O UnderSesh retorna em setembro com uma proposta renovada e a intenção de aumentar o espaço destinado a artistas do underground brasileiro. Criado por Long Beatz, o projeto inicia uma nova fase depois de construir sua identidade com sessões audiovisuais marcadas por beats inéditos, estética de estúdio e encontro entre diferentes gerações do rap.
Segundo informações repassadas à Rap Growing, o retorno terá um novo formato pensado para ampliar oportunidades. A mudança chega num momento em que artistas independentes precisam não apenas de distribuição, mas de contexto visual, produção e plataformas capazes de apresentar sua identidade para um público maior.
O que o UnderSesh construiu até aqui
A primeira fase nasceu com “Analógico”, parceria de Long Beatz com Funkero e Drow Beats. A faixa apresentava a proposta de recuperar a energia do boom bap e colocar MCs dentro de um ambiente de performance mais direto.
Outros episódios aproximaram nomes consolidados e artistas em ascensão. Xamã, Funkero, Leal, Neo, Spike MC e diferentes convidados passaram pelo universo do projeto, que usa câmeras próximas, luz baixa e produção musical como elementos da narrativa.
Mais oportunidades precisam significar mais do que volume
A promessa de abrir espaço ao underground é importante porque a cena brasileira produz mais artistas do que as grandes plataformas conseguem absorver. Muitos projetos têm música pronta, mas não dispõem de equipe audiovisual, divulgação, direção artística ou acesso a canais com público consolidado.
O desafio do novo UnderSesh será transformar participação em desenvolvimento real. Dar oportunidade não significa apenas publicar um vídeo. Significa apresentar corretamente o artista, valorizar sua ficha técnica, conectar o episódio a outras plataformas e criar continuidade depois do lançamento.
Long Beatz como curador e produtor
Long Beatz ocupa uma posição importante nessa estrutura porque não aparece somente como dono do canal. Ele participa da construção musical, escolhe os encontros e ajuda a criar o ambiente no qual cada MC precisa encontrar sua melhor versão.
Essa curadoria pode ser decisiva na nova fase. Um projeto de sessões ganha força quando cada episódio possui personalidade e quando a escolha dos convidados revela algo sobre a cena. Misturar nomes conhecidos e talentos ainda pouco documentados permite atrair audiência sem transformar o underground em figuração.
Os detalhes completos sobre calendário, participantes e funcionamento do novo formato ainda serão apresentados oficialmente. O que já está definido é a direção: o UnderSesh volta neste mês tentando ampliar sua função como vitrine e criar caminhos para que mais artistas brasileiros deixem de circular apenas dentro de suas próprias bolhas.
Fontes consultadas