Connect with us

Música

Kayode e 808 Luke lançam “HELENA”: um diálogo entre rap, memórias e dinheiro

Published

on

Com nove faixas, o projeto reflete a relação do artista com o dinheiro, o aprendizado herdado da avó Helena e o desafio de se manter sustentável dentro da indústria musical.

O conceito do EP

No EP “HELENA”, Kayode propõe um mergulho em suas memórias pessoais e familiares para discutir sua relação com o dinheiro e como sobreviver na engrenagem da indústria musical. O trabalho, feito em parceria com o produtor 808 Luke, reúne nove faixas — oito delas inéditas — e estreia nas plataformas digitais nesta sexta-feira (26/9).

A inspiração veio da avó do artista, dona Helena, que sempre o incentivou a transformar sua paixão em sustento. A partir dessas lembranças, o rapper constrói uma narrativa que mistura lirismo, crítica social e maturidade pessoal.

“Já tem um tempo que venho pensando sobre educação financeira e por muito tempo minha avó dizia que toda essa minha cantoria, todas essas rimas, essas ideias que eu sempre gostei desde pivete, não valeriam de nada se isso não me trouxesse dinheiro, saca?”— Kayode

“Durante uma cota achei que minha avó não gostava de rap. E não, o que ela tava falando era real. Por mais idealista que eu seja, a realidade não é essa, tá ligado? A realidade é um capitalismo brutal e a gente precisa sobreviver dentro disso. Então eu trago essa reflexão para dentro do EP, onde eu narro essa epifania de entender que ela sempre esteve certa e pensar tudo o que ela precisou passar para ter essa visão.”— Kayode

Construção sonora

Musicalmente, Kayode e 808 Luke buscaram referências que dialogassem com a América Latina, incorporando refrões repetitivos que soam como mantras. O projeto traz texturas brasileiras, passando por influências do samba nas baterias, o uso de instrumentos orgânicos como o saxofone e diferentes cadências em cada flow. O resultado é um EP que reafirma a versatilidade do rapper e a qualidade artística do underground.

“De tempos em tempos o debate de que ‘precisa-se dar atenção para o underground’ volta na cena mainstream. E a verdade é que continuamos aqui, fazendo o nosso e trazendo entregas artísticas de alta qualidade.”— Kayode

Participações e colaborações

O projeto ainda conta com participações de artistas como Victor Xamã, Minixtra, GVS, Furia, DJ MichaCNR, Lucas Bin e Nuria. As colaborações surgiram de forma natural, fruto da afinidade entre os artistas.

“São artistas que admiro e que temos uma afinidade muito grande de trabalho, então tudo fluiu da melhor forma possível.”— Kayode

Um ano de grandes movimentos

2025 tem sido um ano intenso para Kayode. Em maio, o artista lançou “Nuvens & Ovelhas Negras (NON)”, junto a Iky Castilho, trazendo uma mensagem de resistência e acolhimento sonoro para quem, muitas vezes, se sente excluído. Agora, com “HELENA”, ele mostra outra faceta de sua arte, explorando temas diferentes e ampliando seu alcance criativo.

“O interessante é que ‘NON’ e ‘HELENA’ são projetos com temas completamente distintos, justamente para mostrar que podemos falar sobre diversos assuntos na nossa arte.”— Kayode

Visual e impacto

Antes mesmo do lançamento do EP, Kayode apresentou o clipe da faixa Fé nas Crianças, dirigido por ele próprio. O audiovisual reúne cenas cotidianas de seu bairro e reforça a identidade do artista, mostrando que seu trabalho vai além do estúdio e mantém vínculo direto com sua comunidade. O videoclipe já está disponível em seu canal no YouTube.

