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Música

Criolo no Afropunk Brasil toca “Nó na Orelha” inteiro, com os arranjos originais de 2011

O show de domingo (8), no Parque de Exposições de Salvador, leva as dez faixas do disco na mesma roupagem do lançamento, com direção de Daniel Ganjaman e Marcelo Cabral.

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Criolo e banda no Tiny Desk Brasil dedicado aos 15 anos de Nó na Orelha

Criolo no Afropunk Brasil é o encontro de duas datas: o festival acontece no sábado (7) e no domingo (8), no Parque de Exposições de Salvador, e o rapper sobe ao palco no domingo com um show inteiramente dedicado a “Nó na Orelha”, disco que completa 15 anos.

Não é um apanhado de sucessos com uma faixa ou outra do álbum. A turnê “Nó na Orelha – Quinze Anos” toca as dez músicas do disco na ordem e com os arranjos do lançamento, sob direção artística de Daniel Ganjaman e Marcelo Cabral, a mesma dupla que produziu o álbum em 2011.

Quem toca com Criolo no Afropunk Brasil

O domingo em Salvador reúne Kehlani, Kelela, Gilberto Gil, Gaby Amarantos com o projeto “Rock Doido”, NandaTsunami e o próprio Criolo. O sábado traz Jorja Smith, o trio FLO, Emicida, Lazzo Matumbi, AJULLIACOSTA e Fantasmão. A realização é da IDW Company, e os ingressos seguem à venda pela plataforma da produtora.

Para Gilberto Gil é a segunda passagem pelo festival no Brasil. A edição baiana fecha um ano em que o Afropunk também passou pelo Rio de Janeiro, no Terreirão do Samba, e por Recife, na Universidade Federal de Pernambuco.

O caminho da turnê dos 15 anos

A turnê começou no Coala Festival, em São Paulo. Salvador é a parada seguinte, e depois vem o Festival Psica, em Belém. Para 2027 estão previstas apresentações no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte, em Curitiba e em outras cidades ainda não anunciadas.

No mesmo ciclo, Criolo levou o repertório ao Tiny Desk Brasil, em registro que colocou o disco diante de um público que não estava por perto em 2011.

Por que “Nó na Orelha” aguenta um show inteiro

Lançado em 2011, o álbum tirou Criolo do circuito restrito do rap paulistano e o colocou no centro da conversa sobre música brasileira. Misturou rap com samba, bolero, afrobeat e reggae num momento em que essa combinação não era caminho batido, e emplacou “Não Existe Amor em SP”, “Subirusdoistiozin” e “Bogotá”. A Rolling Stone Brasil o elegeu o melhor álbum nacional daquele ano.

É um disco de dez faixas, curto o bastante para caber num set e coeso o bastante para não cansar quando tocado do começo ao fim. Poucos álbuns de rap brasileiro passam nesse teste. Esse passa, e é por isso que a turnê existe.

Leia também na Rap Growing: Relembre o Disco: “Nó na Orelha”, o álbum em que Criolo levou o rap do Grajaú para o centro da música brasileira e Don L leva banda com sopros, dançarino e um livro de Galeano ao Tiny Desk Brasil.

Foto: Ariela Bueno / Divulgação.

Fontes e créditos

  • Datas, local, line-up dos dois dias e realização: Tenho Mais Discos Que Amigos.
  • Formato do show, direção artística, roteiro da turnê e contexto do disco: Portal Rap Mais.
  • Foto de capa: Ariela Bueno / Divulgação, registro de Criolo e banda no Tiny Desk Brasil com o repertório dos 15 anos de “Nó na Orelha”.

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