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Mulheres ocupam o Mad in Brazza 2026 e reforçam nova fase do rap e trap nacional

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Com Slipmami, Budah e MC Luanna no line-up de Curitiba, festival evidencia uma mudança importante dentro da música urbana brasileira: mulheres deixando de ser exceção para assumir protagonismo.

O Mad in Brazza 2026 chega à sua edição de Curitiba com um recorte importante para a música urbana brasileira. Além de reunir grandes nomes do rap, trap e R&B nacional, o festival também coloca em destaque artistas mulheres que vêm ajudando a redesenhar o espaço feminino dentro de uma cena historicamente marcada pela predominância masculina.

Entre as atrações confirmadas no evento estão Slipmami, Budah e MC Luanna, três artistas com trajetórias, linguagens e propostas diferentes, mas que carregam algo em comum: a presença de mulheres ocupando a linha de frente da cultura urbana sem precisar pedir licença.

O peso dessa presença fica ainda maior quando se olha para o cenário geral da indústria. Segundo dados do relatório Mulheres na Música 2026, produzido pelo ECAD, embora o rendimento feminino em direitos autorais tenha crescido 33% em 2025 e mais de 54 mil mulheres tenham ingressado na gestão coletiva da música no último ano, elas ainda representam apenas 10% dos beneficiários dos direitos autorais distribuídos no Brasil.

O mesmo levantamento mostra que, entre os 100 autores com maior rendimento no país, apenas 2% são mulheres. Além disso, somente 11 das 100 músicas mais executadas em shows contam com participação feminina na autoria. Ou seja, a presença feminina está crescendo, mas a desigualdade ainda é estrutural.

Rap feminino não é tendência, é construção

Falar de mulheres no rap e no trap hoje não pode ser tratado como detalhe de programação ou cota simbólica. A presença feminina na música urbana brasileira é fruto de anos de insistência, enfrentamento e construção em uma cena que, muitas vezes, abriu espaço para mulheres apenas quando elas já estavam grandes demais para serem ignoradas.

No rap, essa disputa sempre foi dupla. Além de provar talento, técnica, presença e identidade, mulheres também precisaram enfrentar a ideia ultrapassada de que a cultura hip-hop era naturalmente masculina. Só que a história vem mostrando o contrário. O rap feminino sempre existiu, sempre produziu narrativa, sempre trouxe denúncia, estilo, autoestima, vivência e visão de mundo. O que faltou, durante muito tempo, foi estrutura, investimento, escala e reconhecimento.

Por isso, quando um festival como o Mad in Brazza reúne artistas como Slipmami, Budah e MC Luanna, o ponto não é apenas “ter mulheres no line-up”. O ponto é mostrar que a cena urbana brasileira ficou mais interessante, mais plural e mais real quando essas vozes começaram a ocupar lugares maiores.

Slipmami e a estética de uma nova geração

Slipmami é um dos nomes que melhor representam a virada estética da nova geração. Misturando trap, funk, R&B e internet culture, a artista construiu uma identidade própria, com visual, linguagem e sonoridade reconhecíveis.

Seu impacto não vem apenas das músicas, mas da forma como ela ocupa o imaginário da cena. Slipmami representa uma geração de artistas que entende estética como extensão da música. A imagem, o comportamento, o jeito de comunicar e a sonoridade caminham juntos.

Dentro de um festival voltado para rap e trap, sua presença reforça como a nova música urbana brasileira já não cabe em uma única fórmula. O som pode flertar com funk, R&B, trap, pop e ainda assim seguir conectado à rua, à juventude e à cultura de internet.

Budah e a força do R&B dentro da música urbana

Budah chega ao Mad in Brazza como uma das vozes que ajudam a ampliar o campo emocional da música urbana nacional. Sua obra transita entre R&B, rap, soul e sonoridades contemporâneas, trazendo temas como autoestima, relações, vulnerabilidade e vivência feminina.

Esse tipo de presença é importante porque mostra que o rap e o trap não vivem apenas de agressividade, punchline ou performance de domínio. A música urbana também é espaço de afeto, fragilidade, desejo, reconstrução e identidade.

