paulo.

O evento aparece no site oficial do projeto como BK 10 Anos Castelos e Ruínas, com realização da 30e em parceria com 11MM e Gigantes e apresentação do Itaú Live. A página também confirma ingressos, setores, abertura de portões e classificação etária, posicionando a apresentação como uma noite de escala rara para um rapper brasileiro em arena.

De álbum de estreia a patrimônio de cena

Lançado em 21 de março de 2016, Castelos & Ruínas foi a porta por onde BK deixou de ser apenas promessa da cena carioca para se tornar uma das vozes centrais do rap brasileiro. Dez anos depois, a celebração mostra como aquele imaginário cresceu junto com o público.

O disco virou referência para uma geração que passou a pensar o rap como álbum, identidade visual, narrativa de carreira e negócio. É nesse ponto que o show de arena ganha peso: a comemoração não é apenas memória, é teste de mercado.

A agenda nacional e o ponto confirmado

O Linktree oficial de BK lista compromissos em 2026 no Rio de Janeiro, Uberlândia, Belo Horizonte, Teresina, Belém, Londrina, São José do Rio Preto e Ribeirão Preto. Isso coloca a celebração em um contexto nacional, embora o evento específico de dez anos de Castelos & Ruínas esteja oficialmente confirmado em São Paulo.

Até o fechamento deste rascunho, não foi encontrada confirmação pública oficial de encerramento no Maracanã. A pauta circula como expectativa possível dentro da conversa sobre grandes shows no Rio, mas o anúncio verificado é o show de 19 de setembro em São Paulo.

O que esse show representa

O rap brasileiro já provou força de streaming, festival, moda e comunidade. O que BK coloca em jogo agora é a capacidade de um álbum de rap nacional sustentar uma experiência de arena com assinatura própria. Para a cultura hip-hop, isso não é pouco: significa vender memória, pertencimento e repertório para além do algoritmo.

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Incorporação oficial: filme BK Monumental – 10 anos de Castelos & Ruínas.
Álbum Castelos & Ruínas no Spotify.

Fontes

Crédito da imagem de capa: Imagem de divulgação: BK 10 Anos Castelos & Ruínas / 30e, via Vem Com A Gente Viagens. Licença/uso: Uso editorial com crédito à fonte. Fonte: vemcomagenteviagens.com.br.

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Cultura Hip-Hop

Nas e The Roots levam o Roots Picnic a Londres e mostram a força comercial da memória do rap

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Nas e The Roots levam o Roots Picnic a Londres e mostram a força comercial da memória do rap
Foto: All-Pro Reels / Wikimedia Commons

Nas e The Roots chegaram a Londres com um peso maior do que a soma dos nomes no cartaz. A primeira edição internacional do Roots Picnic, realizada em 8 e 9 de agosto de 2026 no Crystal Palace Bowl, levou para fora dos Estados Unidos uma marca de festival construída na Filadélfia e baseada na interseção entre rap, soul, R&B, memória e curadoria.

No primeiro dia, Nas e The Roots encabeçaram uma apresentação conjunta de duas horas. A programação oficial também incluiu Sasha Keable, J.PERIOD com Black Thought, Yasiin Bey e Benny The Butcher, além de Nia Smith e Benji B. No domingo, o festival ampliou o campo do soul e do R&B com Anthony Hamilton, Musiq Soulchild, Floetry, Robert Glasper, Questlove, Common e Bilal.

O rap como patrimônio exportável

A ida do Roots Picnic a Londres não é apenas expansão geográfica. Ela mostra que a memória do rap virou produto global de alto valor. Nas carrega a autoridade de Illmatic e de uma carreira que transformou Queensbridge em gramática mundial do rap. The Roots representam a ponte entre banda, performance ao vivo, televisão, jazz, soul e cultura hip-hop.

O Guardian descreveu a noite como encontro de heranças novaiorquinas e filadelfianas diante de um público que consumia nostalgia sem tratá-la como peça parada. O Times também destacou o peso da parceria ao vivo, com The Roots abrindo caminho para Nas revisitar repertório dos anos 1990 com arranjos de banda.

Por que Londres importa

Londres é mercado estratégico para qualquer festival de música negra contemporânea. A cidade tem tradição própria de sound system, grime, UK rap, soul, jazz e diáspora caribenha. Quando o Roots Picnic atravessa o Atlântico, ele entra em diálogo com uma capital que também transformou rua em indústria cultural.

Para o leitor de Rap Internacional, o movimento ajuda a entender uma tendência maior: artistas e marcas históricas do hip-hop estão monetizando catálogo, repertório e credibilidade em formatos premium.

