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Música

“Fragmentado”, de Xamã, ultrapassa 80 milhões de streams

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Com 25 faixas e grandes participações, o álbum-manifesto rompe barreiras de gênero e revela as múltiplas faces do artista, unindo boom bap, MPB, rock e poesia.

13 de agosto de 2025 • Por Rap Growing

Menos de três meses após o lançamento, “Fragmentado”, quarto álbum de estúdio de Xamã, ultrapassou a marca de 80 milhões de streams nas plataformas digitais. Na noite de ontem (12), o artista recebeu da STRM uma placa comemorando os primeiros 50 milhões de reproduções.

Um álbum-manifesto em 25 faixas

Com 25 faixas, o projeto é um mergulho nas camadas que compõem sua trajetória pessoal e artística. Misturando hip hopMPBrock e ritmos brasileiros, o disco evoca a multiplicidade como linguagem e a colagem como estética — no som e no visual. O boom bap funciona como espinha dorsal, reafirmando as raízes do artista no rap, enquanto desafia convenções e amplia fronteiras.

Ficção e realidade, memória e invenção: “Fragmentado” costura as várias versões de Xamã em um roteiro que também fala sobre família, ancestralidade indígena, espiritualidade e cinema.

Participações que constroem pontes

O álbum conecta ícones da música brasileira a novas vozes, criando diálogos entre estilos e gerações:

  • Lendas e referências: Milton Nascimento, Adriana Calcanhotto, Criolo, Black Alien.
  • Nova geração: Liniker, BK, Duquesa, Victor Xamã, Major RD, Flora Matos, Agnes Nunes.
  • Cinema & atuação: participação especial da atriz Sophie Charlotte, reforçando a dimensão audiovisual do projeto.

Faixas em destaque

  • “Aeromoça” — parceria com Flora Matos.
  • “GTA” — com participação marcante de GTA.
  • “Just Love” — uma das faixas mais sensíveis do disco, com Agnes Nunes.
  • “Coisa de Pele” — colaboração com Duquesa.
  • “Dualidade”.
  • “Liniker” — música em colaboração direta com a própria Liniker.

Três blocos temáticos

Estruturado em três blocos, o álbum propõe um jogo entre persona e pessoa, palco e cotidiano. As passagens abordam famíliaancestralidade indígenaespiritualidade e referências cinematográficas, costurando uma narrativa que reafirma a potência lírica de Xamã e sua capacidade de se reinventar a cada projeto.

Volta às origens: 40 mil pessoas no Parque Oeste

No dia seguinte ao lançamento, Xamã realizou uma audição especial e gratuita no Parque Oeste, em Inhoaíba, Zona Oeste do Rio de Janeiro — um lugar simbólico em sua trajetória. O evento reuniu mais de 40 mil pessoas e marcou o retorno do artista às raízes, onde ele viveu, venceu as primeiras batalhas de rima e deu os passos iniciais rumo ao estrelato.

Entre música, TV e cinema

Com bilhões de streams, um Grammy Latino em 2024 e atuações em Renascer e Justiça 2, Xamã reafirma sua versatilidade. No cinema, estreia como protagonista de Cinco Tipos de Medo, de Bruno Bini, que será exibido este mês no Festival de Gramado. Ainda em 2025, volta às telas como Búfalo em Os Donos do Jogo (Netflix) e integra o elenco de Três Graças, nova novela das 21h da TV Globo.

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Música

“FAZ MACETE”: PJ Houdini se joga no funk em parceria com Biel do Furduncinho e MC Rodrigo do CN

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Depois de se destacar como uma das promessas do trap carioca, PJ Houdini vira a chave e inicia 2026 apostando em novos caminhos. O artista mergulha no funk em “FAZ MACETE”, faixa que chega às plataformas digitais nesta sexta-feira (30/1), em parceria com Biel do Furduncinho e MC Rodrigo do CN.

O lançamento marca a estreia musical de PJ no ano e reforça sua disposição em transitar por diferentes sonoridades, sem perder conexão com a estética urbana que construiu sua trajetória.