Budah representa esse lugar com naturalidade. Ela não entra na cena tentando reproduzir uma fórmula masculina. Pelo contrário, sua força está em afirmar outra perspectiva, outra textura e outra forma de narrar sentimentos dentro da cultura urbana.

MC Luanna e o rap como denúncia e posicionamento

MC Luanna ocupa outro lugar essencial dentro desse recorte. Sua presença leva para o palco letras que dialogam com questões raciais, sociais e o protagonismo feminino. Em uma cena onde muitas mulheres ainda precisam transformar vivência em resistência pública, Luanna aparece como uma artista que entende o rap também como ferramenta de denúncia.

O trabalho dela reforça uma verdade antiga do hip-hop: música urbana nunca foi apenas entretenimento. Desde o começo, rap foi forma de falar sobre território, desigualdade, violência, raça, gênero, sobrevivência e identidade.

No caso de MC Luanna, esse discurso ganha ainda mais força porque parte de uma perspectiva que durante muito tempo foi empurrada para a margem dentro da própria cena. Sua presença no festival mostra que o protagonismo feminino no rap não é só sobre ocupar palco, mas também sobre disputar narrativa.

Mad in Brazza e o retrato de uma cena mais plural

Ao reunir Slipmami, Budah e MC Luanna ao lado de grandes nomes do rap e trap nacional, além da atração internacional Ty Dolla $ign, o Mad in Brazza reforça um retrato mais próximo da música urbana contemporânea. A cena não é mais uma coisa só. Ela é feita de vertentes, vozes, gêneros, estéticas, regiões e experiências diferentes.

Essa diversidade não enfraquece o festival. Pelo contrário, fortalece. O público que acompanha rap e trap hoje consome diferentes linguagens dentro do mesmo universo cultural. Vai do trap melódico ao R&B, do funk ao rap de mensagem, da estética digital ao som de rua.

Quando mulheres aparecem nesse centro, o festival também conversa com uma mudança maior da própria indústria. Ainda existe desigualdade, ainda existe sub-representação e ainda existe um caminho longo até que a presença feminina seja tratada com a mesma naturalidade que a masculina. Mas a direção está posta.

Curitiba recebe o Mad in Brazza 2026

A edição de Curitiba do Mad in Brazza 2026 acontece no dia 8 de agosto de 2026, no Expotrade Convention Center, em Pinhais, região metropolitana de Curitiba.

O evento reúne atrações nacionais e internacionais, com destaque para Ty Dolla $ign, além de nomes da cena brasileira como Slipmami, Budah, MC Luanna e outros artistas que representam diferentes caminhos da música urbana atual.

Mais do que um festival de rap e trap, o Mad in Brazza chega em 2026 como um espaço de encontro entre público, cena, estética e comportamento. E, neste ano, o protagonismo feminino aparece como um dos pontos mais importantes dessa narrativa.

Serviço – Mad in Brazza em Curitiba

Data: sábado, 8 de agosto de 2026
Abertura dos portões: 11h
Início dos shows: 12h
Local: Expotrade Convention Center – Rod. Dep. João Leopoldo Jacomel, 10454, Pinhais/PR
Classificação: +18 anos
Ingressos: bilheteriadigital.com/mad-in-brazza-08-de-agosto
Valores: a partir de R$ 65,00
Meia-entrada: estudantes, idosos, professores e PcD, conforme lei
Ingresso solidário: desconto mediante entrega de 1kg de alimento não perecível
Camarotes e parcerias: WhatsApp (41) 99595-1321
Produção: Morgot Produções
Site: madinbrazza.com.br
Redes: @madinbrazza

No fim, a presença de Slipmami, Budah e MC Luanna no Mad in Brazza 2026 aponta para algo maior do que um line-up forte. Aponta para uma cena em movimento, onde o rap feminino deixa de ser tratado como exceção e passa a ocupar o lugar que sempre deveria ter ocupado: o centro da conversa.

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Mad in Brazza chega à 5ª edição e expande sua história com eventos em Curitiba e São Paulo

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Festival dedicado ao rap e ao trap amplia sua presença nacional em 2026, mantém Curitiba como base histórica e estreia em São Paulo com line-up que une nomes do Brasil e atração internacional.

