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Esporte

Governo pede derrubada de 5.209 sites de bets e amplia cerco à publicidade digital

MJSP e Fazenda pediram a derrubada de 5.209 domínios de apostas ilegais e avançaram sobre páginas, perfis e aplicativos ligados ao mercado.

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Coletiva do MJSP e Ministério da Fazenda sobre a derrubada de sites de apostas ilegais

O Ministério da Justiça e Segurança Pública e o Ministério da Fazenda informaram que solicitaram a derrubada de 5.209 domínios ligados à oferta irregular de apostas no Brasil. O balanço, divulgado em 29 de setembro, amplia de forma significativa a ofensiva que já havia resultado no bloqueio de centenas de sites após a mudança regulatória das bets.

Segundo o MJSP, 1.386 domínios foram indicados pela Secretaria Nacional de Direitos Digitais e outros 3.823 pela Secretaria de Prêmios e Apostas. A operação também alcançou publicidade e distribuição: o governo pediu a remoção de 300 páginas no Facebook, 90 perfis no Instagram e notificou lojas de aplicativos sobre 186 apps relacionados às apostas.

Fiscalização deixa de mirar apenas os sites e avança sobre distribuição

A nova etapa mostra uma mudança importante na fiscalização. O alvo já não é apenas o endereço onde a aposta acontece, mas todo o caminho usado para levar o usuário até a plataforma. Redes sociais, influenciadores, anúncios e lojas de aplicativos passam a fazer parte da mesma cadeia de controle.

A medida aprofunda uma sequência que a Rap Growing acompanha desde a derrubada inicial de 506 sites suspeitos. Naquele momento, a discussão estava concentrada na transição para o novo cenário regulatório. Agora, o governo apresenta um número dez vezes maior de domínios e fixa também a atenção sobre a circulação de publicidade digital.

De acordo com o cronograma informado pelo MJSP, o prazo para retirada de publicidade e plataformas é 5 de outubro. No dia 6, lojas de aplicativos deverão remover os 186 apps notificados. O cumprimento efetivo dessas determinações será o próximo teste para a capacidade de fiscalização em um mercado que cresceu com forte presença online.

O impacto também chega a clubes, mídia e criadores

A repressão aos canais digitais acontece enquanto clubes de futebol discutem perdas comerciais e contratos com casas de apostas. A Rap Growing já mostrou como a relação entre governo e clubes entrou em tensão depois da proibição, com reunião cancelada após baixa adesão de dirigentes.

Para veículos, influenciadores e plataformas, a mudança exige atenção porque a publicidade das bets ocupou espaços relevantes em transmissões, podcasts, perfis de entretenimento e patrocínios esportivos nos últimos anos. A ação federal amplia o debate para quem distribui ou impulsiona esse tipo de conteúdo, não apenas para quem opera a aposta.

Os números divulgados pelo governo são parte de uma operação em andamento e podem mudar à medida que novos domínios, perfis ou aplicativos forem identificados. Por enquanto, o dado central é objetivo: 5.209 sites entraram na lista de derrubada, e o cerco passou a incluir também a infraestrutura digital que sustenta a divulgação das apostas.

Crédito da capa: Tom Costa/MJSP.

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