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Mac Miller ganha três inéditas na edição de 10 anos de “The Divine Feminine”

Edição de 10 anos de The Divine Feminine adiciona três faixas inéditas de Mac Miller e recupera uma fase decisiva de sua discografia.

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O catálogo de Mac Miller ganhou nesta sexta-feira, 2 de outubro, uma nova camada com a edição de 10 anos de The Divine Feminine. O relançamento acrescenta três faixas inéditas ao álbum de 2016: “Butterflies”, apresentada anteriormente como prévia, e “Grand” e “Channel 13”, que chegaram agora aos serviços de streaming.

A expansão não funciona apenas como uma comemoração de aniversário. Ela recoloca em circulação um período em que Mac começava a deslocar sua música para uma abordagem mais aberta sobre romance, intimidade e relações, cercado por participações de Kendrick Lamar, Ariana Grande, Anderson .Paak, CeeLo Green e Bilal. Billboard confirmou que as três faixas fazem parte da edição comemorativa lançada nesta sexta.

Três inéditas reabrem um álbum importante na trajetória de Mac Miller

Lançado originalmente em setembro de 2016, The Divine Feminine estreou na segunda posição da Billboard 200 e marcou um momento de transição na discografia do rapper. O disco se afastava da lógica de afirmação pessoal que havia guiado etapas anteriores para colocar afeto, desejo, vulnerabilidade e parceria no centro das composições.

A nova edição reforça esse recorte. “Butterflies” conta com baixo de Thundercat, enquanto “Grand” e “Channel 13” aparecem oficialmente no streaming pela primeira vez. Pitchfork destacou que a reedição foi organizada pelo espólio de Mac e pela Warner como parte de um trabalho maior de preservação do arquivo do artista.

Esse movimento conversa com outra pauta que a Rap Growing acompanhou nesta semana: a chegada de “INNANETAPE”, de Vic Mensa, ao streaming 13 anos depois do lançamento. Nos dois casos, plataformas digitais deixam de ser apenas vitrines para música nova e passam a funcionar também como arquivo para obras, versões e materiais que ficaram fora do alcance de parte do público durante anos.

Arquivo, memória e controle sobre o legado

Desde a morte de Mac Miller em 2018, seu catálogo vem sendo tratado de forma relativamente cuidadosa pela família e pelo espólio. Circles, lançado em 2020, e Balloonerism, disponibilizado em 2025, ampliaram o acesso a trabalhos deixados pelo rapper sem transformar o arquivo em uma sequência indiscriminada de lançamentos.

A celebração de The Divine Feminine também inclui The Divine Feminine Live, especial baseado em performances gravadas na época do álbum e programado para chegar ao canal oficial de Mac Miller no YouTube nesta sexta. A ação reforça a ideia de reconstruir uma era completa, não apenas adicionar três músicas a um catálogo já conhecido.

Dez anos depois, The Divine Feminine volta a ganhar atenção não por nostalgia vazia, mas porque mostra uma fase em que Mac Miller estava ampliando linguagem, repertório e vulnerabilidade. As inéditas ajudam a iluminar esse processo e mantêm o foco na obra, não apenas na ausência do artista.

A edição de 10 anos de “The Divine Feminine” reforça como Mac Miller vinha ampliando sua linguagem artística antes de transformar vulnerabilidade e intimidade em elementos centrais da fase seguinte.

Crédito da capa: Gari Askew via Pitchfork.

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