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Cultura Hip-Hop

Santo André seleciona projetos de MCs, DJs, breaking e graffiti para o Mês do Hip-Hop

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Santo André abriu seleção de projetos culturais para a programação do Mês do Hip-Hop, com inscrições até as 18h de segunda-feira, 24 de agosto de 2026. O chamamento mira propostas ligadas às linguagens da cultura hip-hop e será feito pelo portal CulturAZ.

A Prefeitura informou que os projetos devem contemplar, preferencialmente, os quatro pilares do movimento: MC, DJ, breaking e graffiti. A programação selecionada será realizada em outubro, dentro da agenda municipal dedicada à valorização da cultura de rua.

A pauta é urgente porque edital bom também se perde por prazo curto, documento confuso e linguagem difícil. Para artista independente, coletivo de bairro e agente cultural periférico, saber onde clicar e o que preparar pode ser a diferença entre participar ou ficar de fora.

Quem deve olhar para o chamamento

O edital interessa a MCs, DJs, b-boys, b-girls, grafiteiros, produtores, educadores, coletivos e agentes culturais que desenvolvem atividades dentro da cultura hip-hop. A chamada fala em eventos, atividades formativas e ações que fortaleçam a cena local.

O Diário do Grande ABC registrou que as propostas podem envolver workshops, batalhas, saraus, exposições, apresentações artísticas e debates. Ou seja, não é só palco. Formação, troca de saberes e ocupação cultural também entram na conta.

Esse ponto é importante porque o hip-hop não se resume ao show final. A cultura cresce quando existe oficina, roda, muro, treino, discotecagem, debate, batalha e circulação de conhecimento entre gerações.

Hip-hop como política pública

O comunicado da Prefeitura lembra que o hip-hop é reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado de São Paulo pela Lei Estadual nº 498/2021. Na prática, esse reconhecimento precisa virar orçamento, espaço, contratação e continuidade.

Chamamentos como esse não resolvem sozinhos a vida da cena, mas abrem portas. Quando bem executados, ajudam a remunerar artistas, fortalecer coletivos e fazer com que o poder público trate cultura urbana como política, não como favor.

Para Santo André, o desafio é construir uma programação que não capture o hip-hop apenas como decoração institucional. O melhor cenário é aquele em que artistas locais participam de verdade da curadoria, da execução e da memória do projeto.

Como se inscrever

As inscrições devem ser feitas pelo portal CulturAZ, na oportunidade “Mês do Hip Hop de Santo André 2026”. O edital completo e o regulamento ficam disponíveis na própria página da chamada.

Antes de enviar, a Rap Growing recomenda conferir diretamente no regulamento os critérios de participação, documentos exigidos, impedimentos, prazos e canais de dúvida. Não deixe para o último horário: edital costuma travar justamente quando todo mundo tenta mandar no fim.

Serviço: inscrições até 18h de 24 de agosto de 2026, pelo portal CulturAZ Santo André. A programação selecionada está prevista para outubro.

Leia também na Rap Growing: Cultura Hip-Hop e Política.

Fontes consultadas

Imagem de capa: arte oficial do chamamento publicada no CulturAZ Santo André. Crédito: Divulgação/PSA.

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Cultura Hip-Hop

Hennessy Cypher reúne seis MCs e mostra um rap africano que já não cabe numa única cena

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O Hennessy Cypher 2026 junta seis MCs de diferentes territórios e lembra que o rap africano contemporâneo não cabe em uma única prateleira. Gravado em Joanesburgo, o projeto reúne ENNY, Kwesi Arthur, Fena Gitu, Suspect 95, Tenor e Yanga Chief sobre produção de Sarz, conectando Reino Unido/Nigéria, Gana, Quênia, Costa do Marfim, Camarões e África do Sul.

O lançamento saiu em 7 de agosto, mas ganhou fôlego nas últimas semanas com reportagens e entrevistas que ajudam a entender a ambição do projeto. A ideia de cypher é simples: microfone, base, presença e disputa simbólica. Mas, quando a roda atravessa línguas, países e mercados tão distintos, ela passa a funcionar também como mapa.

Um encontro que desmonta atalhos

A cobertura internacional da música africana ainda cai demais no atalho de resumir tudo a afrobeats ou amapiano. O Hennessy Cypher joga contra essa preguiça. ENNY carrega a tradição do rap britânico com consciência diaspórica. Kwesi Arthur chega com a mistura ganense de rua, melodia e hiplife. Fena Gitu leva outra temperatura do Quênia. Suspect 95 e Tenor abrem espaço francófono dentro de uma plataforma que historicamente circulou mais pelo eixo anglófono. Yanga Chief ancora a presença sul-africana com outra noção de identidade local.

