Os games entraram de forma mais visível na comunicação política das eleições de 2026, aparecendo tanto em ações de campanha quanto em projetos satíricos criados por eleitores. Jogos inspirados em franquias clássicas passaram a circular nas redes como forma de crítica, propaganda e disputa de narrativa.
Entre os exemplos recentes estão “Supremo Tribunal Fighter”, “Corrida Chega de Intocáveis” e “Super Flávio World”. A inteligência artificial reduziu parte das barreiras técnicas de produção e permitiu que pequenos grupos ou equipes de campanha criassem experiências jogáveis em menos tempo.
Do meme jogável à estratégia de campanha
A Folha de S.Paulo mostrou como jogos passaram a ser usados por campanhas e por críticos de diferentes atores políticos. A lógica mistura referências conhecidas dos videogames, humor de internet e temas do noticiário.
A tendência não começou em 2026, mas ganhou nova escala com ferramentas generativas. A Rap Growing acompanha como tecnologia e plataformas digitais alteram comportamento, criação e distribuição de conteúdo.
IA amplia produção, mas regras eleitorais continuam valendo
O TSE estabeleceu regras específicas para conteúdo sintético nas eleições de 2026, incluindo exigência de identificação quando propaganda utiliza material criado ou significativamente alterado por inteligência artificial.
O crescimento dos games políticos mostra como a disputa eleitoral deixou de acontecer apenas em comícios, TV e redes sociais tradicionais. Ela também passa por linguagens interativas que transformam personagens, escândalos e instituições em mecânicas de jogo.
Crédito da capa: Reprodução / Supremo Tribunal Fighter, via Veja.