Música

Otis Selimane leva mbira e diáspora africana ao Sesc Consolação

Otis Selimane apresenta show instrumental no Sesc Consolação em 6 de outubro, com mbira e participação de Michael Pipoquinha.

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Otis Selimane leva ao Teatro Anchieta, no Sesc Consolação, uma versão instrumental de Músicas de Mbira e Outros Contos Bantu na terça-feira, 6 de outubro, às 19h. O músico moçambicano coloca a mbira no centro de uma apresentação que conecta tradições do sul da África, música brasileira, jazz contemporâneo e improvisação.

O show terá participação especial do baixista Michael Pipoquinha e duração de 90 minutos. A programação oficial do Sesc informa que os ingressos também podem ser adquiridos nas bilheterias a partir das 14h do próprio dia 6, um detalhe importante para quem pretende acompanhar a apresentação presencialmente.

A mbira conduz o diálogo entre memória e improvisação

No palco, Selimane assume mbira, kalimba e bateria, acompanhado por Fi Maróstica no baixo elétrico e acústico, Léo Mendes na guitarra e no violão, Gabriel Peregrino no vibrafone e Cauê Silva na percussão. A proposta desloca o repertório para uma formação instrumental, abrindo mais espaço para interação entre os músicos e para a improvisação.

Os contos bantu aparecem entre as músicas como interlúdios poéticos, enquanto a mbira organiza o eixo sonoro do espetáculo. Segundo a apresentação do Sesc São Paulo, o instrumento funciona como fio condutor entre tradições africanas, música brasileira e linguagem contemporânea.

A pesquisa de Selimane conversa com uma linha de artistas que colocam ancestralidade e instrumentos de diferentes matrizes no centro da criação contemporânea. A Rap Growing já abordou esse tipo de encontro em trabalhos como Dracaena, de Zaki, que também parte do diálogo entre memória cultural e novas formas de produção musical.

Trajetória entre Moçambique e Brasil amplia o contexto do show

Radicado no Brasil desde 2015, Otis Selimane desenvolve trabalhos ligados à cultura africana e afro-brasileira como músico, pesquisador e educador. O álbum que dá origem ao espetáculo foi lançado em 2026 e nasceu de uma investigação sobre relações entre tradições musicais de Moçambique e Zimbabwe, música brasileira e diferentes expressões da diáspora africana.

Essa trajetória ajuda a explicar por que o show não funciona apenas como apresentação de repertório. A mbira, os contos e a formação instrumental organizam uma experiência em que ancestralidade aparece como linguagem viva, sem ser tratada como peça de arquivo.

O serviço oficial indica apresentação no Teatro Anchieta, no Sesc Consolação, em 6 de outubro, às 19h, com classificação livre e duração de 90 minutos. A orientação de ingresso deve ser conferida diretamente no canal do Sesc antes do deslocamento.

Crédito da capa: Ju Bravo.

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