A costura de Sarz é importante porque não tenta apagar as diferenças. A base segura todo mundo sem transformar os versos em peça genérica de campanha. O produtor entende que um cypher precisa de continuidade, mas também de atrito. O bom momento acontece quando um sotaque entra depois do outro e o ouvinte percebe que a unidade não vem da uniformidade.

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Marca, cultura e limite

Também é necessário dizer que o projeto é uma plataforma de marca. A Hennessy tem uma relação longa com o hip-hop, mas isso não elimina a lógica publicitária por trás do cypher. O ponto editorial não é fingir neutralidade; é observar o que a campanha permite e o que ela escolhe mostrar. Neste caso, o material funciona porque coloca artistas reais, cenas reais e performances reais no centro, sem transformar a cultura apenas em cenário.

O vídeo dirigido e produzido por Juan Visser/Human Studio em Joanesburgo aposta numa estética limpa, de performance, com os MCs ocupando o espaço sem excesso narrativo. Isso ajuda. Quando a imagem tenta competir demais com a rima, o cypher perde. Aqui, o foco volta para voz, corpo, olhar, alternância de línguas e energia de grupo.

O rap africano como continente, não categoria

A força do Hennessy Cypher 2026 está em sugerir uma escuta mais ampla. Não existe uma cena africana única. Existem cenas nacionais, cenas urbanas, diásporas, mercados linguísticos e trocas que nem sempre passam pelos mesmos centros de validação. Ao colocar esses artistas lado a lado, o projeto oferece uma fotografia incompleta, mas útil, de uma geração que já dialoga com o mundo sem pedir licença para ser traduzida.

Para a Rap Growing, essa é a notícia maior: o rap africano não está chegando agora. Ele está exigindo que o resto do mundo pare de ouvir com legenda cultural pronta.

Leia também na Rap Growing: Os quatro elementos do hip-hop continuam vivos e em transformação e Arquivo de Música.

Fontes consultadas

Imagem de capa: still do vídeo oficial do Hennessy Cypher 2026. Crédito: Reprodução/YouTube – Hennessy.

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Cultura Hip-Hop

MC Soffia lidera Semana do Hip Hop de Marília, que reúne os cinco elementos na pista de skate

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MC Soffia é o nome de maior alcance da Semana do Hip Hop de Marília 2026, marcada para 22 de agosto, das 15h às 23h, na Pista de Skate da Praça São Miguel. O evento gratuito reúne MCs, DJs, breaking, graffiti e conhecimento, retomando a ideia de que hip-hop não é só show: é cultura organizada, ocupação de espaço público e disputa por política permanente.

A programação aparece em um momento importante para o interior paulista. Marília incluiu a Semana do Hip Hop no calendário municipal em 2012, realizou sua primeira edição efetiva em 2019 e agora discute mecanismos de regulamentação, financiamento e participação do movimento na gestão cultural. Esse é o ponto que faz a pauta passar de agenda para notícia.

Os cinco elementos no centro

Quando um evento se propõe a trabalhar MC, DJ, breaking, graffiti e conhecimento, ele assume uma responsabilidade maior do que montar palco. A pista de skate vira território de encontro entre gerações, linguagens e formas de aprendizado. O rap aparece como música, mas também como método de leitura da cidade. O graffiti aparece como estética, mas também como disputa por parede e memória. O breaking ocupa o corpo. O DJ organiza a roda. O conhecimento dá sentido político ao conjunto.

MC Soffia entra nesse contexto como artista que cresceu publicamente dentro do próprio hip-hop. Desde criança, sua trajetória foi associada a autoestima, negritude, infância, juventude e mulheres no rap. Em 2026, já em outra fase artística, ela chega a Marília não como atração isolada, mas como nome capaz de puxar público para uma programação que também precisa valorizar artistas locais.

Interior também produz centro

A cobertura de hip-hop no Brasil costuma concentrar atenção em capitais, especialmente São Paulo e Rio. Mas o movimento sempre se organizou também em cidades médias, bairros afastados, praças, pistas e casas de cultura. Marília representa esse mapa menos óbvio. Quando uma cidade do interior estrutura uma semana dedicada ao hip-hop, ela cria uma memória institucional para uma cultura que muitas vezes só aparece no poder público como problema de ordem urbana.

