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Música

Duds MDB leva sua experiência de mais de 2 mil produções para uma nova fase no Porto

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Produtor musical brasileiro, engenheiro de áudio e graduado em Produção Fonográfica pela Universidade Anhembi Morumbi Eduardo Lopes vive em Portugal e atende artistas do Brasil e da Europa com produção de beats, gravação, mixagem, masterização e desenvolvimento artístico.

O produtor musical brasileiro Duds MDB, nome artístico de Eduardo Lopes, está vivendo uma nova fase da carreira no Porto, em Portugal. Natural do Guarujá, no litoral de São Paulo, ele construiu sua trajetória dentro da música independente passando por praticamente todos os lados da cena: foi artista, integrou grupo, fundou estúdio, produziu eventos, desenvolveu talentos e hoje acumula participação em mais de 2.000 produções musicais.

Agora, morando na Europa, Duds quer ampliar essa ponte entre Brasil e Portugal. A proposta é simples e direta: usar toda a bagagem acumulada no rap, trap, funk e música urbana para atender artistas que buscam um som profissional, mesmo à distância. Seja para criar um beat do zero, gravar, mixar, masterizar ou organizar melhor a direção sonora de um projeto, o trabalho dele passa a mirar uma nova geração de artistas independentes que não quer mais lançar música com cara de demo.

Do Guarujá para a produção musical

A história de Duds MDB começa no Guarujá, onde o primeiro contato com a música veio pela cultura hip-hop, pelas batalhas, pelos grupos independentes e pela vivência de rua que moldou boa parte da sua visão artística. Antes de assumir o papel de produtor, ele viveu a experiência de ser artista. Essa fase foi importante porque fez Duds entender, na prática, os problemas que muitos músicos enfrentam quando estão começando: falta de estrutura, orçamento curto, pouca orientação profissional e dificuldade para transformar ideia em produto final.

Essa vivência virou uma vantagem no estúdio. Duds não trabalha apenas como alguém que aperta botões, grava voz e exporta arquivo. Ele entende o lado emocional e criativo de quem está do outro lado do microfone. Sabe quando o artista precisa de direção, quando precisa de confiança, quando precisa ajustar a entrega e quando a música precisa de mais do que técnica para funcionar.

A passagem pela Monduba Crew também foi uma escola importante. O grupo ajudou a consolidar sua presença dentro da cena underground paulista e colocou Duds em contato com lançamento, videoclipe, palco, comunicação, público e construção de marca. Essa experiência como artista aparece até hoje na forma como ele conduz projetos dentro do estúdio.

Mais de 2.000 produções e uma visão completa de estúdio

Com o passar dos anos, Duds MDB transformou a experiência prática em formação técnica. Ele estudou Produção Fonográfica na Universidade Anhembi Morumbi e aprofundou conhecimentos em gravação profissional, produção musical, mixagem, masterização, captação de áudio, acústica e gestão de projetos musicais.

Foi dessa combinação entre vivência artística e conhecimento técnico que nasceu o Estúdio MDB, criado com a ideia de oferecer aos artistas independentes acesso a gravações profissionais, orientação de verdade e um processo mais próximo da realidade de quem está tentando crescer sem depender de grandes estruturas.

Ao longo da caminhada, Duds participou de mais de 2.000 músicas, passando por rap, trap, funk, R&B, música urbana e outros gêneros ligados à cena independente. Cada produção representa uma história diferente, um artista diferente e uma necessidade diferente. Essa é uma parte importante do diferencial dele: entender que nem todo som pede o mesmo tratamento.

A nova fase em Portugal

Nos últimos anos, Duds MDB se estabeleceu no Porto, em Portugal, abrindo um novo capítulo na carreira. A mudança não significa deixar o Brasil para trás. Pelo contrário. Ela cria uma ponte natural entre dois mercados que falam a mesma língua, mas vivem momentos e movimentos culturais diferentes.

Hoje, Duds continua atendendo artistas brasileiros e passa a se conectar cada vez mais com a cena portuguesa. Essa posição permite que ele trabalhe com músicos que estão no Brasil, em Portugal ou em qualquer outro lugar, mantendo um processo online de produção, mixagem e masterização que encurta a distância entre artista e estúdio.

Essa fase também ganha força com a chegada de Duds à Danceplanet, estúdio no Porto onde ele passa a atuar dentro de uma estrutura profissional voltada para gravação, produção musical e desenvolvimento de projetos. Para um produtor que veio da cena independente e construiu seu nome resolvendo problemas reais de artistas, entrar em uma estrutura desse nível representa mais do que uma mudança de endereço. É um salto de ambiente, operação e possibilidade.

