O Brasil terá um segundo turno presidencial entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva em 25 de outubro. Com 99,99% das urnas apuradas, o Tribunal Superior Eleitoral registrou 56.104.268 votos para Flávio, equivalentes a 47,03% dos votos válidos, e 53.876.617 para Lula, ou 45,16%.
A diferença de aproximadamente 2,23 milhões de votos foi a menor entre os dois primeiros colocados em um primeiro turno presidencial desde a redemocratização. O dado ajuda a dimensionar a disputa, mas não funciona como vantagem transferida automaticamente: o segundo turno é uma nova eleição e todos os votos são contados novamente.
Segundo turno começa com um eleitorado que precisa ser reconquistado
O TSE confirmou que nenhum candidato alcançou a maioria absoluta dos votos válidos. Além dos dois finalistas, milhões de eleitores escolheram outras candidaturas e 33,4 milhões não compareceram às urnas.
Antes do primeiro turno, pesquisas de Datafolha, Quaest, AtlasIntel/Bloomberg, Nexus/BTG e outros institutos já indicavam disputa apertada em simulações entre Lula e Flávio. Esses levantamentos foram feitos antes da votação de 4 de outubro e não devem ser tratados como previsão do resultado de 25 de outubro. O cenário agora depende de novos levantamentos, do comportamento dos eleitores que votaram em outros nomes e da mobilização de quem se absteve.
A Rap Growing acompanhou a apuração desde o início em Eleições 2026: 158,7 milhões votam hoje e apuração começa às 17h.
O mapa do primeiro turno mostra onde cada campanha chega mais pressionada
Flávio venceu em 14 estados e no Distrito Federal, incluindo todos os estados do Sul, todo o Centro-Oeste e os três maiores colégios eleitorais do Sudeste. Lula venceu nos nove estados do Nordeste e também em Pará, Amazonas e Amapá. Minas Gerais e Rio Grande do Sul aparecem entre os territórios de maior mudança em relação a 2022, enquanto o Nordeste continua sendo a principal base territorial de Lula.
O segundo turno, portanto, não é apenas uma disputa sobre transferência de votos de candidatos eliminados. É também uma disputa sobre comparecimento, redução de margens em redutos adversários e capacidade de transformar regiões já favoráveis em vantagem líquida suficiente no total nacional.
Crédito da capa: Folhapress/Reprodução.