Cultura Hip-Hop

Spotify faz primeira Semana AMPLIFIKA e amplia apoio a artistas pretos independentes

Primeira Semana AMPLIFIKA reuniu artistas pretos independentes em São Paulo e marcou os cinco anos do programa do Spotify.

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O Spotify realizou entre 28 de setembro e 1º de outubro, em São Paulo, a primeira Semana AMPLIFIKA, uma imersão voltada ao desenvolvimento de artistas pretos independentes. O encontro marcou os cinco anos do programa criado no Brasil em 2021 e colocou no mesmo espaço criação, gestão de carreira, direitos autorais, presença de palco, conteúdo, tecnologia e saúde mental.

Mais do que uma ação de visibilidade, o formato mostra uma mudança importante na maneira como plataformas de streaming tentam participar da formação de carreira. O foco deixa de ser apenas colocar um nome em uma playlist e passa a incluir ferramentas para que o artista entenda direitos, estratégia, contratação de shows, posicionamento e uso profissional do Spotify for Artists.

AMPLIFIKA chega aos cinco anos com Ciça e Ryan Fidelis na turma de 2026

Segundo a reportagem publicada nesta segunda-feira pelo RapDab, a edição de 2026 escolheu Ciça, ligada ao rap, e Ryan Fidelis, do R&B. Ao longo de cinco anos, 14 artistas já passaram pelo programa, entre eles Duquesa, Maru2D, MC Kadu, Milthinho, Sued Nunes e Grupo Benzadeus. O próprio Spotify registra que o AMPLIFIKA foi lançado no Brasil em 2021 com foco no desenvolvimento de artistas pretos.

A presença de Ciça também cria uma conexão direta com uma artista que já vinha sendo acompanhada pela Rap Growing. Em setembro, o portal destacou o EP “Nepobaby”, projeto em que ela transforma a pressão sobre o sobrenome em identidade artística própria.

Formação de carreira vira parte da disputa por relevância entre plataformas

A programação reuniu profissionais do Spotify, da UBC e nomes da música e do mercado para discutir composição, identidade de marca, qualidade técnica, direitos, booking e gestão. A celebração dos cinco anos aconteceu em 30 de setembro e teve show de Duquesa, ex-participante que retornou ao projeto já em outro estágio de carreira.

Para o rap independente, o ponto central está aí. Descoberta sem estrutura costuma durar pouco. Quando uma plataforma passa a oferecer rede, informação e capacitação, ela também disputa influência sobre o caminho profissional de artistas que ainda não chegaram ao mainstream. É uma frente que merece acompanhamento porque mexe diretamente com autonomia, distribuição e monetização.

Crédito da capa: Spotify / @h.agst.

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