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Música

Mago de Tarso lança “Parasita” e expõe as contradições entre sucesso, interesse e vida real

O sucesso costuma atrair aplausos, oportunidades — e interesses ocultos. Em “Parasita”, Mago de Tarso transforma essa percepção em música ao lançar uma…

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Mago de Tarso de óculos escuros em foto de divulgação de Parasita

Por Rap Growing

O sucesso costuma atrair aplausos, oportunidades — e interesses ocultos. Em “Parasita”, Mago de Tarso transforma essa percepção em música ao lançar uma faixa direta, crítica e carregada de identidade, onde aborda fama, falsidade e autoconfiança sem romantizar o processo.

Produzida por THB e Edubeatz, a música se constrói como um manifesto sonoro. O destaque fica para o uso do sample de Luiz Gonzaga, retirado da faixa “Xote dos Cabeludos”, que adiciona a energia do baião ao trap e reforça a ligação cultural que atravessa a obra do artista.

Fama, interesse e lucidez

Em “Parasita”, Mago de Tarso reflete sobre a fase atual de sua carreira e sobre a mudança de comportamento das pessoas ao redor quando o reconhecimento chega. A faixa trata diretamente dos chamados “alpinistas sociais” e de quem se aproxima apenas por conveniência.

“Essa música retrata a fase atual da minha carreira, em que muitas pessoas têm se aproximado apenas por interesse. São verdadeiros parasitas e, quando você aprende a identificá-los, eles deixam de ser um problema.”

A letra não soa como lamento, mas como afirmação. O artista deixa claro que o crescimento não o deslumbra nem o afasta de sua essência, mantendo postura firme diante das armadilhas do sucesso.

Trap com raiz: baião, mangue e identidade

Conhecido também como Caranguejo do Trap, Mago de Tarso segue expandindo sua linguagem musical ao misturar trap com referências do mangue beat, do forró e de sonoridades nordestinas. O sample de Luiz Gonzaga não surge como ornamento, mas como elemento estrutural da narrativa.

Essa fusão reforça o posicionamento do artista dentro da cena: alguém que dialoga com o contemporâneo sem abrir mão da própria história cultural.

Um audiovisual carregado de símbolos

“Parasita” chega acompanhada de um videoclipe repleto de referências às raízes e influências do artista. O projeto audiovisual foi assinado e finalizado por Alê Henri, com Bruno Veras como assistente de direção e Okoye Ribeiro como assistente de câmera.

A direção de arte é de Vika Lima, com assistência de Thiago Dyllan, enquanto a direção criativa ficou a cargo do Delírio, o Coletivo. O figurino foi desenvolvido por Basker, e a maquiagem é assinada por Yasmin Laiber.

A produção do audiovisual contou com apoio do Nove Estúdio, produção executiva de Eudes Dantas e identidade visual desenvolvida por Mateus Alves, consolidando um projeto visual que dialoga diretamente com o discurso da música.

Onde ouvir

RAP GROWING — CULTURA EM MOVIMENTO

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