A corrida presidencial entrou nesta terça-feira, 6 de outubro, em uma fase de alianças públicas. Romeu Zema, do Novo, declarou apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno, enquanto Ronaldo Caiado, do PSD, formalizou nesta terça-feira, em Goiânia, apoio ao candidato do PL.
As duas movimentações têm pesos diferentes. Zema terminou o primeiro turno com 0,27% dos votos válidos, enquanto Caiado recebeu 2,18%. Ainda assim, os apoios ajudam Flávio a construir a imagem de uma frente mais ampla na direita e abrem a disputa pelos eleitores de candidaturas que ficaram fora do segundo turno.
Zema faz a primeira aliança formal da campanha de Flávio
A Folha de S.Paulo registrou que Zema confirmou o apoio na noite de segunda-feira. Durante o primeiro turno, o ex-governador de Minas tentou se apresentar como alternativa tanto ao PT quanto ao bolsonarismo e chegou a criticar Flávio. Depois da votação, mudou de posição e afirmou que votará no candidato do PL contra Lula.
O movimento é mais simbólico do que matemático por causa do tamanho da votação de Zema, mas importa para a narrativa do segundo turno. A campanha de Flávio busca agregar lideranças estaduais e eleitorados conservadores que não estavam formalmente com ele no primeiro turno.
Caiado formaliza apoio em Goiás, apesar da neutralidade do PSD
Caiado confirmou o apoio em ato realizado em Goiânia nesta terça-feira, ao lado de Flávio Bolsonaro, Daniel Vilela e outros aliados. A Folha de S.Paulo registrou que o ex-governador prometeu mobilização em tempo integral no segundo turno.
O detalhe político central é que o PSD decidiu manter neutralidade nacional e liberou filiados para escolherem seus apoios. Assim, a posição de Caiado não equivale a um apoio institucional do partido. A Rap Growing já explicou como Lula e Flávio chegaram ao segundo turno; agora, a disputa passa a incluir a capacidade de cada lado de absorver lideranças e votos das candidaturas derrotadas.