Confira também: https://rapgrowing.com/pedro-qualy-lanca-papo-de-progresso-sua-primeira-faixa-100-solo/

Categoria: Lançamentos • Tags: Kayode, 808 Luke, HELENA, rap nacional, underground, música independente

Música

Molina transforma o desafio de fazer rap em cidade pequena em combustível para sua caminhada

Published

on

Nascido e criado em Serra Negra, no interior de São Paulo, o artista de 24 anos fala sobre a falta de cultura hip hop em sua cidade, a rotina como garçom e os próximos passos de sua carreira musical.

João Victor Molina da Cunha, mais conhecido como Molina, tem 24 anos e nasceu em Serra Negra, cidade do interior de São Paulo, na região de Campinas. Com pouco mais de 30 mil habitantes, o município carrega aquele clima de cidade pequena, onde quase todo mundo se conhece e onde a cultura urbana ainda não ocupa o mesmo espaço que aparece nos grandes centros.

Para Molina, esse é justamente um dos maiores desafios da sua caminhada. Fazer rap longe dos polos tradicionais, em um lugar onde a cena hip hop ainda não está estruturada, significa começar praticamente do zero. Sem uma cultura forte de rap, skate, grafite ou movimentos underground ao redor, o artista precisa criar o próprio caminho enquanto tenta fazer sua música chegar além das fronteiras da cidade.

“Aqui a gente não tem tanto essa cultura do hip hop, não tem essa cultura do rap, do skate, do grafite, essa cultura mais underground, essa cultura de rua.”

A realidade de Serra Negra ajuda a entender o peso da trajetória de Molina. Em uma cidade pequena, viver de música não é apenas uma escolha artística, mas uma tentativa de furar um bloqueio geográfico, cultural e estrutural. Ainda assim, ele deixa claro que esse é um desafio que está disposto a encarar.

Entre o trabalho de garçom e o sonho da música

Enquanto tenta construir sua carreira, Molina mantém uma rotina pesada. Para conseguir lançar suas músicas, pagar estúdio e seguir tentando realizar o sonho, ele trabalha como garçom em dois lugares, de manhã e de noite. A música entra nos espaços que sobram: nas folgas, nos intervalos possíveis, nos momentos em que ele consegue compor e ir para o estúdio.

Essa parte da história talvez explique muito sobre o tipo de artista que Molina está tentando se tornar. Não existe estrutura pronta, não existe conforto, não existe caminho facilitado. Existe trabalho, vontade e uma tentativa diária de fazer a música caber dentro de uma vida que ainda cobra conta, horário e sobrevivência.

“Por enquanto, pra poder lançar as minhas músicas, pra poder tentar realizar meu sonho, eu tô trabalhando de garçom em dois lugares, de manhã e de noite. Na minha folga, eu pego pra compor, pra poder ir pro estúdio.”

Essa vivência coloca Molina em um lugar comum a muitos artistas independentes brasileiros: o de alguém que ainda precisa sustentar a própria caminhada antes que a música consiga sustentar sua vida. É um processo lento, mas também é onde muita identidade se forma.

O começo durante a pandemia

A relação de Molina com a música ganhou força no começo de 2020, durante a pandemia. Ele já tocava violão antes, mas ainda carregava certa vergonha de se expor. Foi nesse período, entre março e abril, que decidiu começar a gravar vídeos para o Instagram, fazendo covers e marcando os artistas que interpretava.

A resposta foi maior do que ele esperava. Pessoas começaram a gostar dos vídeos, alguns cantores curtiram, comentaram, compartilharam e chegaram a entrar em contato. Aos poucos, aquilo que começou como uma tentativa tímida de se mostrar virou uma porta de entrada para conexões, amizades com produtores, cantores e uma rede que ajudou Molina a enxergar a música como algo mais sério.

O que antes parecia apenas um teste virou paixão. E depois virou plano.

A primeira ida para São Paulo e uma experiência marcante

Em dezembro de 2022, logo depois do Natal, Molina foi para São Paulo gravar sua primeira música. A ideia inicial era registrar a faixa sozinho, mas o que aconteceu no estúdio acabou se tornando uma das experiências mais marcantes da sua trajetória até aqui.