Funk, lifestyle e energia de verão

“FAZ MACETE” reúne elementos centrais do funk carioca contemporâneo, traduzindo a estética de rua conectada à ostentação, redes sociais e vida noturna. O resultado é um som direto, viciante e pensado para funcionar tanto nas pistas quanto no ambiente digital.

“Acho que conseguimos entregar tudo o que um hit pede: tem refrões marcantes e versos que retratam o lifestyle urbano, com um beat muito viciante.”

“É um funk de impacto, feito para tocar alto e funcionar tanto nas festas quanto no feed.”

A faixa se posiciona como uma forte candidata a hit do verão, conectando ritmo, imagem e comportamento em um mesmo pacote.

Produção agressiva e feats que elevam a vibe

Com produção assinada por Kosta e Ajaxx, a música segue a linha do funk mais agressivo e comercial, com batida pesada, groove hipnótico e estrutura pensada para prender o ouvinte desde os primeiros segundos.

A presença de Biel do Furduncinho e MC Rodrigo do CN amplia o alcance da faixa e reforça a proposta sonora, somando experiência, identidade e peso de cena.

“Estou muito feliz com a parceria com o Biel e o Rodrigo. São dois artistas que são referências e que admiro muito.”

“Eles entraram de cabeça na faixa e conseguiram trazer ainda mais potência para o som.”

“Apesar de ser um som diferente do que eu vinha lançando, tenho certeza que o público vai gostar muito.”

Nova fase após “Pretexto”

Antes de “FAZ MACETE”, PJ Houdini havia lançado, no final de 2025, a faixa “Pretexto”, em parceria com Caio Luccas. A música abriu os trabalhos do projeto “Pablo Juan Deluxe – A Vida Continua”, dando sequência ao ciclo iniciado no álbum “Pablo Juan”.

Agora, ao flertar com o funk de forma mais direta, o artista amplia seu repertório e mostra disposição para explorar novos territórios dentro da música urbana.

Versatilidade e conexão com o público

“FAZ MACETE” simboliza um momento de experimentação consciente na carreira de PJ Houdini. Sem abandonar sua base no trap, ele incorpora o funk como ferramenta de expansão, buscando diálogo com novos públicos e reforçando sua presença no mercado.

O lançamento chega como um passo estratégico dentro de uma trajetória que segue em construção, apostando em versatilidade, timing e leitura de cenário.


Onde ouvir “FAZ MACETE”

Leia também na Rap Growing

Fontes

  • Material enviado à redação (press release).

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Música

OCTANE, de Don Toliver: por que o álbum encaixa na história cultural do trap

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Não é “álbum pra tocar alto” e pronto. OCTANE funciona como um retrato de fase: do artista, do gênero e do público. O trap passou anos sendo tratado só como impacto imediato — o drop, o refrão, o replay rápido. Só que, de um tempo pra cá, ele vem pedindo outra leitura: atmosfera, identidade e experiência. E é justamente aí que Don Toliver entra mais forte.

O trap mudou: do choque à atmosfera

O trap nasce cru, direto, “vida real” sem filtro. Mas o gênero, como qualquer cultura viva, não ficou parado. Com o tempo, o trap começou a competir também em mundo: estética, clima, textura, narrativa. A música deixou de existir só pra “bater” e passou a existir pra envolver.

OCTANE é filho desse momento. Não é a escola da pancada seca — é a fase do trap que entende que o ouvinte de hoje vive acelerado, atravessado por informação, pressão, cobrança, ansiedade e excesso. Então o som precisa acompanhar isso: camadas, densidade e sensação de movimento.

OCTANE não é sobre velocidade literal — é sobre movimento

A primeira armadilha do disco é achar que “octane” é só carro e corrida. A ideia que segura o álbum é outra: movimento constante. Movimento de fase, de identidade, de direção artística. A sensação de não conseguir ficar parado — nem por fora, nem por dentro.