O Mad in Brazza chega à sua 5ª edição vivendo o momento mais importante de sua trajetória. Depois de consolidar seu nome no calendário da música urbana brasileira, o festival inicia uma nova fase em 2026 com eventos em duas capitais estratégicas: Curitiba, cidade onde construiu sua história, e São Paulo, onde desembarca pela primeira vez.

Nascido no Paraná em 2022, o Mad in Brazza cresceu acompanhando a evolução do rap e do trap no Brasil. Ao longo de quatro edições, reuniu milhares de fãs, fortaleceu sua identidade como festival voltado para a cultura urbana e passou a ocupar um espaço importante entre os grandes eventos do gênero no país.

A expansão para São Paulo representa um passo simbólico e estratégico. Curitiba segue como território de origem, onde o festival criou base, público e reputação. Já a capital paulista entra como novo palco para uma marca que quer ampliar sua presença nacional e se conectar com o maior mercado da música urbana brasileira.

Curitiba recebe a abertura da edição 2026

A programação começa no dia 8 de agosto de 2026, em Curitiba, no Expotrade Convention Center. O line-up reúne alguns dos principais nomes da música urbana nacional e ainda traz uma atração internacional de peso.

Entre os nomes confirmados estão Ty Dolla $ign, Veigh, L7nnon, Teto, Orochi, Kayblack, Caverinha, Vulgo FK, Budah, MC Luanna, Slipmami, Alee e 2Z Dinizz.

A presença de Ty Dolla $ign marca um dos momentos mais fortes da história do festival. O artista norte-americano coloca Curitiba no circuito de grandes atrações internacionais ligadas ao rap e ao R&B, reforçando a ambição do Mad in Brazza de crescer sem abandonar sua essência.

Além do line-up, a edição curitibana chega com estrutura ampliada e proposta de experiência imersiva, mantendo a ideia de que o festival não é apenas uma sequência de shows, mas um ambiente pensado para quem vive a cultura do rap e do trap.

São Paulo entra no mapa do Mad in Brazza

No dia seguinte, 9 de agosto de 2026, o Mad in Brazza estreia em São Paulo, ocupando o Novo Anhangabaú, um dos espaços mais simbólicos da capital paulista quando o assunto é grande evento, circulação urbana e cultura de rua.

A chegada a São Paulo acontece com um line-up formado por Ty Dolla $ign, WIU, Yunk Vino, Alee, Kayblack e Vulgo FK. A programação reúne artistas que representam diferentes fases, públicos e sonoridades do rap e do trap contemporâneo.

Para o festival, São Paulo não é apenas mais uma praça. A cidade carrega um peso histórico dentro do hip-hop nacional, sendo berço de alguns dos maiores nomes do gênero e um dos principais centros de consumo, produção e circulação da música urbana no Brasil.

Levar o Mad in Brazza para o Novo Anhangabaú também aproxima o festival de um território que conversa diretamente com sua proposta: rua, centro, público diverso, grande escala e cultura urbana em movimento.

Um festival pensado para quem vive rap e trap

Mais do que reunir nomes grandes, o Mad in Brazza se posiciona como uma experiência voltada para o público que realmente acompanha rap, trap e suas ramificações. A proposta é criar um ambiente onde a cultura urbana não entra como detalhe de programação, mas como eixo principal do evento.

“A essência do Mad in Brazza está na experiência que ele proporciona. É uma vibe muito única, diferente de festivais que misturam diversos estilos musicais. Aqui, tudo é pensado para quem vive a cultura do rap e do trap. É uma energia pulsante, intensa, que faz o público sentir que pertence àquele lugar, como se estivesse voltando para casa. E esse também é um dos grandes diferenciais do festival: cada edição é única. O público precisa entender que o Mad in Brazza está sempre evoluindo e que cada experiência será diferente da anterior”, afirma o fundador Tiago Moreira.

A fala resume bem o momento do festival. O Mad in Brazza quer crescer, mas sem virar um evento genérico. A força está justamente em manter a linguagem ligada à cena, ao público jovem, ao comportamento de rua e à energia dos artistas que hoje movimentam a música urbana brasileira.