Durante a gravação, um artista que Molina já ouvia há bastante tempo apareceu no estúdio. Segundo ele, era um cantor e compositor que estava em alta na época e que ainda hoje segue como um nome forte. Depois de ouvir parte da música, o artista perguntou se poderia entrar na faixa.

“O cara olhou pra mim e falou: ‘Mano, posso pular nessa música aí contigo? Posso pular nessa bala?’ E aí eu fiquei: caramba, esse cara gostou do meu trampo.”

A música ainda não foi lançada, mas Molina afirma que o feat está guardado e deve sair este ano. Para um artista gravando a primeira faixa, ver alguém que ele admirava querendo participar do som foi um sinal importante de que havia algo ali para ser desenvolvido.

Mais do que uma colaboração, aquele momento funcionou como confirmação. Molina entendeu que sua música podia alcançar pessoas fora do seu círculo, fora da sua cidade e fora da realidade onde tudo parecia pequeno demais para comportar um sonho grande.

Fazer rap onde quase não existe cena

O caso de Molina chama atenção justamente por não seguir a narrativa comum do artista que nasce dentro de uma cena já movimentada. Serra Negra não aparece como um polo natural de rap, nem como um território onde a cultura hip hop esteja presente em cada esquina. Isso faz com que sua caminhada tenha outro tipo de dificuldade.

Em cidades maiores, o artista muitas vezes encontra batalhas, estúdios, festas, produtores, fotógrafos, videomakers, outros MCs e público interessado em cultura urbana. Em uma cidade pequena, essa estrutura nem sempre existe. Às vezes, o primeiro passo é convencer as pessoas de que aquilo também pode nascer ali.

Molina parece entender esse lugar. Sua história ainda está no começo, mas já carrega um elemento importante: a vontade de representar uma realidade onde o rap não chega pronto. Ele precisa ser construído.

Os próximos passos

Depois daquela primeira experiência em São Paulo, Molina seguiu trabalhando em novas músicas e tentando organizar os próximos movimentos da carreira. O feat gravado ainda está guardado, mas deve ser lançado este ano, funcionando como um dos passos mais importantes para apresentar seu trabalho a um público maior.

O desafio agora é transformar intenção em presença. Molina tem história, tem origem, tem uma rotina real e tem um contraste forte entre a cidade pequena e a ambição musical. Esses elementos podem virar parte central da sua identidade artística, principalmente se ele conseguir mostrar mais do processo, da vida em Serra Negra, das dificuldades e da construção por trás das músicas.

Para um artista independente, principalmente vindo de um lugar onde a cultura hip hop ainda não é forte, a música precisa caminhar junto com narrativa. O público precisa entender quem é Molina, de onde ele vem, por que ele faz rap e o que está em jogo quando ele fala em viver de música.

No fim, a história de Molina é sobre começar longe dos grandes centros e ainda assim insistir. É sobre trabalhar de manhã e de noite, compor na folga, sair do interior para gravar em São Paulo e tentar transformar um sonho em carreira mesmo quando o ambiente ao redor ainda não parece preparado para isso.

Ser de Serra Negra pode parecer limite. Mas, para Molina, talvez seja justamente o ponto de partida que torna sua caminhada diferente.

RAP GROWING – CULTURA EM MOVIMENTO.

Continue Reading

Música

Lezin transforma clima de Copa e Dia dos Namorados em trilha romântica no EP “Amor de Copa”

Published

on

Artista revelação da Papatunes, o baiano aposta em um projeto de quatro faixas que usa o futebol como metáfora para falar de paixão, encontros, saudade e relações que chegam como decisão nos minutos finais.

