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Música

Neto Síntese, fala para a Rap Growing sobre o retorno do grupo, a perda de Leonardo Irian e os novos passos

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Em entrevista recente à Rap Growing, o rapper abre o coração sobre luto, recomeço e a fase atual do Síntese — uma caminhada que renasce após a partida de Leonardo Irian e ganha novo fôlego com o ciclo de “Flor de Maio”.

O retorno do Síntese e o recomeço após “Flor de Maio”

A nova etapa do Síntese nasce de um processo de cura artística e espiritual. Nas redes, Neto vem marcando esse ciclo com publicações e falas sobre o impacto de “Flor de Maio”, projeto que, três meses após o lançamento, ele descreve como uma forma de permanecer vivo e são — um rito de passagem para a reconstrução.

Em uma entrevista recente destacada por veículos e perfis musicais, o rapper compartilhou sua travessia pessoal e a busca por sentido num momento de recomeço. O tom é honesto: trata-se de retomar a caminhada com o peso da história e a responsabilidade com a própria arte.

Não é a primeira metamorfose do grupo. Formado em 2010 por Gestério “Neto” e Leonardo Irian, em São José dos Campos, o Síntese já atravessou fases intensas, do impacto de Sem Cortesia (2012) à expansão com Trilha Para o Desencanto da Ilusão, Vol. 1: AMEM (2016). Essa memória de rupturas e viradas dá lastro à volta: mais que “começar de novo”, é continuar com propósito.

Leonardo Irian: a ausência que guia a presença

O eixo emocional dessa fase é o luto por Leonardo Irian, parceiro de fundação do Síntese, falecido no fim de 2024. A notícia comoveu a cena e segue ecoando na obra e nas falas de Neto, que tem prestado tributos constantes ao amigo — incluindo registros com versos inéditos e publicações rememorando sua importância.

Matérias recentes sublinham como “Flor de Maio” organiza esse luto em forma de canção: “o disco começa com a morte do Léo e termina na morte do meu pai”, relatou Neto, numa síntese do atravessamento íntimo que molda o álbum e, por consequência, o novo olhar do projeto.

Antes do álbum, o grupo já havia sinalizado essa homenagem com o single “Luzes”, descrito por Neto como uma “love song existencial” e apresentado como tributo à memória e à alegria de Léo — um gesto de afeto que prepara o terreno para o reerguimento. :contentReference[oaicite:5]{index=5}

Próximos passos: novos projetos e uma fé que move

Na entrevista, Neto indica que a retomada envolve não só o repertório recente, mas também uma reorganização da vida ao redor da música — turnos de estúdio, shows e uma presença mais ativa em diálogo com o público. O fio condutor continua sendo a espiritualidade e a coerência poética, marcas que diferenciam o Síntese desde a origem.

O plano artístico mira continuidade: o ciclo de “Flor de Maio” segue vivo, enquanto novas ideias são maturadas para palco e próximas faixas. O recomeço se assenta na irmandade com colaboradores antigos e novos, na mesma ética de trabalho que transformou dor em linguagem — e linguagem em encontro.

Mais do que “voltar”, o Síntese aponta para permanecer: acolher a ausência de Léo como presença orientadora, honrar a história e mover a cena com obras que equilibram brutalidade do real e busca espiritual. É sobre vida e legado — hoje e adiante. :

https://www.instagram.com/p/DN9ENDMD3ZN

Categoria: Entrevistas • Tags: Síntese, Neto, Leonardo Irian, Flor de Maio, entrevista, rap nacional

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Música

DENNIS, Beéle e L7NNON lançam “Loco Contigo” e conectam Brasil e Colômbia em nova colaboração

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Focus keyword: Loco Contigo Dennis Beéle L7NNON

Se é para ficar louco, que seja “Loco Contigo”. O DJ e produtor DENNIS se une ao cantor colombiano Beéle e ao rapper L7NNON em uma colaboração que atravessa fronteiras e conecta Brasil e Colômbia em uma mesma vibração musical. A faixa chega às plataformas digitais nesta quinta-feira, 8 de janeiro, às 21h.

“Loco Contigo” fala sobre a intensidade de uma paixão que ignora limites geográficos e linguísticos. Entre encontros marcados por desejo, química e liberdade, a música passeia por cenários que vão de Ibiza ao Rio de Janeiro, traduzindo o sentimento de estar completamente envolvido por alguém.

A mistura de português e espanhol na letra reforça o clima sensual e dançante da faixa, onde o funk brasileiro dialoga diretamente com a música latina, criando uma sonoridade pensada tanto para a pista quanto para o sentimento.

DENNIS e a expansão do funk brasileiro

“Essa música representa muito pra mim. Conseguimos conectar Brasil e Colômbia de um jeito muito natural e o resultado ficou incrível. Trabalhar com o Beéle e o L7NNON foi demais, cada um trouxe sua identidade, e o resultado é uma faixa feita para dançar e para sentir. Estou muito feliz em continuar levando o funk para fora do país e mostrando a força e poder do nosso som”, afirma DENNIS.

Um dos principais nomes do funk brasileiro, DENNIS faz parte de um movimento que vem ampliando a presença do gênero no cenário internacional. Nos últimos anos, o produtor tem fortalecido essa expansão por meio de colaborações estratégicas com artistas de diferentes países e estilos.

Entre seus trabalhos de maior alcance internacional está o remix de “Tá OK”, originalmente lançado com MC Kevin o Chris, que ganhou versões com Karol G e Maluma. Além disso, DENNIS já colaborou com nomes como Emilia Mernes, em “Motinha 2.0 Remix”, e Kenia OS, em “BATE”.

