Karol Conká voltou à sua cidade natal, Curitiba, neste mês para celebrar nos palcos os 13 anos de “Batuk Freak”, álbum de estreia que marcou sua entrada definitiva no rap brasileiro. A apresentação no Stage Garden integrou a turnê comemorativa dedicada ao disco.
O repertório recupera faixas como “Boa Noite”, “Corre, Corre Erê”, “Gueto ao Luxo”, “Bate a Poeira”, “Sandália” e “Gandaia”, reconstruindo ao vivo uma fase que ajudou a definir a identidade artística da rapper.
Batuk Freak volta ao centro da carreira de Karol Conká
Lançado em 2013, o álbum reuniu a voz de Karol à produção de Nave e combinou rap com referências de música eletrônica, funk, afrobeat e música brasileira.
Em entrevistas sobre a turnê, a artista afirmou que a vontade do público de revisitar aquele período pesou na decisão de levar o projeto novamente aos palcos. A série de shows começou em São Paulo e passou também por Curitiba e Porto Alegre.
A volta do disco acontece depois de mais de uma década de mudanças na carreira da rapper e na própria estrutura do rap nacional.
Curitiba dá outro peso à celebração
Karol cresceu no Alto Boqueirão, em Curitiba, e relaciona parte das referências de “Batuk Freak” às experiências que viveu na cidade. Voltar com a turnê comemorativa cria uma ligação direta entre o repertório e o território em que sua trajetória começou.
Em entrevista ao Bem Paraná, a rapper destacou “Sandália” como uma das músicas mais pessoais do projeto, inspirada na relação com a mãe e na ideia de sair para conhecer o mundo sem perder a referência de casa.
A passagem pela cidade também ganhou registro de bastidores da Billboard Brasil, que acompanhou a apresentação e a celebração do álbum.
Um disco de 2013 ouvido a partir do rap de 2026
Revisitar “Batuk Freak” hoje também evidencia o quanto a cena mudou. O rap brasileiro ampliou presença no streaming, em festivais, na moda e na publicidade, enquanto mulheres negras conquistaram espaços que ainda eram muito mais restritos quando o álbum chegou.
A turnê não transforma o disco em peça de museu. Ao colocá-lo novamente diante de públicos atuais, Karol testa como músicas criadas em outro momento continuam funcionando ao vivo.
Treze anos depois, “Batuk Freak” reaparece não apenas como lembrança do início de carreira, mas como uma forma de medir o caminho percorrido pela artista e pelo próprio rap nacional.