Lezin chega com uma proposta que conversa direto com o momento do calendário e com o imaginário popular brasileiro. Em “Amor de Copa”, o artista revelação da Papatunes mistura futebol, romance e clima de Dia dos Namorados para construir um EP de quatro faixas sobre relações intensas, encontros que mexem com a cabeça e sentimentos que parecem carregar a mesma tensão de uma final.

www.Baiano e apontado como um dos nomes promissores do rap nacional dentro da nova fase da Papatunes, Lezin já soma mais de 176 mil ouvintes mensais e ganhou destaque com “Jay Jay”, parceria com Jotapê e Papatinho que ultrapassou a marca de 2 milhões de streams nas plataformas digitais. Agora, com “Amor de Copa”, ele tenta ampliar essa conexão com o público em um projeto mais conceitual, romântico e pensado para uma semana em que futebol e paixão ocupam o mesmo espaço.

A ideia do EP parte de uma comparação simples, mas forte: algumas relações são raras como Copa do Mundo. Chegam depois de muita expectativa, movimentam tudo ao redor, fazem o coração acelerar e deixam saudade antes mesmo de terminar. O amor tratado por Lezin não aparece como algo calmo ou previsível, mas como jogo grande, daqueles em que qualquer lance pode mudar tudo.

Futebol como linguagem de amor

O grande acerto de “Amor de Copa” está em usar o futebol sem transformar o projeto em algo literal demais. A bola entra como metáfora emocional. O frio na barriga antes do encontro vira pré-jogo. A saudade vira prorrogação. A intensidade de uma relação vira gol nos acréscimos. O amor raro vira torneio que só aparece de tempos em tempos.

Essa escolha ajuda Lezin a criar uma narrativa popular sem perder a estética urbana. O EP não fala apenas para quem acompanha futebol, mas para qualquer pessoa que entende a sensação de viver uma relação que chega bagunçando tudo, como se fosse impossível assistir de fora. É música romântica com vocabulário de arquibancada, mas sem abandonar o groove, a melodia e a linguagem do rap atual.

Em um cenário onde muitos lançamentos disputam atenção com frases prontas de romance, Lezin tenta construir uma imagem mais brasileira e mais identificável. No país em que futebol e amor quase sempre viram drama, festa, superstição e memória, “Amor de Copa” encontra um território natural.

“Nutella” com MD Chefe é a faixa foco

A faixa foco do projeto é “Nutella”, parceria com MD Chefe. A música mistura groove, romantismo e sentimento para traduzir uma conexão que é leve e intensa ao mesmo tempo. A presença de MD Chefe também amplia o alcance do lançamento, já que o artista carioca construiu uma identidade forte dentro do rap nacional ao misturar sofisticação, moda, lifestyle e hits de grande circulação.

Dentro do conceito do EP, “Nutella” funciona como aquele momento em que o jogo deixa de ser apenas estratégia e vira emoção. A faixa carrega uma atmosfera mais afetiva, com clima de conquista, desejo e aproximação, reforçando a ideia de que “Amor de Copa” não é apenas um projeto temático, mas uma tentativa de transformar romance em narrativa musical.

Ao colocar MD Chefe nessa faixa, Lezin também aproxima mundos. De um lado, um artista em ascensão buscando consolidar sua assinatura. Do outro, um nome que já ocupa espaço importante na música urbana brasileira e que sabe trabalhar uma estética de elegância, desejo e presença. O resultado aponta para uma faixa pensada para circular tanto nas playlists românticas quanto no consumo de trap e rap melódico.

Papatinho e o peso da Papatunes

O projeto conta com produção de Papatinho, um dos produtores mais influentes da música urbana brasileira. A presença dele é um ponto importante para entender a ambição de “Amor de Copa”. Papatinho construiu uma carreira marcada por versatilidade, trânsito entre rap, pop, funk, pagode e colaborações com grandes artistas, além de ser um nome associado à expansão da música urbana para públicos cada vez maiores.

Dentro da Papatunes, Lezin aparece como parte de uma geração que chega com outro tipo de desafio: transformar potencial em identidade. Não basta lançar música boa. É preciso criar conceito, imagem, narrativa e conexão. “Amor de Copa” tenta cumprir esse papel ao apresentar um projeto com começo, clima e proposta clara.