Curitiba como origem, São Paulo como expansão

A escolha das duas cidades ajuda a contar a história desta edição. Curitiba representa a origem, o lugar onde o festival nasceu e se desenvolveu desde a primeira edição. É ali que o Mad in Brazza construiu sua comunidade inicial e provou que havia público, demanda e força para um festival dedicado ao rap e ao trap.

São Paulo representa o próximo passo. Ao estrear na maior cidade do país, o festival amplia sua escala e se coloca diante de um público ainda maior, em um mercado que sempre teve papel central na história do hip-hop brasileiro.

Essa combinação transforma a 5ª edição em um marco. O Mad in Brazza não está apenas repetindo uma fórmula que deu certo. Está expandindo território, testando novas possibilidades e reforçando sua intenção de ocupar um espaço nacional dentro da cultura urbana.

Serviço – Mad in Brazza em Curitiba

Data: sábado, 8 de agosto de 2026
Abertura dos portões: 11h
Início dos shows: 12h
Local: Expotrade Convention Center – Rod. Dep. João Leopoldo Jacomel, 10454, Pinhais/PR
Classificação: +18 anos
Ingressos: bilheteriadigital.com/mad-in-brazza-08-de-agosto
Valores: a partir de R$ 65,00
Meia-entrada: estudantes, idosos, professores e PcD, conforme lei
Ingresso solidário: desconto mediante entrega de 1kg de alimento não perecível
Camarotes e parcerias: WhatsApp (41) 99595-1321
Produção: Morgot Produções
Site: madinbrazza.com.br
Redes: @madinbrazza

Serviço – Mad in Brazza em São Paulo

Data: domingo, 9 de agosto de 2026
Abertura dos portões: 13h
Local: Novo Anhangabaú – Av. São João, R. Formosa, Centro Histórico de São Paulo/SP
Classificação: +18 anos
Ingressos: beta.meubilhete.com.br/mad-in-brazza-sao-paulo
Valores: a partir de R$ 78,00
Meia-entrada: estudantes, idosos, professores e PcD, conforme lei
Ingresso solidário: desconto mediante entrega de 1kg de alimento não perecível
Camarotes e parcerias: WhatsApp (41) 99595-1321
Produção: Morgot Produções
Site: madinbrazza.com.br
Redes: @madinbrazzasp

Com duas cidades, line-up forte e uma atração internacional puxando a nova fase, o Mad in Brazza chega à 5ª edição como um festival em expansão, mas ainda conectado àquilo que o fez crescer: rap, trap, público fiel e experiência de cultura urbana.

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DISTURB X DIADORA: FUTEBOL, SKATE E RUA NO MESMO UNIFORME

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A colaboração entre Disturb e Diadora não parece nascer só da vontade de lançar roupa. Ela tem cara de encontro de repertório: futebol, skate, rua, nostalgia esportiva, estética de vestiário e aquele tipo de imagem que parece ter saído de uma pasta antiga de referências, entre foto granulada, campanha de marca europeia e vídeo de rua brasileiro.

Algumas collabs tentam explicar demais. Essa não precisa. O próprio visual já entrega a ideia: camisa com linguagem de uniforme, tênis com peso de arquivo esportivo, boné baixo, postura de quem está na rua sem pedir licença e uma direção de arte que mistura campinho, calçada, arquibancada, skate, futebol de botão emocional e memória de Playstation 2.

A Disturb aparece aqui dentro daquilo que sempre fez sentido para uma marca de rua brasileira: entender que estilo não nasce só na vitrine. Nasce no asfalto, na quadra, no rolê, no adesivo colado em poste, na foto tremida, na camiseta usada até perder a forma, no tênis que carrega história e na estética de quem cresceu vendo cultura acontecer do lado de fora dos lugares oficiais.

A Diadora entra com outro peso. Uma marca italiana ligada ao esporte há décadas, com presença em universos como futebol, tênis, corrida e sportswear. Só que, nesse tipo de encontro, a marca não aparece apenas como fornecedora de produto. Ela chega como memória visual. Aquele imaginário de uniforme europeu, treino antigo, catálogo esportivo, chuteira, agasalho, escudo, número nas costas e fotografia com cara de arquivo.

