Nova York elevou de US$ 5 mil para US$ 10 mil o teto de bolsas públicas destinadas a artistas individuais e pequenas organizações culturais. A mudança foi anunciada em 2 de outubro pela prefeitura e pelo Departamento de Assuntos Culturais da cidade, o DCLA.
Músicos estão entre os artistas elegíveis e podem disputar os recursos por meio dos parceiros locais de cada borough. O programa não é exclusivo para rappers e o valor não corresponde a um pagamento mensal. Trata-se do teto de uma concessão de financiamento cultural.
Primeiro aumento do teto em quase 20 anos
Segundo o anúncio oficial da Prefeitura de Nova York, esta é a primeira ampliação do teto dos repasses em quase duas décadas. O dinheiro é distribuído por parceiros locais financiados pelo DCLA e pode atender artistas, coletivos e pequenas organizações culturais nos cinco boroughs.
As inscrições já estão abertas em Brooklyn, Bronx, Manhattan e Queens. Brooklyn encerra o prazo em 11 de outubro; Bronx em 30 de outubro; Manhattan em 12 de novembro; e Queens em 17 de novembro. Staten Island abre o ciclo em novembro.
O impacto possível para a música independente
O ponto para a cultura hip-hop está na possibilidade de rappers, produtores, DJs e outros músicos acessarem um mecanismo de financiamento destinado a trabalhadores da cultura. A página oficial do DCLA reúne os parceiros e as regras de cada região.
A Rap Growing já revisitou a ligação histórica de Nova York com o nascimento do hip-hop. O debate atual acrescenta outra dimensão: o custo de manter artistas trabalhando e produzindo na cidade que ajudou a formar essa cultura.