Uma ponte entre cenas e culturas

“Loco Contigo” surge como mais um capítulo dessa trajetória, reafirmando o compromisso de DENNIS com a globalização do funk e com a criação de pontes entre diferentes cenas musicais. Ao lado de Beéle e L7NNON, o produtor entrega uma faixa que traduz conexão, movimento e intensidade — marcas claras desse novo momento da música urbana latino-americana.

“Loco Contigo” já está disponível em todas as plataformas digitais.

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Misturando trap e R&B, Trem Caro se inspira em paixão à primeira vista no single “Primeira Vez”

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Por Rap Growing

O artista Trem Caro acaba de lançar a faixa “Primeira Vez”, oitavo registro do projeto Studio Rec, iniciativa da gravadora 1Kilo voltada à apresentação de novos nomes da música urbana brasileira. O som já está disponível nas plataformas digitais e também no YouTube.

Misturando trap e R&B, “Primeira Vez” aposta em uma atmosfera intimista e envolvente para retratar a intensidade da paixão à primeira vista. A faixa trabalha desejo, conexão emocional e aquele instante em que alguém passa a ocupar completamente os pensamentos, tudo conduzido por um groove melódico e sensível.

Paixão, desejo e entrega emocional

Liricamente, Trem Caro constrói imagens diretas e sentimentais, explorando o impacto de um encontro marcante. Em versos como “Uma obra de arte bem na minha frente / E eu me impressionei” e “Queria que fosse eterno o tempo contigo”, o artista traduz a idealização do amor imediato, enquanto reforça a entrega emocional presente na narrativa.

Outros trechos, como “Um diamante difícil de encontrar / Na sua onda eu vou sempre surfar”, ajudam a consolidar o clima romântico da faixa, equilibrando melodia, flow e sentimento de forma natural.

Trem Caro e a construção de identidade

Natural de São Gonçalo (RJ), Trem Caro vem se destacando pela versatilidade e pela forma orgânica com que transita entre trap e R&B. Seu som equilibra vivências urbanas com uma estética moderna e sensível, apostando mais na atmosfera e na emoção do que em fórmulas prontas.

Em “Primeira Vez”, essa identidade aparece com clareza: um artista que trabalha melodia, intensidade e narrativa sem perder o foco na conexão com quem escuta.

Studio Rec e novos talentos da cena urbana

“Primeira Vez” é o oitavo lançamento do projeto Studio Rec, que já apresentou nomes como Harley MC, Zekk, Novato MC, Guimacê, Frajadx, Dayle e Madu. A iniciativa reforça a proposta da 1Kilo de criar um espaço autoral, visualmente marcante e voltado à experimentação dentro da música urbana brasileira.

Com esse novo capítulo, Trem Caro se soma ao projeto trazendo sua própria leitura de trap e R&B, reforçando a diversidade sonora que marca o Studio Rec.

Onde ouvir

“Primeira Vez” já está disponível em todas as plataformas digitais e no YouTube.

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Do ponto cego do Sudeste: Kivush sai das batalhas do Espírito Santo e dá o primeiro passo na música

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Por Rap Growing

Nem todo artista nasce com holofote. Alguns vêm do silêncio, da margem, do ponto cego. É desse lugar que surge Kivush, nome que começa a circular fora do Espírito Santo após anos de vivência nas batalhas de rima de Marataízes (ES).

Longe dos grandes centros e fora dos radares tradicionais da indústria, o rapper construiu sua base no freestyle, no improviso e no contato direto com a rua. Agora, ele dá seu primeiro passo oficial na música, transformando vivência em registro.

Das batalhas para o estúdio

A trajetória de Kivush começa como a de muitos MCs do underground: microfone aberto, roda de rima e disputa verbal. As batalhas capixabas foram escola, treino e teste de resistência. Ali, o artista aprendeu timing, presença e, principalmente, a sustentar a própria voz.

O Espírito Santo, muitas vezes esquecido no mapa do rap nacional, é parte central da identidade do artista. Não como bandeira de marketing, mas como vivência real.

Primeiro lançamento, sem pressa e sem fantasia

Kivush acaba de lançar sua primeira música nas plataformas digitais. Sem discurso grandioso, sem personagem inflado. O foco está em aprender o jogo, entender o processo e construir passo a passo.

É o começo de uma caminhada que ainda está longe de qualquer glamour — e o próprio artista sabe disso.

Influências do freestyle e respeito às raízes

Inspirado por nomes históricos do freestyle brasileiro, como César — considerado por muitos o maior MC de improviso da história do país — e por Noventa, outra referência capixaba, Kivush carrega essa escola na forma de escrever e se posicionar.

Não se trata de copiar estilo, mas de herdar postura: falar o que vive, sustentar o que diz e não pular etapas.

Trabalho, estrada e vontade

De olho na própria evolução, o artista já vem fazendo viagens frequentes a São Paulo, buscando imersão, contato com outros ambientes e crescimento artístico. Não como atalho, mas como aprendizado.

Para 2026, Kivush planeja lançar uma mixtape e um álbum, projetos que ainda estão em desenvolvimento e que devem refletir exatamente esse momento: alguém que está chegando para trabalhar, não para posar.

“Se depender de força de vontade, isso eu tenho de sobra.”

Underground em movimento

Kivush não surge como fenômeno, nem como promessa fabricada. Ele aparece como aquilo que realmente é: um artista em início de trajetória, vindo de fora do eixo, com disposição para errar, aprender e insistir.

No rap, nem todo caminho é rápido. Alguns são longos — e começam assim.

RAP GROWING — CULTURA EM MOVIMENTO

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