Na prática, isso significa que Duds agora une duas coisas que muitos artistas procuram: a mentalidade de quem veio do underground e entende a urgência da cena, com a estrutura de um estúdio profissional na Europa capaz de entregar qualidade técnica, direção e acabamento competitivo.

Produção de beats, mixagem e masterização online

O foco desta nova etapa é claro: atender artistas que querem elevar o nível do som. Duds MDB oferece serviços de produção musical, criação de beats, gravação, mixagem, masterização e desenvolvimento artístico, tanto para quem está começando quanto para quem já lança música e precisa de um acabamento mais profissional.

Para artistas brasileiros, a distância deixou de ser problema. O processo pode ser feito online, com envio de vozes, referências, instrumentais e orientações. A partir disso, Duds trabalha no tratamento da música, equilibrando voz, beat, impacto, clareza, pressão sonora e identidade.

Esse tipo de serviço é cada vez mais importante no mercado atual. Hoje, o público escuta uma faixa independente na mesma playlist em que escuta artistas gigantes. Se a música não chega com qualidade, ela perde força antes mesmo de ser julgada pelo conteúdo. Uma boa mix e uma boa master não transformam uma música ruim em hit, mas podem fazer uma boa ideia finalmente soar como deveria.

Mais do que técnico, um produtor que entende artista

O diferencial de Duds MDB está em não tratar produção musical como um serviço frio. A experiência como artista, integrante de grupo, produtor de eventos e fundador de estúdio fez com que ele desenvolvesse uma visão mais completa sobre carreira.

Para muitos MCs, rappers e cantores independentes, o problema não está só na qualidade do áudio. Está na falta de direção. Às vezes o beat não conversa com a voz. Às vezes a música tem potencial, mas a interpretação está tímida. Às vezes a mix está limpa, mas sem impacto. Às vezes o artista tem várias ideias, mas não sabe qual caminho seguir.

É nesse ponto que a experiência de Duds pesa. Ele consegue atuar como produtor musical, engenheiro de áudio e orientador criativo, ajudando o artista a encontrar uma sonoridade mais forte sem apagar sua identidade.

Uma ponte entre Brasil e Portugal

A presença de Duds no Porto coloca seu trabalho em uma posição estratégica. De um lado, ele carrega a vivência da música urbana brasileira, com passagem pelo rap independente, pelo estúdio, pela produção de artistas e pela construção de projetos culturais. Do outro, está inserido em uma nova realidade europeia, com acesso a estruturas, artistas e possibilidades que ampliam o alcance do seu trabalho.

Essa ponte entre Brasil e Portugal é um dos pontos mais interessantes da sua fase atual. Em vez de vender apenas um serviço de mixagem ou produção de beat, Duds oferece uma conexão entre cenas, referências e formas diferentes de pensar música em língua portuguesa.

Para quem está no Brasil, trabalhar com um produtor brasileiro baseado na Europa pode ser uma forma de acessar outra visão sem perder a linguagem da rua, do rap, do trap e da música urbana nacional. Para quem está em Portugal, Duds chega com uma bagagem forte da cena independente brasileira e experiência em centenas de projetos reais.

Quer elevar o nível do seu som?

Se você é MC, rapper, cantor, compositor ou artista independente e quer transformar suas ideias em músicas prontas para competir nas plataformas, Duds MDB está atendendo projetos de forma presencial no Porto e também online para artistas do Brasil e de outros países.

Os serviços incluem produção de beat, gravação, mixagem, masterização e desenvolvimento artístico. A ideia é ajudar o artista a sair do áudio cru e chegar em uma música com corpo, clareza, impacto e identidade.

Entre em contato com Duds MDB:

Site: dudsmdb.com.br
Portugal: +351 913 676 806
Brasil: +55 11 99599-5490
Email: estudiomonduba@gmail.com

Mais do que produzir músicas, Duds MDB vem construindo uma ponte entre artistas, ideias e mercados. Do Guarujá ao Porto, sua trajetória mostra que a música independente pode ganhar alcance quando encontra técnica, vivência e uma direção certa.

RAP GROWING – CULTURA EM MOVIMENTO.