Por isso a experiência do álbum parece acontecer no “entre”: você já saiu de um lugar, mas ainda não chegou no próximo. Esse intervalo é onde muita gente se perde — e também onde muita gente cria. OCTANE transforma esse espaço num som que parece estar sempre em trânsito.

Psicodelia e futurismo: quando estética vira linguagem

Um dos pontos mais fortes do disco é como ele usa psicodelia e futurismo sem parecer fantasia vazia. Não é “look sci-fi” pra vender imagem — é linguagem sonora. Você sente isso nos timbres, no brilho controlado, nas ambiências que criam um espaço ao redor da voz. OCTANE não soa preso numa era específica: ele parece levemente deslocado no tempo.

Essa sensação casa perfeitamente com o trap contemporâneo, que já não é só “rua”: é também sonho, escapismo, insônia, noite, cidade. Um gênero que aprendeu a falar do interior sem perder o peso.

R&B + trap no mesmo corpo: a fusão ficou madura

Don Toliver é um artista que não cabe em uma caixa só. OCTANE mostra isso com clareza: o trap aqui não compete com a melodia — ele abraça a melodia. O R&B não entra pra “amaciar” o som: entra pra aprofundar. É uma fusão mais madura, onde a voz vira motor e a produção vira cenário.

Esse ponto é culturalmente importante, porque o trap hoje não se sustenta apenas no personagem agressivo. O público passou a valorizar uma coisa que antes era vista como fraqueza: vulnerabilidade. E esse disco entende esse momento sem forçar emoção de vitrine.

Faixas que ajudam a entender o álbum

Existem músicas que funcionam como “portas de entrada” pra proposta do OCTANE. Duas que chamaram atenção cedo foram “Call Back” e “Body”. E não só por serem “as melhores” no senso comum, mas porque elas revelam o que esse disco está tentando fazer: criar estado, não só refrão.

“Call Back”

Aqui você sente o lado mais atmosférico do trap. Em vez de buscar explosão imediata, a música cresce no detalhe, na textura, no clima. É o tipo de faixa que não se esgota no primeiro play — ela volta maior quando você ouve de novo.

Body

“Body” mostra a psicodelia como ferramenta: repetição, camadas e uma presença que hipnotiza. Não é música “pra provar técnica” — é música pra puxar o ouvinte pra dentro da mesma sensação que o álbum quer construir.

O trap depois do topo: pressão constante e controle

Se no começo o trap falava muito sobre chegar, hoje ele fala sobre se manter. E isso é uma mudança cultural enorme. O topo tem outro tipo de guerra: exposição, cobrança, expectativa, ritmo insustentável. OCTANE conversa com esse cenário o tempo todo.

E aqui vale o detalhe “estratégico” do conceito: octanagem é resistência sob pressão. Não é sobre correr — é sobre não explodir. O álbum funciona como metáfora desse estado: energia alta, mas com direção; peso, mas sem colapso; movimento, mas sem perder o eixo.

Então… OCTANE é revolucionário?

A palavra “revolucionário” às vezes vira exagero. OCTANE não inventa o trap do zero, nem “muda tudo sozinho”. O mérito dele é outro: ele consolida uma fase. Uma fase em que o trap vira experiência, em que a estética vira linguagem e em que o artista precisa sustentar identidade sem depender de truques.

OCTANE empurra o gênero pra frente no sentido mais real: mostra que o trap pode envelhecer bem, ganhar densidade e continuar relevante sem virar caricatura de si mesmo.

Onde ouvir e continuar a viagem

Se você quiser sentir o disco como ele foi pensado, ouça na sequência e preste atenção na atmosfera, não só nos picos. Ouça no Spotify.

Pra entender a trajetória e o contexto da fase atual, vale também acompanhar um panorama geral da discografia e dos lançamentos do artista: perfil e discografia (referência).

E se você curte esse tipo de leitura (trap como cultura, não só como som), vê também as matérias do nosso arquivo: Rap Growing — matérias e especiais.