A ligação com Papatinho também ajuda a posicionar Lezin em uma prateleira de desenvolvimento artístico. Não se trata apenas de lançar uma música solta no meio da semana. O EP chega embalado por uma ideia, com produção forte e uma leitura de mercado que entende a força das datas, das playlists e dos símbolos populares.

Um amor que aparece de quatro em quatro anos

O conceito de “Amor de Copa” parte da ideia de um amor raro e inesquecível. Assim como o torneio mais aguardado do mundo, que acontece apenas a cada quatro anos, o projeto fala sobre relações que chegam carregadas de expectativa, provocam ansiedade, movimentam a rotina e ficam marcadas na memória.

Essa comparação funciona porque tira o romance do lugar comum. O amor não é tratado apenas como declaração bonita, mas como acontecimento. Existe tensão, imprevisibilidade, euforia e também a possibilidade de frustração. É o tipo de sentimento que parece decisão: pode virar festa, pode virar trauma, mas dificilmente passa despercebido.

Ao usar esse imaginário, Lezin encontra uma forma de falar sobre paixão com uma estética jovem e popular. O EP conversa com quem vive relacionamento como campeonato emocional, onde cada mensagem, silêncio, encontro e despedida parece ter peso de lance decisivo.

Lezin mira playlists e construção de público

O lançamento também se conecta com playlists como Novidades da Semana, Dose Trap e Lovezin, o que mostra uma estratégia clara de posicionamento. “Amor de Copa” não quer ficar preso apenas ao público do rap mais duro. A proposta é circular entre música urbana, romance, trap melódico e consumo afetivo, alcançando ouvintes que buscam trilha para relacionamento, flerte, saudade e clima de casal.

Para um artista em fase de crescimento, esse tipo de direção é importante. Lezin não aparece apenas tentando viralizar uma faixa, mas tentando associar seu nome a um sentimento e a um momento específico. Em vez de disputar atenção de forma genérica, ele entra em campo com um conceito fácil de entender e forte o suficiente para virar conversa.

“Amor de Copa” mostra um artista que entende a importância de transformar música em universo. A Copa entra como símbolo, o Dia dos Namorados como timing, Papatinho como assinatura de produção, MD Chefe como conexão de peso e Lezin como nome tentando ocupar espaço próprio dentro da nova música urbana brasileira.

No fim, o EP funciona como uma leitura romântica do futebol e uma leitura competitiva do amor. Porque tem relação que chega como fase de grupos, mas tem relação que chega como final de Copa. E Lezin parece interessado justamente nesse tipo de sentimento raro, imprevisível e difícil de esquecer.

RAP GROWING – CULTURA EM MOVIMENTO.

Continue Reading

Música

KayBlack faz história com “Contradições” e ultrapassa 1 bilhão de streams no Spotify

Published

on

KayBlack faz história com “Contradições” e ultrapassa 1 bilhão de streams no Spotify

Projeto lançado em 2023 se torna o primeiro EP de trap brasileiro a alcançar a marca na plataforma, reforçando a força de KayBlack como um dos maiores nomes da música urbana nacional.

KayBlack acaba de alcançar um dos maiores feitos de sua carreira. O EP “Contradições” ultrapassou a marca de 1 bilhão de streams no Spotify, consolidando o projeto como um marco dentro do trap brasileiro. Lançado em 2023, o trabalho reúne apenas sete faixas, mas conseguiu atingir um número que, até então, era reservado a álbuns do gênero no país.

Com esse resultado, “Contradições” se torna o primeiro EP de trap brasileiro a chegar a 1 bilhão de streams no Spotify. O feito não chama atenção apenas pelo tamanho do número, mas pela forma como o projeto se manteve vivo no consumo do público mesmo dois anos após o lançamento.