Disturb x Diadora transforma o uniforme esportivo em linguagem de rua.

Quando o futebol sai do gramado e vira estética

O futebol, nesse drop, não aparece como assunto óbvio. Ele aparece como cenário, lembrança e textura. Não é só bola rolando. É cadeira de plástico, alambrado, camisa pendurada, arquibancada vazia, editorial com cara de concentração antes do jogo e aquele clima de quem entende que o uniforme também comunica pertencimento.

O mais interessante é que a collab não trata o futebol como algo limpo demais. Ela puxa o esporte para perto da rua. O resultado é menos “campanha perfeita” e mais “registro de cultura”: gente vestida como se estivesse entre o treino, o rolê e a cidade. Uma estética que conversa com o futebol de infância, mas também com a moda urbana que aprendeu a transformar referência esportiva em identidade.

Tem um quê de futebol dos anos 2000, revista importada, propaganda antiga, menu de videogame, uniforme de time fictício e lookbook independente. Tudo ao mesmo tempo, sem precisar explicar cada referência com legenda na testa.

O skate entra como postura, não como fantasia

O skate aparece na collab do jeito certo: como atitude, não como acessório forçado. É a liberdade de ocupar a cidade, transformar concreto em cenário, andar sem pedir autorização, enxergar beleza em muro gasto, grade, rua molhada, praça vazia e luz estourada.

Essa é uma ponte importante. Porque futebol e skate, no Brasil, sempre dividiram muito mais espaço do que parece. Os dois estão na rua. Os dois têm uniforme próprio. Os dois criam ídolos locais. Os dois formam grupo, estilo, linguagem e memória. Um nasce no campinho. O outro na calçada. Mas os dois carregam a mesma ideia de pertencimento.

É aí que a Disturb x Diadora funciona: não tenta separar as culturas em caixas. Junta tudo no mesmo visual. O resultado tem camisa de jogo, tênis de arquivo, atitude de pista, fotografia de rua e uma direção que parece entender o caos bonito da cultura urbana brasileira.

Brasil e Itália no mesmo campo

A colaboração também carrega um encontro simbólico entre Brasil e Itália. De um lado, a leitura brasileira de rua: mais crua, mais quente, mais improvisada, mais próxima do corre real. Do outro, a tradição esportiva italiana, ligada à ideia de uniforme, clube, arquivo, performance e elegância funcional.

Quando essas duas linguagens se cruzam, o resultado não fica preso em nostalgia vazia. Ele parece atual justamente porque não tenta apagar o passado. Pelo contrário: usa o passado como matéria-prima. Pega a memória do futebol, o imaginário do skate, a estética dos anos 2000 e coloca tudo em um produto que fala com quem vive moda como extensão da própria história.

Não é uma collab sobre “usar uma peça bonita”. É sobre reconhecer códigos. Quem olha entende o uniforme, entende o tênis, entende o clima de rua, entende a foto granulada, entende o campinho, entende a referência. E talvez seja esse o ponto mais forte do projeto: ele não parece feito para explicar a cultura para quem está de fora. Parece feito para quem já viveu alguma parte dela.

Roupa como memória, não só como produto

O drop Disturb x Diadora conversa com uma geração que cresceu misturando referência sem pedir autorização. A mesma pessoa que jogava futebol no videogame, via clipe de rap na televisão, andava de skate na praça, usava camisa de time fora do estádio e entendia que tênis era quase documento de identidade.

Por isso a coleção não depende só da peça isolada. Ela funciona pelo universo. O styling, as imagens, o vídeo, os recortes esportivos, a pose dos modelos, a atmosfera de rua e a direção visual criam uma narrativa própria. Não é moda tentando parecer cultura. É cultura sendo traduzida em roupa.

Em um mercado onde muita marca tenta parecer urbana só usando palavra forte e foto escura, essa collab ganha força porque tem repertório visual. Ela entende que rua não é cenário montado. Rua é linguagem. E quando uma marca acerta esse tom, a roupa deixa de ser só lançamento e vira registro de época.