A nostalgia agora tem plano de negócio

O Roots Picnic nasceu em 2007 e aprendeu a operar como festival de assinatura. O diferencial não está só no lineup, mas na curadoria: nomes clássicos aparecem ao lado de artistas de R&B, jazz, soul e rap contemporâneo. Em Londres, essa narrativa foi vendida como estreia internacional de uma marca cultural estabelecida.

No fim, a lição comercial é simples: a cultura hip-hop envelheceu, mas não perdeu apetite. O público que cresceu com esses discos agora compra festival, viagem, ingresso premium e experiência. O desafio é garantir que essa memória continue administrada por quem entende sua história, não apenas por quem descobriu seu preço.

Fontes

Crédito da imagem de capa: Imagem de divulgação: Roots Picnic London / Palace Bowl Presents. Licença/uso: Uso editorial com crédito à fonte. Fonte: palacebowlpresents.co.uk. Referência adicional: x.com.

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Cultura Hip-Hop

Julgamento pela morte de Tupac começa em Las Vegas quase 30 anos depois do crime

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Julgamento pela morte de Tupac começa em Las Vegas quase 30 anos depois do crime
Foto: California DMV / Wikimedia Commons

O julgamento pela morte de Tupac Shakur começa nesta segunda-feira, 10 de agosto de 2026, em Las Vegas, quase três décadas depois do ataque que matou uma das figuras mais influentes do rap. No banco dos réus está Duane “Keffe D” Davis, acusado de ter organizado o tiroteio de 7 de setembro de 1996.

Davis se declarou inocente. A acusação não precisa provar que ele apertou o gatilho, mas tentará convencer o júri de que ele comandou a ação, forneceu a arma e participou da emboscada contra o carro onde estavam Tupac e Marion “Suge” Knight.

O que começa agora

A etapa inicial do julgamento envolve seleção de júri e abertura de um processo que deve revisitar depoimentos, entrevistas antigas, declarações públicas e a autobiografia de Davis. Promotores de Nevada sustentam que o caso foi reativado justamente porque Davis falou publicamente sobre sua participação ao longo dos anos.

A defesa, por outro lado, tenta enfraquecer esse material. Um dos pontos centrais será discutir se as declarações foram confissão, exagero para vender história ou conteúdo protegido por acordos anteriores com investigadores.

A noite do ataque

Tupac foi baleado após assistir à luta entre Mike Tyson e Bruce Seldon, em Las Vegas. Pouco antes, ele e membros ligados à Death Row se envolveram em uma agressão contra Orlando “Baby Lane” Anderson, sobrinho de Davis, no MGM Grand.

Horas depois, um Cadillac branco parou ao lado do BMW em que Tupac estava com Suge Knight. Os disparos atingiram o rapper, que morreu seis dias depois, em 13 de setembro de 1996. Knight sobreviveu.

Por que o caso demorou tanto

Durante anos, o assassinato de Tupac virou uma mistura de investigação fria, disputa entre versões e combustível para teorias. A morte do rapper foi frequentemente ligada a tensões entre Death Row e Bad Boy, além de rivalidades entre grupos associados a Los Angeles e Compton.

A diferença agora é que existe um réu vivo, identificado pela promotoria como articulador da ação. Davis era um dos ocupantes do Cadillac e é o único sobrevivente entre os homens ligados diretamente ao veículo citado na acusação.

O risco editorial

Para cobrir o julgamento, é essencial separar fato judicial de mitologia do hip-hop. O caso envolve nomes enormes, violência real e décadas de especulação. A matéria precisa acompanhar documentos, decisões do juiz, testemunhos e argumentos formais, sem transformar rumor em prova.

Essa distinção importa porque Tupac não é apenas personagem de cultura pop. Ele deixou obra, família, fãs e uma influência que atravessa gerações. O julgamento pode trazer respostas, mas também pode mostrar os limites de provar um crime antigo diante de memórias contraditórias e evidências incompletas.

O que acompanhar

  • Quais declarações antigas de Davis serão aceitas como prova.
  • Como a defesa vai tratar a autobiografia e entrevistas do réu.
  • Quais testemunhas serão chamadas pela acusação.
  • Se o julgamento vai focar mais na autoria do disparo ou na acusação de organização do ataque.
  • Como a Justiça de Nevada vai lidar com a exposição midiática do caso.

Crédito da imagem de capa: Foto: reprodução / AllHipHop. Licença/uso: Uso editorial com crédito à fonte. Fonte: allhiphop.com.

Fontes

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