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Moda & Streetwear

SPFW começa nesta terça com 24 desfiles e nomes que aproximam moda e cultura urbana

São Paulo Fashion Week acontece entre 13 e 18 de outubro. Veja os principais desfiles, de Herchcovitch a Dendezeiro, e o debate sobre os 30 anos do evento.

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Fachada do Pavilhão das Culturas Brasileiras, no Parque Ibirapuera, local da programação do SPFW N61. Foto de arquivo de 2019.

A SPFW 2026 (São Paulo Fashion Week) começa nesta terça-feira, 13 de outubro, com uma temporada que reúne moda autoral, criadores com forte relação com a cultura urbana e uma discussão sobre o futuro da indústria brasileira. A edição N61 se estende até domingo, 18, e integra as comemorações pelos 30 anos do evento. A programação oficial atual reúne 24 desfiles em diferentes espaços de São Paulo.

Para quem acompanha streetwear, o calendário vai além dos nomes tradicionais das passarelas. Dendezeiro, Santa Resistência, Normando, Cria Costura e Uó por Marcelo Sommer aparecem em uma programação que conecta identidade, território e diferentes modos de usar a roupa para contar histórias. A edição também abre espaço para artesanato e experimentação, com marcas como Catarina Mina e Ammi.

De Herchcovitch a Dendezeiro: o calendário mistura gerações e linguagens

Na terça-feira, a abertura fica por conta de Herchcovitch;Alexandre, às 11h, com apresentação externa, enquanto Forca desfila às 19h30. Na quarta-feira, 14, o calendário inclui Marina Bitu, À La Garçonne, Mercado Livre, Martins e Artemisi. A quinta reúne Catarina Mina, Sou de Algodão com Ronaldo Fraga, Dario Mittmann e João Pimenta.

O recorte mais próximo do streetwear ganha força na sexta e no sábado. Santa Resistência desfila na sexta-feira, 16, às 15h. No sábado, 17, aparecem Normando, às 17h, Cria Costura, às 19h, e Dendezeiro, às 20h30, em sequência que merece atenção por aproximar moda e repertórios culturais brasileiros. No domingo, Foz, Ammi e Apartamento 03 encerram a semana.

A programação indicada foi compilada antes do início do evento e deve ser conferida com a organização antes de cada desfile. O calendário pode sofrer alterações; a organização diferencia os eventos externos, geralmente voltados a convidados, das apresentações realizadas nas salas do Pavilhão das Culturas Brasileiras, no Parque Ibirapuera.

Menos desfiles e mais cobrança por identidade na edição de 30 anos

Além dos nomes na passarela, a semana de moda chega em uma fase de reorganização. Reportagem publicada pela Folha de S.Paulo em 12 de outubro apontou que a edição passou de uma previsão anterior de 38 para 24 desfiles e discutiu o esforço para tornar o modelo financeiramente sustentável. O texto também aborda o debate sobre diversidade racial na programação e as mudanças no espaço dado a novos talentos.

A redução numérica não encerra a discussão sobre representatividade. Para uma publicação dedicada a rap e cultura urbana, interessa observar quem conquista visibilidade, que territórios aparecem nas coleções e como narrativas periféricas e afro-brasileiras circulam no ambiente mais institucional da moda. O risco é a passarela absorver símbolos culturais sem que seus criadores participem do reconhecimento e dos negócios gerados por eles.

O evento também oferece um cenário diferente daquele das coleções apresentadas isoladamente. Gustavo Silvestre, por exemplo, optou por realizar seu primeiro desfile independente em 7 de outubro, fora da agenda oficial, segundo atualização publicada pela ELLE Brasil. A escolha ajuda a mostrar que o fortalecimento da moda autoral pode acontecer tanto dentro quanto fora do calendário central.

A aproximação entre moda autoral e cultura urbana não está restrita à semana de moda: a estreia da Carnan nas passarelas, em setembro, já mostrava como marcas de streetwear brasileiras vêm buscando formatos próprios de apresentação.

Para a Rap Growing, os próximos dias serão oportunidade de acompanhar as peças no corpo dos modelos, o desenho das coleções, os materiais, o trabalho de bastidores e o vínculo dos estilistas com a rua, em vez de apenas listar marcas. A cobertura será atualizada conforme desfiles realmente acontecerem, sem antecipar coleções ou resultados que ainda não foram apresentados.

Imagem de capa: Pavilhão das Culturas Brasileiras, no Parque Ibirapuera, em registro de 2019. Foto: Paul R. Burley / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0. Recorte horizontal para capa. Fonte: Wikimedia Commons. Licença da imagem e adaptação: CC BY-SA 4.0. Imagem de arquivo, não retrata os desfiles de 2026.

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