Uma collab que entende o valor do uniforme

No fim, talvez a palavra principal seja uniforme. Não no sentido tradicional, engessado, de todo mundo vestido igual. Mas no sentido cultural. Aquilo que identifica uma turma, um tempo, uma cena, uma forma de andar pela cidade.

A Disturb x Diadora trabalha exatamente nessa fresta. Entre o uniforme de jogo e o uniforme de rua. Entre o atleta e o skatista. Entre o campinho e a calçada. Entre o Brasil e a Itália. Entre o arquivo esportivo e o corre contemporâneo.

E quando uma collab consegue juntar tudo isso sem parecer palestra, ela cumpre um papel maior do que vender roupa. Ela ajuda a organizar visualmente uma memória coletiva. A memória de quem cresceu vendo futebol como sonho, skate como fuga, rua como escola e roupa como uma forma silenciosa de dizer de onde veio.

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Thug Nine lança coleção exclusiva para a Copa de 2026 inspirada na era de ouro da Seleção Brasileira

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Marca carioca criada em 1999 por DJ Binho 09 une futebol, streetwear e memória afetiva em uma peça que conversa com a estética da Copa de 2002

A Thug Nine chega para a Copa de 2026 com uma coleção que não olha apenas para o futebol como esporte, mas como linguagem de rua, identidade visual e memória popular.

A nova peça da marca é inspirada nas clássicas camisas da Seleção Brasileira de 2002, uma das eras mais marcantes da história do futebol nacional. A referência não é aleatória. A Copa de 2002 representa um Brasil vencedor, carismático, ofensivo e esteticamente inesquecível, com nomes que atravessaram gerações e viraram parte do imaginário de quem cresceu vendo futebol, videogame, camisa larga e cultura de rua andando juntos.

Mas para entender o peso dessa coleção, é preciso voltar um pouco antes do drop. Porque a Thug Nine não está apenas lançando uma camisa para surfar no ano de Copa. A marca carrega uma história dentro do streetwear brasileiro.

Uma marca nascida fora do padrão da moda carioca

A Thug Nine nasceu em 1999, no Rio de Janeiro, fundada por DJ Binho 09, a partir de uma lacuna cultural muito clara.

No fim dos anos 90, boa parte da moda carioca era dominada por uma estética ligada à praia, ao verão, ao corpo e ao lifestyle solar que sempre marcou a imagem comercial do Rio de Janeiro. Só que existia outra juventude na cidade que não se via representada por esse visual.

Era a juventude ligada ao rap, ao underground, ao funk, à rua, à periferia, aos bailes, às pistas e a uma linguagem visual mais pesada.

Enquanto muitas marcas vendiam o Rio como cartão-postal, a Thug Nine ajudou a vestir um outro Rio: mais urbano, mais noturno, mais ligado ao gueto, à música e à atitude de quem via na roupa uma forma de se afirmar.

A influência da Costa Oeste

A principal referência da Thug Nine veio da cultura hip hop da Costa Oeste dos Estados Unidos, especialmente de lugares como Compton, Inglewood e South Central.

Essas regiões não foram apenas cenários do gangsta rap. Elas ajudaram a construir uma estética própria: roupas largas, postura de rua, visual imponente, referências de gueto, carros, bairros, crews, música e códigos de pertencimento.

A Thug Nine trouxe esse imaginário para o Rio de Janeiro e traduziu esse universo para a realidade urbana brasileira. Não era uma cópia vazia da estética norte-americana. Era uma leitura carioca de uma cultura global que já falava diretamente com jovens das periferias brasileiras.

Por isso, a marca se posiciona como uma das pioneiras do streetwear nacional. Antes do streetwear virar tendência de shopping, collab, drop limitado e hype de internet, a Thug Nine já trabalhava com roupa larga, atitude, identidade e rua.

O peso do nome Thug

O nome Thug carrega uma tradução literal pesada em inglês, muitas vezes associada a “bandido” ou “marginal”. Mas dentro da cultura hip hop dos anos 90, principalmente depois de Tupac e da ideia de Thug Life, a palavra ganhou outra camada.