Música

MC Hariel fortalece parceria com Projeto Legado em Paraisópolis e conecta “A Vida É Um Freestyle” à educação

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Artista amplia o alcance de seu novo projeto ao se aproximar de uma iniciativa que trabalha educação, empreendedorismo e geração de oportunidades dentro da comunidade.

MC Hariel segue levando o conceito de A Vida É Um Freestyle para além da música. Em seu momento mais maduro como artista, o funkeiro fortalece sua conexão com o Projeto Legado, em Paraisópolis, em uma ação voltada para educação, empreendedorismo e construção de oportunidades para crianças, jovens e famílias da comunidade.

A parceria reforça uma ideia que sempre esteve presente na caminhada de Hariel: música também pode ser ferramenta de transformação social. O artista, que construiu sua trajetória a partir da quebrada e se tornou uma das vozes mais importantes do funk paulista, usa sua visibilidade para aproximar o público de iniciativas que atuam diretamente na base, onde o impacto acontece de verdade.

O que é o Projeto Legado

Criado a partir das necessidades reais de Paraisópolis, o Projeto Legado tem como missão transformar vidas por meio do conhecimento. A iniciativa atua com foco em educação de qualidade, capacitação profissional, incentivo ao empreendedorismo e ações que fortalecem o protagonismo da população local.

Na prática, o projeto funciona como uma ponte entre oportunidade e território. Em uma comunidade onde muitos talentos nascem longe das estruturas tradicionais de acesso, iniciativas como o Legado ajudam a criar caminhos para que crianças, jovens e famílias possam enxergar novas possibilidades de futuro.

A ação também destaca o trabalho de Renata, Eduardo e Daniel, responsáveis pela condução do Projeto Legado e pela construção de um espaço que vem gerando oportunidades dentro de Paraisópolis.

Hariel, legado e responsabilidade

A parceria conversa diretamente com os pilares de “A Vida É Um Freestyle”, projeto em que Hariel reflete sobre trajetória, responsabilidade, amadurecimento e impacto. Mais do que um título, a frase carrega uma leitura sobre a própria vida do artista: improvisar, cair, levantar, aprender, se adaptar e seguir criando caminho mesmo quando nada vem pronto.

Dentro desse contexto, a aproximação com o Projeto Legado ganha um peso maior. Não se trata apenas de uma visita institucional ou de uma ação pontual. É uma forma de conectar o discurso do álbum com uma prática concreta, aproximando música, cultura e educação dentro de um território periférico.

Hariel entende que sua imagem ultrapassa o entretenimento. Para muitos jovens, ele representa alguém que saiu de uma realidade parecida, construiu nome, manteve identidade e hoje consegue abrir espaço para debates maiores. Quando essa visibilidade é usada para fortalecer um projeto educacional, o impacto deixa de estar apenas no palco e passa a tocar diretamente a comunidade.

Educação como caminho de transformação

A ação em Paraisópolis reforça uma mensagem importante: a periferia não precisa apenas de visibilidade, precisa de estrutura, formação e oportunidade. O talento existe. A vontade existe. O que muitas vezes falta é acesso.

Ao se aproximar do Projeto Legado, Hariel ajuda a ampliar o alcance de uma iniciativa que trabalha justamente nesse ponto. Educação, capacitação e empreendedorismo não aparecem como palavras bonitas de campanha, mas como ferramentas reais para que jovens possam construir outras possibilidades de vida.

Essa conexão entre artista e projeto social mostra como a cultura urbana pode atuar em diferentes frentes. O funk, o rap e outras expressões periféricas sempre foram formas de contar a realidade. Mas também podem ser portas para transformar essa realidade, especialmente quando artistas usam sua força para colocar luz em quem já está trabalhando no território.

Visita acontece em Paraisópolis

A visita de MC Hariel ao Projeto Legado aconteceu no dia 30 de junho, às 14h, em Paraisópolis. O encontro marcou mais um capítulo de uma trajetória em que música, comunidade e impacto social caminham lado a lado.

Para Hariel, a ação amplia a mensagem de “A Vida É Um Freestyle”. Para o Projeto Legado, representa a chance de levar ainda mais atenção para um trabalho que nasce dentro da comunidade e mira diretamente o futuro de quem vive ali.

No fim, a parceria reforça algo que a cultura de rua sempre soube: legado não se constrói apenas com números, hits ou reconhecimento. Legado também se constrói quando alguém volta o olhar para a base e ajuda outras pessoas a enxergarem caminhos possíveis.

Instagram do Projeto Legado: instagram.com/legado_paraisopolis

RAP GROWING – CULTURA EM MOVIMENTO.

