Connect with us

Música

6 artistas internacionais que conhecemos através da Groover — e você precisa ouvir agora

Published

on

Rap Growing x Groover: curadoria direta do underground global para o seu fone

A Groover conecta artistas independentes do mundo todo com curadores e veículos como a Rap Growing. A cada rodada de envios, ouvimos, analisamos e destacamos quem está entregando identidade, técnica e visão de carreira. Abaixo estão seis faixas que passaram pelo nosso crivo — com os pontos fortes e os próximos passos de cada artista.

LOFTY — “Cloud 9”

O som: UK Drill de manual: 808s deslizantes, hi-hats cortantes e atmosfera sombria. Flow seguro, entrega direta e mix equilibrada entre voz e instrumental.
Por que entrou: o gênero está em alta globalmente e Lofty compreende a cadência e o “bounce” do drill.
Próximo passo: em um cenário muito saturado, é hora de lapidar a persona e a presença digital — hooks mais marcantes, variação de flow em momentos-chave e conteúdo forte nas redes para fixar a assinatura artística.

PAGS — “Generational Flex”

O som: trap consistente; apesar da referência citada ao J. Cole, o timbre e a entrega lembram mais a escola “old” do French Montana.
Por que entrou: profissionalismo. O Spotify do artista funciona como um verdadeiro marketplace, integrando música e merchandise — visão de carreira.
Próximo passo: seguir lançando singles com storytelling mais afiado e buscar texturas de beat e flows que diferenciem a estética no mar de lançamentos.

HZPROD — “War Within (Radio Edit)”

O som: dark trap enxuto (1:38), 808s que batem sem engolir a voz e um refrão no padrão “nível alto”. Storytelling de quem “sangra pelas rimas”.
Por que entrou: timing perfeito para streaming e rádio. A decisão de lançar uma Radio Edit mostra inteligência de mercado (playlists, rádio e até sync).
Próximo passo: manter a fórmula: duração cirúrgica + hook forte + narrativa objetiva, ampliando a estratégia de distribuição visual e social.

DUHON — “Money Is The Motive”

O som: boom bap bem alinhado, com flow corrido e um refrão que entra na hora certa. Punchlines e trocadilhos (tipo o “Back 2 Back” de Shaq e Kobe) dão carisma ao texto.
Por que entrou: execução sólida no microfone e construção clássica que agrada quem curte rap de mensagem.
Próximo passo: no mercado atual dominado por vertentes do trap, a divulgação precisa ser constante: redes ativas, conexão com o público além da música e narrativa autoral.

KICK 5000 — “Spray”

O som: trap certeiro, com flow e timbre combinando com a base; subgrave bem conduzido e estruturas que mantêm a audição presa.
Por que entrou: trabalho inteligente fora do estúdio: redes sólidas e estratégia consistente (mesmo tendo faltado cadastrar esses links diretos na Groover — tivemos que buscar externamente).
Próximo passo: alinhar brand e distribuição em todos os canais (incluindo o perfil da Groover) e explorar feats e subestéticas do trap para ampliar alcance.

AKAKALMA — “La Vuelta”

O som: boom bap raiz, rimas líricas e bem colocadas. Clipe de cenário único com muita tenacidade — prova de que, com visão, dá para entregar autenticidade sem perder força.
Por que entrou: fidelidade à estética e à mensagem; performance segura e identitária.
Próximo passo: evitar destacar números pequenos nas descrições (ex.: “39k views em Reels”, “+400 seguidores”). Isso pode limitar a percepção de valor no mercado. Foque no produto artístico e na narrativa.

A parceria Rap Growing x Groover segue mapeando vozes que valem sua atenção — com feedbacks honestos, olhar técnico e foco em carreira. Quer aparecer por aqui? Aperta o play, capricha no envio e conta sua história.

Música

Batalha do Santa Cruz completa 20 anos e reafirma seu papel como berço do freestyle no Brasil

Published

on

Em fevereiro de 2026, a Batalha do Santa Cruz completa 20 anos de história. O que começou como uma roda cultural na calçada, em frente à estação Santa Cruz do metrô, virou um dos pontos mais importantes do freestyle no Brasil — não só pela técnica, mas pelo impacto real que gerou em gerações de jovens que encontraram ali pertencimento, disciplina e voz.

A batalha nasceu em 2006, impulsionada pela Afrika Kidz Crew, inspirada no modelo carioca da Batalha do Real. E desde então, criou um padrão que atravessou a cidade: encontro semanal, formato direto, público colado, e a rua como palco.

Como tudo começou: Afrika Kidz Crew, a calçada e o freestyle

A idealização da Afrika Kidz Crew surgiu da necessidade de criar arte e construir um espaço vivo de cultura. Em 2006, o coletivo promoveu a primeira roda cultural em frente ao Colégio Marista Arquidiocesano, na região da estação Santa Cruz (Linha Azul), e dali nasceu a Batalha do Santa Cruz — que viraria referência nacional nos anos seguintes.

