A esquerda entrou na primeira semana do segundo turno tentando reorganizar a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva em duas frentes: ampliar a presença nas ruas e recuperar terreno nas redes sociais. A mudança ganhou força depois que Lula terminou o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro e criticou publicamente a organização da própria campanha.
Nos últimos dias, o núcleo de Lula passou a reunir parlamentares jovens, puxadores de voto e lideranças com grande alcance digital. O objetivo declarado é aumentar a mobilização, dialogar com eleitores que se abstiveram e aproximar a campanha de pautas com maior presença entre trabalhadores e jovens.
Campanha busca novas vozes e comunicação mais direta
Reportagens do UOL e da Folha de S.Paulo mostram que nomes como Erika Hilton e Ana Elisa foram chamados para participar da nova fase. Lula também passou a gravar vídeos em formato selfie e a convocar apoiadores a conversar diretamente com eleitores.
A reorganização acontece enquanto a direita amplia alianças partidárias. A Rap Growing mostrou que Romeu Zema e Ronaldo Caiado declararam apoio a Flávio Bolsonaro, movimento que aumentou a pressão para a campanha de Lula reagir politicamente.
Mobilização de rua volta a ganhar peso
Ao mesmo tempo, estudantes e movimentos ligados à esquerda começaram a organizar atos públicos em defesa de Lula, da educação pública, do fim da escala 6×1 e de outras bandeiras sociais. A estratégia combina militância tradicional com redes, influenciadores e artistas.
O segundo turno está marcado para 25 de outubro. A cobertura da Rap Growing acompanha essa reorganização pela conexão com juventude, periferia e cultura, sem tratar a esquerda ou a direita como blocos homogêneos e separando posicionamento político de fato verificado.
Crédito da capa: Folha de S.Paulo / Reprodução.