Em uma era em que muitos lançamentos explodem rápido e desaparecem com a mesma velocidade, “Contradições” seguiu gerando desempenho, conversa e replay. O EP não dependeu apenas do impacto inicial. Ele atravessou o tempo, manteve relevância e continuou acumulando números fortes nas plataformas digitais.

Um projeto curto com impacto gigante

O desempenho de “Contradições” mostra a força de um projeto enxuto quando ele consegue criar conexão real com o público. Desde o lançamento, todas as faixas do EP entraram no Top 100 das músicas mais ouvidas do Brasil, demonstrando que KayBlack não entregou apenas uma música forte, mas um trabalho inteiro com capacidade de circular em massa.

Entre as faixas do projeto, três já ultrapassaram 200 milhões de streams nas plataformas digitais, consolidando o EP como um dos trabalhos mais bem-sucedidos da carreira do artista. Além disso, mesmo sem o lançamento de videoclipes oficiais para as faixas, “Contradições” soma mais de 271 milhões de visualizações no YouTube, ampliando ainda mais o alcance do projeto.

Esse detalhe importa porque mostra que o impacto do EP não ficou preso a uma estratégia visual tradicional. A força veio da música, da identificação, da voz de KayBlack e da forma como o público abraçou as faixas no dia a dia.

A força de KayBlack no trap nacional

KayBlack vem se consolidando como um dos nomes mais fortes da música urbana brasileira justamente por ocupar um espaço muito próprio. Sua música conversa com o trap, mas também carrega melodias, vivência, romance, conflito, ambição e vulnerabilidade. É uma fórmula que não soa apenas como tendência, mas como assinatura.

Em “Contradições”, essa identidade aparece de forma direta. O projeto trabalha com a tensão entre desejo e consequência, luxo e vazio, conquista e perda, sentimento e postura. O próprio título resume uma parte importante da estética do artista: KayBlack canta sobre extremos, sobre querer vencer sem fingir que o caminho é limpo, leve ou simples.

Esse tipo de narrativa ajuda a explicar por que o EP continuou performando mesmo depois do primeiro ciclo de lançamento. O público não consumiu “Contradições” apenas como novidade. Consumiu como trilha de fase, de relacionamento, de superação e de identificação.

Números que mostram longevidade

O impacto do EP continua crescendo de forma consistente. Segundo o material de divulgação, somente na última semana, “Contradições” registrou 2,8 milhões de streams no Spotify, mostrando que o trabalho ainda possui presença forte no consumo digital.

Esse dado reforça um ponto importante: não se trata apenas de um projeto que acumulou número no passado. “Contradições” segue sendo ouvido, compartilhado e revisitado. Em um mercado cada vez mais acelerado, onde a atenção do público se dispersa rapidamente, manter esse volume de consumo dois anos depois do lançamento é sinal de força real.

O marco também reafirma KayBlack como um dos principais nomes da cena urbana brasileira e destaca a capacidade do trap nacional de alcançar grandes audiências a partir de projetos compactos, mas com alto poder de conexão emocional.

Um marco para o trap brasileiro

O bilhão de streams de “Contradições” não representa apenas uma vitória individual de KayBlack. É também um marco para o trap brasileiro, que há anos vem deixando de ser tratado como movimento de nicho para ocupar o centro do consumo musical no país.

O feito mostra que um EP de trap nacional pode competir em escala, manter longevidade e construir números históricos sem precisar seguir a lógica tradicional de grandes álbuns. Em sete faixas, KayBlack conseguiu entregar um projeto que virou referência de desempenho, identificação e permanência.

Com “Contradições”, KayBlack não apenas ultrapassa uma marca bilionária. Ele reforça seu lugar entre os artistas que ajudaram a transformar o trap em uma das principais linguagens populares do Brasil.

RAP GROWING – CULTURA EM MOVIMENTO.

Continue Reading

Trending

RAP GROWING © 2025. Todos os direitos reservados