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MP das Bets derruba 506 sites e abre nova fase da proibição das apostas no Brasil

Força-tarefa federal derrubou 506 sites suspeitos após a MP que proibiu bets e abriu nova etapa de fiscalização no país.

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Uma força-tarefa dos Ministérios da Justiça e da Fazenda derrubou 506 sites com indícios de oferta irregular de apostas no Brasil após a entrada em vigor da medida provisória que proibiu as chamadas bets no país.

O bloqueio marca a passagem da decisão política para a execução prática. A MP proibiu exploração, oferta, intermediação e publicidade das apostas de quota fixa e estabeleceu um cronograma para retirada de saldo e encerramento das operações. As informações constam em comunicados oficiais do Ministério da Justiça e do Governo Federal.

Proibição saiu do papel e entrou na fase de fiscalização

Além dos 506 sites derrubados, o monitoramento federal identificou publicidade de apostas ainda ativa em plataformas digitais depois da proibição. O governo também informou que segue acompanhando grupos, canais e perfis usados para divulgar ofertas de apostas.

A Rap Growing já acompanhava o crescimento da pressão contra as bets e o debate sobre publicidade e patrocínio. A mudança agora é concreta: a discussão deixou de ser apenas regulatória e passou a produzir bloqueios e retirada de campanhas.

O cronograma oficial prevê retirada voluntária de valores pelos apostadores até 5 de outubro e desligamento dos sites e aplicativos a partir de 6 de outubro.

Futebol, publicidade e influenciadores entram no impacto direto

A proibição afeta um ecossistema que ocupou camisas de clubes, transmissões, redes sociais, podcasts e campanhas de influenciadores nos últimos anos.

Isso significa que a retirada das bets do mercado não atinge apenas as plataformas. Clubes, veículos, criadores e empresas que tinham contratos de publicidade ou patrocínio terão de reorganizar receitas e espaços comerciais.

O que muda agora para quem ainda tem dinheiro nas plataformas

Usuários ainda precisam acompanhar o cronograma de retirada de saldo. Depois do prazo voluntário, os valores remanescentes deverão ser informados às instituições financeiras para devolução aos titulares.

Nos próximos dias, o principal ponto de atenção será o cumprimento efetivo da retirada de publicidade e a velocidade com que plataformas e intermediários digitais vão responder à fiscalização.

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