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Música

FB lança “Coisas Que Eu Nunca Te Contei”, seu primeiro EP, misturando trap, love song e afrobeat

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Projeto marca o capítulo mais ambicioso da carreira do artista carioca, reunindo seis faixas que transitam entre vulnerabilidade, vivência de rua e melodias afetivas.

FB apresenta seu primeiro EP, Coisas Que Eu Nunca Te Contei, um projeto de seis faixas que coloca o artista em uma nova fase da sua caminhada. Com lançamento em 20 de junho de 2026, o trabalho chega às plataformas digitais pela VibeDistro e aposta em uma sonoridade que costura a batida do trap com a melodia das love songs e um balanço afrobeat que dá identidade ao projeto.

O EP carrega uma proposta direta: mostrar um FB mais aberto, mais melódico e mais disposto a transformar sentimento em música sem perder a postura. A faixa foco, “Coisas Que Eu Nunca Te Contei”, dá nome ao projeto e resume bem o tom dessa fase, trazendo um artista que quer falar de amor, desejo, ausência e entrega, mas dentro de uma estética urbana, jovem e conectada com a rua.

O carioca aparece em um som fora do óbvio, entre a pegada das ruas e a vulnerabilidade de quem canta sobre afeto sem tentar parecer intocável. É um projeto que não se apoia apenas em refrão ou estética, mas em uma tentativa clara de criar atmosfera, identidade e continuidade para a carreira.

Um capítulo afetivo dentro do trap

“Coisas Que Eu Nunca Te Contei” é apresentado como um capítulo afetivo do trap, e essa definição ajuda a entender o centro do projeto. FB não tenta abandonar a energia da rua, mas escolhe olhar para outro lado da própria narrativa: o lado da saudade, da vontade, da dúvida e das conversas que talvez nunca tenham sido ditas em voz alta.

Ao longo das seis faixas, o artista explora um caminho que mistura melodia e vivência. A sonoridade passa pelo trap, pela love song e pelo afrobeat, criando uma ponte entre batidas mais urbanas e uma construção emocional mais acessível. O resultado é um EP curto, com 19 minutos, pensado para ser direto, mas ainda assim construir um universo próprio.

Essa escolha também mostra uma leitura interessante de mercado. Em vez de apostar em um projeto longo demais para o momento atual, FB entrega uma obra compacta, com faixas que podem circular de forma individual, mas que juntas ajudam a apresentar melhor sua identidade artística.

Seis faixas e uma identidade em construção

A tracklist de “Coisas Que Eu Nunca Te Contei” reúne seis músicas. A abertura fica com a faixa-título, seguida por “Quantas Noites”, “Tenta Me Esquecer” com participação de pt na voz, “Fica À Vontade” com Yanzinn, “Te Encontrar” com Yorii mc e Caoxz, e “Noite De Prazer” com Guim og.

O projeto também reforça uma ideia importante para a fase atual de FB: colaboração. As participações ajudam a ampliar o clima do EP, trazendo outras vozes para dentro de uma obra que gira em torno de sentimento, encontro, desejo e memória.

Na ficha técnica, o projeto traz produção de EoJottaPê e Rogério Jr., enquanto o beat de “Te Encontrar” é assinado por Portugal No Beat. Esses nomes ajudam a dar acabamento ao trabalho e sustentam a proposta de um EP com estética mais lapidada, sem perder o DNA de rua.

Quem é FB

FB descobriu a música ainda criança, fazendo canções para a mãe. O talento foi reconhecido primeiro pelos amigos, e esse incentivo inicial foi suficiente para fazer o artista correr atrás do sonho.

Direto do Rio de Janeiro, FB vem construindo seu nome na cena urbana com uma sequência de singles como “Bandida”, “Todo Vagabundo Tem Sua Dama” e “Porsche Nova”. Agora, com “Coisas Que Eu Nunca Te Contei”, ele apresenta seu primeiro EP e o trabalho mais ambicioso da carreira até aqui.

O projeto chega como uma tentativa de consolidar uma identidade mais completa para o artista. FB não aparece apenas como alguém lançando músicas soltas, mas como um nome tentando organizar estética, capa, conceito, colaborações e sonoridade dentro de um mesmo universo.

Entre postura e vulnerabilidade

O ponto mais interessante de “Coisas Que Eu Nunca Te Contei” está na tensão entre postura e vulnerabilidade. O EP fala de sentimentos, mas não se afasta da estética urbana. Fala de amor, mas não tenta soar ingênuo. Fala de desejo, mas mantém a linguagem de quem vem de uma vivência real.

