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Música

Mãolee e Felp 22 abrem TUDUBOM REC com boom bap em “Minha Cota”

Mãolee e Felp 22 inauguram o TUDUBOM REC com “Minha Cota”, faixa que recupera o boom bap e abre nova série da Tudubom Records.

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Felp 22 em retrato promocional

Mãolee e Felp 22 abriram o TUDUBOM REC com “Minha Cota”, primeiro episódio de uma nova série da Tudubom Records dedicada ao boom bap. A faixa chegou às plataformas nesta sexta-feira, 2 de outubro, com produção de Mãolee e distribuição da MusicPRO.

O projeto parte de uma ideia simples, mas importante para o momento atual do rap nacional: recuperar elementos clássicos do gênero sem transformar o passado em peça de museu. A batida seca, o uso de samples e a estrutura do boom bap aparecem como base para uma música que fala de conquistas, rua, dinheiro e ascensão no presente.

TUDUBOM REC nasce olhando para a origem sem ficar preso à nostalgia

Segundo o Rap Dab, a proposta da nova série é valorizar essência, identidade e cultura do rap em lançamentos que aproximam referências de diferentes momentos da cena. “Minha Cota” abre essa lógica com Felp 22 nos versos e Mãolee conduzindo a produção.

A escolha dos dois nomes também reforça uma conexão com o rap carioca de diferentes fases. Mãolee construiu parte importante de sua trajetória ao lado de Filipe Ret e da própria Tudubom, enquanto Felp 22 levou o Cacife Clandestino a um lugar central na transição entre boom bap, trap e novas linguagens do rap da década passada.

A Rap Growing já acompanhou outras fases da produção de Mãolee, como em “ALL GOOD”, parceria com The Pups baseada em sample de James Brown. No TUDUBOM REC, a referência histórica volta a aparecer, agora como eixo de uma série própria.

“Minha Cota” transforma o boom bap em ponto de partida para uma série

A faixa não funciona apenas como single isolado. O TUDUBOM REC foi apresentado como projeto em episódios, com formações diferentes e continuidade prevista. O segundo capítulo deve reunir Mãolee e Maru2D, mantendo a proposta de cruzar tradição, novos nomes e identidade de rua.

O resultado coloca o boom bap novamente como linguagem ativa, e não apenas como referência de uma era passada. Para um selo ligado a algumas das transformações mais importantes do rap carioca nos últimos anos, esse retorno ao formato clássico funciona como maneira de organizar memória e presente dentro do mesmo catálogo.

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