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Música

Arthurzim retorna ao trap com “Bem-Vindo ao Meu Bairro (BVMB)” e transforma vivência em manifesto

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Depois de um período experimentando novas sonoridades, Arthurzim volta às origens e anuncia um projeto que tem cara de verdade e cheiro de rua. O rapper cearense lança nesta quinta-feira (22/1) o álbum “Bem-Vindo ao Meu Bairro (BVMB)”, composto por 12 faixas, via Symphonic Brasil. O disco chega como um retrato direto da relação do artista com o Conjunto Esperança, em Fortaleza (CE) — território que moldou sua visão, sua escrita e a estética que o apresentou para o país.

Mais do que um lançamento, “BVMB” assume o formato de manifesto: um retorno ao trap com foco em vivências de quebrada, beats nostálgicos e uma construção sonora que mira tanto a energia do final dos anos 2010 (quando o trap explodiu no Brasil) quanto o que o subgênero tem de mais atual hoje.

“BVMB” como resumo de identidade: o Arthurzim “do velho testamento”

O álbum marca a volta do Arthurzim ao trap após uma fase em que ele testou outras rotas — como nos projetos “All Vibes (2024)” e “Mixtrapiseiro (2025)”. Agora, o foco é a essência: rima, atmosfera e relato, com o bairro funcionando como fio condutor de tudo.

“Esse projeto é ‘literalmente’ o Arthurzim! É a minha verdade, é o que eu gosto de cantar.”

“Foi muito boa a fase no trapiseiro, mas a minha praia de fato é o trap.”

“Esse álbum é um Wikipedia para falar sobre mim, é um resumo do que eu sou.”

A declaração resume o espírito do disco: um trabalho pensado para ser ouvido como capítulo por capítulo, com o artista transformando experiência em narrativa — e atendendo também a uma demanda antiga do próprio público.

“Estou muito empolgado com tudo, porque era algo que os fãs vinham me pedindo há um tempo.”

Produção e sonoridade: nostalgia com cara de agora

Na construção musical, “BVMB” busca equilibrar dois mundos: a vibe que marcou a expansão do trap no Brasil no fim da década passada e a linguagem moderna da cena atual. A produção tem assinatura de Olie, parceiro do artista no selo 3X Records e também cria do Conjunto Esperança, além de beats de SLAASTY, EREN, JON e JHXW.

Para a Symphonic Brasil, o lançamento reforça o perfil multifacetado do artista e o apetite por evolução.

“Acompanhamos o Arthurzim praticamente desde o início da sua caminhada e é muito gratificante ver quem ele se tornou.”

“Esse retorno dele ao trap mostra mais uma vez o quanto ele busca sair da ‘zona do conforto’.”

Participações: parcerias com história e com propósito

Nas colaborações, Arthurzim escolheu feats que conversam com os temas do disco e também com sua caminhada como artista. O álbum conta com participações de WIU, TOKIODK, Kawe e Rodrigo do CN.

“O WIU é um irmão que fiz na minha carreira e sempre que pudemos colaboramos juntos.”

“O Kawe é outro irmão que tenho, mas que ainda não tinha rolado de lançar algo junto e finalmente vai sair.”

“Já o Rodrigo (do CN) e TOKIODK são duas pessoas que admiro muito e queria colaborar há um bom tempo.”

Visualizers no bairro e clipe já disponível

Além do lançamento nas plataformas, “BVMB” chega acompanhado de uma série de visualizers gravados no próprio Conjunto Esperança, reforçando o conceito de território como estética e como narrativa. O clipe de “Peito Falso”, faixa com WIU e Rodrigo do CN, já está disponível no YouTube do artista.

Arthurzim fecha o anúncio deixando claro que o retorno ao trap é só a abertura de um novo ciclo.

“Essa ainda não é a minha melhor versão. Estou sempre se reinventando e evoluindo. Esse é só o começo de uma nova fase do Arthurzim.”


Links úteis

  • Ouça “Bem-Vindo ao Meu Bairro (BVMB)”: Spotify
  • Assista aos visualizers/clipes: YouTube

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Fontes

  • Texto-base enviado à redação (assessoria/press release).

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