Essa mistura é uma das marcas mais fortes da música urbana atual. Cada vez mais, artistas do trap e do rap melódico encontram espaço para falar de afeto sem abandonar a identidade de rua. FB entra nesse caminho com um projeto que entende essa virada e tenta construir sua própria assinatura dentro dela.

A capa e a direção visual do press kit também reforçam essa atmosfera: tons escuros, estética cinematográfica, imagens com clima de bastidor e uma paleta que mistura peso, introspecção e destaque em dourado. Visualmente, o EP se apresenta como um trabalho mais maduro e mais pensado do que um lançamento comum.

Um primeiro EP com ambição de fase nova

Por ser o primeiro EP de FB, “Coisas Que Eu Nunca Te Contei” tem um peso especial. O projeto funciona como cartão de apresentação para uma fase mais organizada da carreira, colocando o artista em um lugar de maior intenção artística.

São seis faixas, 19 minutos e uma proposta clara: unir trap, love song e afrobeat em um projeto que fala de sentimentos sem perder a conexão com a rua. Em vez de tentar ser grande pelo excesso, FB aposta em um trabalho compacto, visualmente forte e com potencial para apresentar seu nome a um público maior.

No fim, “Coisas Que Eu Nunca Te Contei” mostra um artista em busca de um espaço próprio. FB coloca no projeto aquilo que talvez ainda não tivesse dito em outras músicas: mais afeto, mais intenção e mais vontade de transformar sua trajetória em algo maior.

RAP GROWING – CULTURA EM MOVIMENTO.

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Música

Molina transforma o desafio de fazer rap em cidade pequena em combustível para sua caminhada

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Nascido e criado em Serra Negra, no interior de São Paulo, o artista de 24 anos fala sobre a falta de cultura hip hop em sua cidade, a rotina como garçom e os próximos passos de sua carreira musical.

João Victor Molina da Cunha, mais conhecido como Molina, tem 24 anos e nasceu em Serra Negra, cidade do interior de São Paulo, na região de Campinas. Com pouco mais de 30 mil habitantes, o município carrega aquele clima de cidade pequena, onde quase todo mundo se conhece e onde a cultura urbana ainda não ocupa o mesmo espaço que aparece nos grandes centros.

Para Molina, esse é justamente um dos maiores desafios da sua caminhada. Fazer rap longe dos polos tradicionais, em um lugar onde a cena hip hop ainda não está estruturada, significa começar praticamente do zero. Sem uma cultura forte de rap, skate, grafite ou movimentos underground ao redor, o artista precisa criar o próprio caminho enquanto tenta fazer sua música chegar além das fronteiras da cidade.

“Aqui a gente não tem tanto essa cultura do hip hop, não tem essa cultura do rap, do skate, do grafite, essa cultura mais underground, essa cultura de rua.”

A realidade de Serra Negra ajuda a entender o peso da trajetória de Molina. Em uma cidade pequena, viver de música não é apenas uma escolha artística, mas uma tentativa de furar um bloqueio geográfico, cultural e estrutural. Ainda assim, ele deixa claro que esse é um desafio que está disposto a encarar.

Entre o trabalho de garçom e o sonho da música

Enquanto tenta construir sua carreira, Molina mantém uma rotina pesada. Para conseguir lançar suas músicas, pagar estúdio e seguir tentando realizar o sonho, ele trabalha como garçom em dois lugares, de manhã e de noite. A música entra nos espaços que sobram: nas folgas, nos intervalos possíveis, nos momentos em que ele consegue compor e ir para o estúdio.

Essa parte da história talvez explique muito sobre o tipo de artista que Molina está tentando se tornar. Não existe estrutura pronta, não existe conforto, não existe caminho facilitado. Existe trabalho, vontade e uma tentativa diária de fazer a música caber dentro de uma vida que ainda cobra conta, horário e sobrevivência.

“Por enquanto, pra poder lançar as minhas músicas, pra poder tentar realizar meu sonho, eu tô trabalhando de garçom em dois lugares, de manhã e de noite. Na minha folga, eu pego pra compor, pra poder ir pro estúdio.”

Essa vivência coloca Molina em um lugar comum a muitos artistas independentes brasileiros: o de alguém que ainda precisa sustentar a própria caminhada antes que a música consiga sustentar sua vida. É um processo lento, mas também é onde muita identidade se forma.

