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Cultura Hip-Hop

Os discos do GOG, o Poeta do Rap: de “Peso Pesado” a “Mumm-Rá High Tech”, a obra do pioneiro do DF

Da estreia em 1990 na coletânea Rap Ataca ao 11º álbum, em 2017: os discos do GOG, o rapper de Sobradinho que virou referência do rap de mensagem no Brasil.

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O rapper GOG, de camiseta vermelha, fala ao microfone em debate em Brasília

Os discos do GOG contam boa parte da história do rap de mensagem no Brasil. Genival Oliveira Gonçalves nasceu em 9 de março de 1965, em Sobradinho, no Distrito Federal, e ficou conhecido como o Poeta do Rap Nacional. Em mais de três décadas de carreira, chegou em 2017 ao que a Wikipédia registra como seu 11º álbum.

Mais cedo, a Rap Growing contou a história do rap do DF, que decide seu estadual de batalhas neste sábado. Aqui, o foco é a obra de um dos pioneiros dessa cena.

Do Guará ao primeiro disco

GOG se mudou para o Guará em 1973 e viveu lá até 1991. Em casa, ouvia os discos dos pais, com nomes como James Brown, Toni Tornado e Elza Soares, segundo entrevista ao Brasil de Fato. Chegou ao hip-hop pelo break, no grupo de dança Magrello’s Pop Funk, que depois virou o grupo de rap Os Magrello’s.

O nome GOG vem das iniciais do nome completo. A primeira gravação oficial, “A Vida”, saiu em 1990 na coletânea Rap Ataca. Em 1992 veio Peso Pesado, pelo selo Discovery, que projetou o rapper nacionalmente. No ano seguinte, ele fundou o selo independente Só Balanço, que depois virou loja de discos e estúdio.

Os principais discos do GOG

  • Peso Pesado (1992)
  • Vamos Apagá-los com Nosso Raciocínio (1993)
  • Dia a Dia da Periferia (1994)
  • Prepare-se! (1996)
  • Das Trevas à Luz (1998)
  • CPI da Favela (2000)
  • Tarja Preta (2004)
  • Aviso às Gerações (2006)
  • Genival Oliveira Gonçalves (2015)
  • Mumm-Rá High Tech (2017)

A lista inclui ainda o ao vivo Cartão Postal Bomba!, gravado em 2007 e lançado em DVD em 2009, e as coletâneas GOG CoMvida e Família G.O.G – Fábrica da Vida, de 1999.

Prêmios, parcerias e livro

Tarja Preta ganhou o Prêmio Hutúz de álbum do ano. Em 2007, GOG levou o Hutúz de melhor artista. Fora do rap, gravou com Lenine e com Alexandre, do Natiruts, na faixa “Quem Planta o Preconceito?”.

Em 2010, lançou o livro A Rima Denuncia, que reúne 48 letras de diferentes fases da carreira. Músicas como “Brasil com P” influenciaram rappers de gerações seguintes, como Renan Inquérito e Fabio Brazza. Em 2024, ele criou a Casa GOG, espaço para atividades musicais e educativas.

Leia também na Rap Growing: A história do rap do DF, de GOG a Froid e a agenda dos estaduais do Duelo de MCs.

Foto: Elza Fiúza / Agência Brasil (CC BY 3.0 BR, via Wikimedia Commons).

Fontes

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