“A Batalha do Santa Cruz é um divisor de águas na cena do rap paulista. Em 2006, o freestyle começou a pipocar em Sampa (…) acompanhávamos a cena do Rio de Janeiro e a Batalha do Real e pensamos: ‘Por que não temos algo assim em São Paulo?’”— Flow MC (depoimento em entrevista)

De R$ 1,00 por inscrição a uma vitrine cultural

No primeiro ano, a inscrição chegou a ser simbólica (R$ 1,00), e o campeão levava o valor arrecadado. Pouco tempo depois, a lógica mudou: a batalha passou a incentivar arrecadações culturais e apoio a produção musical independente — livros, discos, instrumentais e conexões com estúdios. A ideia era simples: quem vence também cresce.

“Calçada Sagrada”: regra, respeito e sobrevivência

Além de revelar talentos, a Santa Cruz ficou conhecida por moldar postura. Muita gente que colou adolescente fala que “aprendeu a viver” ali: conviver, respeitar, segurar a onda, ganhar e perder sem destruir o outro.

As regras sempre foram claras: nada de drogas, nada de álcool, nada de atacar família, nada de preconceito. Quem passa do limite é punido. O recado é um só: batalha é verbal — e a rua tem lei.

Os MCs que passaram pela Santa Cruz

Por duas décadas, a batalha serviu como primeiro palco pra uma lista grande de nomes. Ela entrou na memória do rap por ser vitrine e “campo de prova”. Tem registros de época apontando a Santa Cruz como espaço que revelou MCs como Emicida, além de circular nomes como Projota e Rashid, entre outros — cada um em seu momento, com sua caminhada.

A própria produção acadêmica sobre o tema reforça a centralidade da Santa Cruz como prática cultural e social em São Paulo, analisando sua dinâmica e o impacto do freestyle como ritual urbano.

O legado: quando a rua vira referência

O mais forte é que a Santa Cruz não ficou só nela. O modelo semanal e o peso cultural inspiraram outras batalhas e rodas pelo país, ajudando a espalhar a lógica do freestyle como disciplina, esporte mental e expressão social.

Serviço e como acompanhar

Se você já colou, você sabe: ali tem história. Se você nunca foi, é um dos poucos lugares onde você vê o rap acontecer sem filtro, olho no olho, e com regra de respeito.

Links úteis:


Leia também na Rap Growing

RAP GROWING — CULTURA EM MOVIMENTO

Continue Reading

Música

Sotam amplia universo do “smooth funk” em “Até o Próximo Carnaval, Vol. 3”

Published

on

Projeto une funk, R&B e Neo Soul e reúne participações femininas em um EP que celebra encontros, despedidas e relações da folia.

O cantor e compositor Sotam lançou o EP “Até o Próximo Carnaval, Vol. 3”, dando sequência ao universo sonoro que vem construindo nos últimos anos. Composto por oito faixas, o projeto reúne elementos do funk, R&B e Neo Soul, reforçando o estilo que o artista batizou de “smooth funk”.

As músicas abordam encontros, desencontros e relações que surgem durante o período do Carnaval, traduzindo em som as emoções, os excessos e as conexões típicas da folia. O EP já está disponível nas plataformas digitais e conta com participações de Budah, Vivi, Triz, Carla Sol, Yngrid, Olívia, Nathi, Rob, entre outros nomes.

Consolidação do “smooth funk”

Em “Até o Próximo Carnaval, Vol. 3”, Sotam aprofunda a proposta sonora iniciada em projetos anteriores, misturando timbres orgânicos, grooves envolventes e melodias suaves ao ritmo do funk. A ideia é criar uma atmosfera que dialogue tanto com a pista quanto com momentos mais introspectivos.

O artista já vinha colhendo resultados expressivos com esse formato. Com a faixa “Sem Pausa” e o EP “Até o Próximo Carnaval, Vol. 2”, Sotam ultrapassou a marca de 50 milhões de reproduções nas plataformas digitais. :contentReference[oaicite:3]{index=3}

Visão artística

“A gente percebeu que o público gostou muito da sonoridade que a gente construiu. Eu queria trazer um pouco da minha cara para o funk e chegamos nessa mistura com o R&B e o Neo Soul.”

“Tenho certeza que quem curtiu as outras edições vai gostar ainda mais dessa nova versão.”

As declarações refletem o cuidado de Sotam em construir uma identidade própria dentro do funk, sem abrir mão da musicalidade e da emoção.

Força feminina nas colaborações

Um dos destaques do projeto está na escolha das participações. Sotam priorizou vozes femininas para enriquecer as narrativas e ampliar as perspectivas presentes nas músicas. Entre elas estão Budah, Vivi e Triz, nomes em ascensão e já consolidados na cena.

“São artistas que admiro e que contribuíram muito para a construção do projeto.”

“A gente percebeu a necessidade de contar essas histórias com mais presenças femininas, falando de situações que todo mundo passa.”

Segundo o artista, a proposta é trabalhar relações de forma menos óbvia, explorando sentimentos universais, independentemente de gênero.

Produção e construção sonora

A parte musical também teve papel central no desenvolvimento do EP. Produtores como Rob, Phyre, Tap e JOK3R assinam as faixas, ajudando a traduzir a proposta do “smooth funk” em arranjos mais orgânicos e refinados.