O começo durante a pandemia

A relação de Molina com a música ganhou força no começo de 2020, durante a pandemia. Ele já tocava violão antes, mas ainda carregava certa vergonha de se expor. Foi nesse período, entre março e abril, que decidiu começar a gravar vídeos para o Instagram, fazendo covers e marcando os artistas que interpretava.

A resposta foi maior do que ele esperava. Pessoas começaram a gostar dos vídeos, alguns cantores curtiram, comentaram, compartilharam e chegaram a entrar em contato. Aos poucos, aquilo que começou como uma tentativa tímida de se mostrar virou uma porta de entrada para conexões, amizades com produtores, cantores e uma rede que ajudou Molina a enxergar a música como algo mais sério.

O que antes parecia apenas um teste virou paixão. E depois virou plano.

A primeira ida para São Paulo e uma experiência marcante

Em dezembro de 2022, logo depois do Natal, Molina foi para São Paulo gravar sua primeira música. A ideia inicial era registrar a faixa sozinho, mas o que aconteceu no estúdio acabou se tornando uma das experiências mais marcantes da sua trajetória até aqui.

Durante a gravação, um artista que Molina já ouvia há bastante tempo apareceu no estúdio. Segundo ele, era um cantor e compositor que estava em alta na época e que ainda hoje segue como um nome forte. Depois de ouvir parte da música, o artista perguntou se poderia entrar na faixa.

“O cara olhou pra mim e falou: ‘Mano, posso pular nessa música aí contigo? Posso pular nessa bala?’ E aí eu fiquei: caramba, esse cara gostou do meu trampo.”

A música ainda não foi lançada, mas Molina afirma que o feat está guardado e deve sair este ano. Para um artista gravando a primeira faixa, ver alguém que ele admirava querendo participar do som foi um sinal importante de que havia algo ali para ser desenvolvido.

Mais do que uma colaboração, aquele momento funcionou como confirmação. Molina entendeu que sua música podia alcançar pessoas fora do seu círculo, fora da sua cidade e fora da realidade onde tudo parecia pequeno demais para comportar um sonho grande.

Fazer rap onde quase não existe cena

O caso de Molina chama atenção justamente por não seguir a narrativa comum do artista que nasce dentro de uma cena já movimentada. Serra Negra não aparece como um polo natural de rap, nem como um território onde a cultura hip hop esteja presente em cada esquina. Isso faz com que sua caminhada tenha outro tipo de dificuldade.

Em cidades maiores, o artista muitas vezes encontra batalhas, estúdios, festas, produtores, fotógrafos, videomakers, outros MCs e público interessado em cultura urbana. Em uma cidade pequena, essa estrutura nem sempre existe. Às vezes, o primeiro passo é convencer as pessoas de que aquilo também pode nascer ali.

Molina parece entender esse lugar. Sua história ainda está no começo, mas já carrega um elemento importante: a vontade de representar uma realidade onde o rap não chega pronto. Ele precisa ser construído.

Os próximos passos

Depois daquela primeira experiência em São Paulo, Molina seguiu trabalhando em novas músicas e tentando organizar os próximos movimentos da carreira. O feat gravado ainda está guardado, mas deve ser lançado este ano, funcionando como um dos passos mais importantes para apresentar seu trabalho a um público maior.

O desafio agora é transformar intenção em presença. Molina tem história, tem origem, tem uma rotina real e tem um contraste forte entre a cidade pequena e a ambição musical. Esses elementos podem virar parte central da sua identidade artística, principalmente se ele conseguir mostrar mais do processo, da vida em Serra Negra, das dificuldades e da construção por trás das músicas.

Para um artista independente, principalmente vindo de um lugar onde a cultura hip hop ainda não é forte, a música precisa caminhar junto com narrativa. O público precisa entender quem é Molina, de onde ele vem, por que ele faz rap e o que está em jogo quando ele fala em viver de música.

No fim, a história de Molina é sobre começar longe dos grandes centros e ainda assim insistir. É sobre trabalhar de manhã e de noite, compor na folga, sair do interior para gravar em São Paulo e tentar transformar um sonho em carreira mesmo quando o ambiente ao redor ainda não parece preparado para isso.

Ser de Serra Negra pode parecer limite. Mas, para Molina, talvez seja justamente o ponto de partida que torna sua caminhada diferente.

RAP GROWING – CULTURA EM MOVIMENTO.

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