Eleições 2026

O mapa do voto em 2026 mostra um Brasil dividido entre regiões e cidades

Flávio venceu no Sul, Centro-Oeste e maior parte do Sudeste; Lula manteve o Nordeste e parte do Norte. O mapa municipal revela margens extremas.

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O resultado presidencial de 2026 desenhou um Brasil dividido de maneira clara no mapa, mas menos simples do que uma linha separando Norte e Sul. Flávio Bolsonaro venceu nos três estados do Sul, em todo o Centro-Oeste, nos quatro estados do Sudeste e em Acre, Rondônia, Roraima e Tocantins. Lula venceu os nove estados do Nordeste e manteve Pará, Amazonas e Amapá.

A divisão territorial ajuda a explicar como uma eleição separada por apenas 1,87 ponto percentual nos votos válidos pode produzir mapas regionais com cores tão diferentes. Segundo a CNN Brasil, Flávio terminou na frente em 14 estados e no Distrito Federal, enquanto Lula liderou em 12 estados.

As maiores margens mostram dois Brasis eleitorais muito distantes

Em Novo Progresso, no Pará, Flávio Bolsonaro recebeu 84,13% dos votos válidos, contra 13,40% de Lula, segundo dados do TSE divulgados pelo UOL. No outro extremo, municípios do Nordeste registraram margens igualmente amplas para Lula. Bonfim do Piauí chegou a 88,73% para o petista, enquanto Carnaubeira da Penha, em Pernambuco, superou 88%.

Os extremos municipais não representam a média nacional, mas revelam a intensidade dos redutos. No Rio Grande do Sul, Flávio chegou a 55,6% contra 35,7% de Lula. Em Minas Gerais, venceu por 48,2% a 43,3%, dois estados em que o desempenho da direita avançou em relação a 2022.

No Norte, a divisão interna é tão importante quanto a divisão nacional

O Norte não votou como bloco. Lula venceu Pará, Amazonas e Amapá, enquanto Flávio levou Acre, Rondônia, Roraima e Tocantins. A Folha identificou avanço bolsonarista em toda a Amazônia Legal e destacou o eixo da BR-163, onde municípios ligados ao agronegócio e à expansão de fronteiras econômicas deram votações muito altas ao candidato do PL.

Para o segundo turno, o mapa importa menos como fotografia estática e mais como referência de onde há margem para crescer. Reduzir uma derrota de vinte pontos para dez em um estado populoso pode ser eleitoralmente tão relevante quanto ampliar uma vitória em um reduto consolidado.

Crédito da capa: Folhapress/Reprodução.

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