“Eles conseguiram traduzir essa sonoridade, trazendo elementos orgânicos que deixaram o trabalho ainda mais completo.”

A união entre composição, produção e conceito garante ao projeto uma identidade consistente do início ao fim.

Momento de alta na carreira

Em 2026, Sotam segue em fase de crescimento. No ano anterior, o artista entrou nos charts do Spotify no Brasil e na Europa com a música “Foi Assim”, que chegou ao Top 10 Viral no país e ao Top 25 em Portugal.

A canção integra o projeto “Fique o Tempo Que Precisar”, ao lado das faixas “2h30” e “Giz”, reforçando a versatilidade do artista entre o rap, o funk e as sonoridades melódicas.

Tracklist — “Até o Próximo Carnaval, Vol. 3”

  • 1. Obrigado Boêmia
  • 2. Bloco dos Apaixonados (feat. Carla Sol)
  • 3. Domingo de Verão (feat. Triz)
  • 4. Cura (feat. Yngrid)
  • 5. Biquíni (feat. Olívia)
  • 6. Faz Parte (feat. Vivi)
  • 7. Nosso Carnaval (feat. Budah)
  • 8. Depois do Meio Dia (feat. Nathi)

Com “Até o Próximo Carnaval, Vol. 3”, Sotam consolida seu espaço como um dos principais nomes da nova geração do rap e do funk nacional, apostando em identidade, sensibilidade e conexão direta com o público.

RAP GROWING — CULTURA EM MOVIMENTO

Continue Reading

Música

Dressa levou “Efeito Borboleta” ao palco do CAOS e marcou fase histórica da carreira em Campinas

Published

on

A cantora Dressa viveu uma noite especial na última sexta-feira (23/1), ao apresentar, no CAOS, em Campinas (SP), o show inédito do álbum “Efeito Borboleta”. A performance marcou a estreia oficial do projeto nos palcos e consolidou um dos momentos mais importantes de sua trajetória solo.

O evento também contou com apresentação de MC PH e reuniu um público que acompanhou de perto a força estética, musical e emocional do novo capítulo da artista no rap nacional.

Uma apresentação intensa, madura e cheia de identidade

No palco, Dressa transformou “Efeito Borboleta” em experiência. Mais do que reproduzir o álbum ao vivo, a artista construiu uma narrativa, conectando música, presença e emoção em uma apresentação que mostrou maturidade, domínio vocal e leitura de público.

Ao longo do show, ficou evidente o cuidado com arranjos, transições e clima. A artista conseguiu transportar para o palco as duas faces do disco: a crua e a sensível, a intensa e a introspectiva, a urbana e a emocional.

“Efeito Borboleta” como obra central da noite

Lançado em dezembro, “Efeito Borboleta” é o primeiro álbum solo da carreira de Dressa e foi o grande protagonista da apresentação. Com 15 faixas, o projeto é dividido em duas narrativas complementares.

A primeira parte aborda sobrevivência e reconstrução, com forte presença do trap e do funk, criando atmosferas densas, de conflito e vivência real. Já a segunda parte apresenta uma Dressa mais sensível, consciente e introspectiva, incorporando elementos do R&B e texturas melódicas.

Essa dualidade foi traduzida com precisão no show, reforçando a força conceitual do disco também no formato ao vivo.

Produção refinada e time de peso

O álbum contou com realização da Capital Entertainment e direção criativa assinada por C.Z, reunindo um time de produtores que contribuiu diretamente para o impacto do projeto.

Participaram da construção sonora nomes como Pedro Lotto, Portugal no Beat, Caio Passos, Wey, Gustah, C.Z, Duani e RalphTheKid, responsáveis por uma paleta musical que equilibra potência e sensibilidade sem perder a essência da rua.

Participações que ampliaram a versatilidade

As colaborações do disco também foram refletidas no clima da apresentação. As faixas com participações reforçaram a versatilidade da artista e seu trânsito por diferentes universos da música urbana.

O projeto reúne nomes consolidados como MC Tuto, MC GP, Azzy e Cynthia Luz, além de talentos emergentes como Franco The Sir, DU’L e ZAM, ampliando o alcance artístico do álbum.

MC PH e DJs completaram a noite

A programação também contou com o show de MC PH, um dos nomes mais potentes do funk atual. Com repertório recheado de hits, o artista entregou uma apresentação intensa, direta e conectada com o público.

Os DJs BRUQ, MOUSE e THURZZZ completaram a line-up, mantendo a energia da casa ao longo de toda a noite.

Um marco na trajetória solo de Dressa

A estreia de “Efeito Borboleta” nos palcos deixou claro que Dressa vive um momento de consolidação artística. O show no CAOS simbolizou autonomia criativa, amadurecimento estético e domínio de narrativa.

Mais do que um lançamento bem-sucedido, a apresentação representou a afirmação de uma artista que encontrou sua voz, sua estética e seu espaço dentro da música urbana brasileira.


Leia também na Rap Growing

Fontes

  • Material enviado à redação (assessoria/press release).

RAP GROWING — CULTURA EM MOVIMENTO

Continue Reading

Trending

RAP GROWING © 2025. Todos os direitos reservados