Esse deslocamento importa. O hip-hop nasceu de ocupação, improviso e comunidade, mas sua continuidade depende de estrutura. Palco, som, oficineiros, segurança, transporte, divulgação e cachê não podem depender eternamente de heroísmo individual. A discussão sobre financiamento permanente e grupo de trabalho paritário aponta justamente para isso: o movimento precisa estar na mesa onde as decisões são tomadas.

Serviço e leitura cultural

A Semana do Hip Hop de Marília acontece no sábado, 22 de agosto, das 15h às 23h, na Pista de Skate da Praça São Miguel. A entrada é gratuita. A orientação editorial aqui é simples: conferir o perfil oficial do evento antes de sair de casa, porque programações públicas podem sofrer ajustes de horário, ordem de shows ou estrutura.

Mais do que uma agenda de fim de semana, a edição de 2026 mostra o hip-hop ocupando política cultural no interior. A presença de MC Soffia ajuda a atrair olhar nacional, mas o valor real da Semana está em conectar artistas, juventude, formação e continuidade. Quando os cinco elementos aparecem juntos, a cultura deixa de ser tratada como entretenimento solto e volta a ser movimento.

Leia também na Rap Growing: Os quatro elementos do hip-hop continuam vivos e em transformação e MC Não é Bandido.

Fontes consultadas

Imagem de capa: fotografia de divulgação de MC Soffia na fase Soffisticada, usada para contextualizar a atração principal da Semana. Crédito: Divulgação/TMDQA!, via Terra.

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Cultura Hip-Hop

BK celebra 10 anos de Castelos & Ruínas e leva o rap nacional à escala de arena

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BK celebra 10 anos de Castelos & Ruínas e leva o rap nacional à escala de arena
Foto: Divulgação 30e / @youknowmyface, via Catraca Livre

BK abriu 2026 tratando Castelos & Ruínas como aquilo que o disco virou: não só um marco de estreia, mas uma peça de fundação para uma geração do rap nacional. A comemoração oficial dos dez anos tem show marcado para 19 de setembro de 2026, às 19h, no Allianz Parque, atualmente apresentado comercialmente como Nubank Parque, em São Paulo.

O evento aparece no site oficial do projeto como BK 10 Anos Castelos e Ruínas, com realização da 30e em parceria com 11MM e Gigantes e apresentação do Itaú Live. A página também confirma ingressos, setores, abertura de portões e classificação etária, posicionando a apresentação como uma noite de escala rara para um rapper brasileiro em arena.

De álbum de estreia a patrimônio de cena

Lançado em 21 de março de 2016, Castelos & Ruínas foi a porta por onde BK deixou de ser apenas promessa da cena carioca para se tornar uma das vozes centrais do rap brasileiro. Dez anos depois, a celebração mostra como aquele imaginário cresceu junto com o público.

O disco virou referência para uma geração que passou a pensar o rap como álbum, identidade visual, narrativa de carreira e negócio. É nesse ponto que o show de arena ganha peso: a comemoração não é apenas memória, é teste de mercado.

A agenda nacional e o ponto confirmado

O Linktree oficial de BK lista compromissos em 2026 no Rio de Janeiro, Uberlândia, Belo Horizonte, Teresina, Belém, Londrina, São José do Rio Preto e Ribeirão Preto. Isso coloca a celebração em um contexto nacional, embora o evento específico de dez anos de Castelos & Ruínas esteja oficialmente confirmado em São Paulo.

Até o fechamento deste rascunho, não foi encontrada confirmação pública oficial de encerramento no Maracanã. A pauta circula como expectativa possível dentro da conversa sobre grandes shows no Rio, mas o anúncio verificado é o show de 19 de setembro em São Paulo.

O que esse show representa

O rap brasileiro já provou força de streaming, festival, moda e comunidade. O que BK coloca em jogo agora é a capacidade de um álbum de rap nacional sustentar uma experiência de arena com assinatura própria. Para a cultura hip-hop, isso não é pouco: significa vender memória, pertencimento e repertório para além do algoritmo.

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Incorporação oficial: filme BK Monumental – 10 anos de Castelos & Ruínas.
Álbum Castelos & Ruínas no Spotify.

Fontes

Crédito da imagem de capa: Imagem de divulgação: BK 10 Anos Castelos & Ruínas / 30e, via Vem Com A Gente Viagens. Licença/uso: Uso editorial com crédito à fonte. Fonte: vemcomagenteviagens.com.br.

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