Ela passou a circular também como símbolo de sobrevivência, resistência, postura, vivência e identidade de quem cresceu em ambientes onde o sistema quase sempre chega primeiro pela violência, pela ausência ou pela exclusão.

A Thug Nine bebe dessa leitura cultural. O nome não funciona apenas como provocação. Ele carrega uma estética, uma linguagem e uma visão de mundo conectada ao hip hop, à rua e à afirmação de uma juventude que sempre precisou criar seus próprios códigos.

A coleção para a Copa de 2026

Agora, olhando para a Copa de 2026, a Thug Nine aposta em uma peça que mistura nostalgia esportiva com construção moderna.

A inspiração vem das camisas clássicas da Seleção Brasileira de 2002, mas a execução conversa com o streetwear atual. A modelagem ampla entrega caimento solto, presença visual forte e aquele volume que sempre fez parte da identidade da marca.

Os recortes laterais em tecido contrastante reforçam a estética retrô esportiva da coleção, enquanto a combinação de materiais com partes aeradas traz mais respirabilidade e aproxima a peça do universo dos grandes uniformes de futebol.

O patch frontal emborrachado, com textura e detalhes em relevo, segue uma linha de acabamento próxima dos uniformes oficiais. Já a aplicação THUGNINE em transfer emborrachado mantém o visual limpo, mas sem perder impacto.

É uma camisa que olha para 2002 sem parecer fantasia. A peça usa a memória da Seleção como ponto de partida, mas entrega uma leitura mais pesada, urbana e alinhada com o DNA da Thug Nine.

Futebol, rap e streetwear no mesmo lugar

O movimento também faz sentido dentro da trajetória recente da marca.

Em dezembro de 2022, a Thug Nine lançou uma colaboração com o Flamengo, misturando sua identidade urbana com as cores e o escudo do clube. A coleção teve peças como camisetas, bermudas, calça, pochete e chapéu, mostrando como a marca já vinha se aproximando da interseção entre moda, futebol, música e cultura popular carioca.

Essa conexão é importante porque o futebol no Brasil nunca foi apenas esporte. Ele atravessa bairro, favela, família, música, barbearia, resenha, baile, escola, videogame e memória afetiva. Quando uma marca de streetwear entra nesse território com identidade, ela não está só vendendo roupa. Está disputando imaginário.

A coleção para a Copa de 2026 reforça exatamente isso: a Thug Nine entende que camisa de futebol também é peça de rua, símbolo cultural e item de pertencimento.

Mais do que nostalgia

O grande acerto da coleção está em não tratar a Copa apenas como tema comercial.

A referência a 2002 carrega um peso emocional para uma geração que viu Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho, Cafu, Roberto Carlos e companhia transformarem aquele uniforme em símbolo de vitória. Mas, na leitura da Thug Nine, essa memória ganha outra textura.

Ela sai do campo e vai para a rua.

Vai para o oversized, para o recorte esportivo, para o patch emborrachado, para a modelagem ampla, para a estética que conversa tanto com quem gosta de futebol quanto com quem entende moda urbana como linguagem.

No fundo, a coleção não é só sobre Copa. É sobre como o Brasil se veste quando futebol, rap e rua se encontram.

O legado da Thug Nine

Depois de mais de duas décadas, a Thug Nine segue mantendo a mesma base estética que marcou sua origem: hip hop, rua, periferia, oversized, atitude e influência West Coast.

A marca nasceu quando o Rio ainda era vendido quase sempre pela imagem da praia, mas existia uma parte da juventude que queria se vestir como rap, gueto, baile, pista, quebrada e Costa Oeste.

Essa foi a força da Thug Nine: traduzir a estética do hip hop americano para a realidade urbana brasileira, especialmente carioca, antes do streetwear virar tendência dominante.

Agora, com a coleção exclusiva para a Copa de 2026, a marca volta a mostrar por que continua relevante. Porque ela não está apenas revisitando o passado. Está usando memória, futebol e identidade de rua para construir mais um capítulo a própria história.

Em um momento em que muita marca tenta parecer streetwear, a Thug Nine lembra que nasceu disso.

Onde acompanhar

Para acompanhar os lançamentos da marca, acesse o site oficial da Thug Nine.

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