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Cultura Hip-Hop

Thiaguinho leva “Bem Black” a São Paulo e conecta pagode, soul, R&B, jazz e afrobeat

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Thiaguinho, artista da turnê Bem Black

Thiaguinho apresenta “Bem Black” no Espaço Unimed, em São Paulo, neste sábado, 3 de outubro, com início previsto para 22h. O projeto aproxima o pagode de referências do soul, R&B, jazz e afrobeat e coloca a música preta brasileira como fio condutor de um repertório que atravessa diferentes fases da carreira do cantor.

O show chega à capital paulista depois de meses de circulação pelo país e mistura músicas da carreira solo, lembranças do Exaltasamba, releituras e faixas do projeto “Bem Black”. Mais do que uma troca de arranjos, a proposta é explicitar as conexões históricas e sonoras entre o pagode e outras expressões da black music.

Bem Black coloca ancestralidade no centro do palco

O Espaço Unimed informa abertura da casa às 20h e início do show às 22h. A apresentação inclui músicas conhecidas, como “Olhos Coloridos”, e trabalhos mais recentes, como “Pensamentos Intrusivos”.

Em entrevista à Billboard Brasil, Thiaguinho definiu o projeto a partir da ideia de que o pagode também é música preta. A afirmação orienta um espetáculo que não trata soul, jazz, R&B e afrobeat como adereços, mas como partes de uma conversa musical que atravessa gerações.

Show em São Paulo abre uma sequência intensa de outubro

A apresentação no Espaço Unimed inaugura uma agenda de outubro que leva Thiaguinho a diferentes cidades brasileiras. O projeto “Bem Black” também funciona como extensão de um trabalho fonográfico construído em atos e com participações que reforçam a ligação do cantor com outras vozes da música preta.

A escolha de São Paulo para uma apresentação dedicada ao projeto amplia a leitura cultural do show. A cidade recebe, na mesma semana, diferentes lançamentos e eventos ligados à música negra brasileira. Na Rap Growing, essa linha também aparece em conteúdos como a chegada de “Música Preta Brasileira”, de Sandra de Sá, ao vinil, outro trabalho que ajuda a organizar memória, repertório e identidade sem separar gêneros que historicamente sempre dialogaram.

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