Música
UnderSesh retorna em setembro com novo formato e mais espaço para o underground brasileiro
Projeto de Long Beatz prepara nova fase depois de conectar nomes experientes e revelações em sessões audiovisuais de estética crua.
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54 minutos agoon






O UnderSesh retorna em setembro com uma proposta renovada e a intenção de aumentar o espaço destinado a artistas do underground brasileiro. Criado por Long Beatz, o projeto inicia uma nova fase depois de construir sua identidade com sessões audiovisuais marcadas por beats inéditos, estética de estúdio e encontro entre diferentes gerações do rap.
Segundo informações repassadas à Rap Growing, o retorno terá um novo formato pensado para ampliar oportunidades. A mudança chega num momento em que artistas independentes precisam não apenas de distribuição, mas de contexto visual, produção e plataformas capazes de apresentar sua identidade para um público maior.
O que o UnderSesh construiu até aqui
A primeira fase nasceu com “Analógico”, parceria de Long Beatz com Funkero e Drow Beats. A faixa apresentava a proposta de recuperar a energia do boom bap e colocar MCs dentro de um ambiente de performance mais direto.
Outros episódios aproximaram nomes consolidados e artistas em ascensão. Xamã, Funkero, Leal, Neo, Spike MC e diferentes convidados passaram pelo universo do projeto, que usa câmeras próximas, luz baixa e produção musical como elementos da narrativa.
Mais oportunidades precisam significar mais do que volume
A promessa de abrir espaço ao underground é importante porque a cena brasileira produz mais artistas do que as grandes plataformas conseguem absorver. Muitos projetos têm música pronta, mas não dispõem de equipe audiovisual, divulgação, direção artística ou acesso a canais com público consolidado.
O desafio do novo UnderSesh será transformar participação em desenvolvimento real. Dar oportunidade não significa apenas publicar um vídeo. Significa apresentar corretamente o artista, valorizar sua ficha técnica, conectar o episódio a outras plataformas e criar continuidade depois do lançamento.
Long Beatz como curador e produtor
Long Beatz ocupa uma posição importante nessa estrutura porque não aparece somente como dono do canal. Ele participa da construção musical, escolhe os encontros e ajuda a criar o ambiente no qual cada MC precisa encontrar sua melhor versão.
Essa curadoria pode ser decisiva na nova fase. Um projeto de sessões ganha força quando cada episódio possui personalidade e quando a escolha dos convidados revela algo sobre a cena. Misturar nomes conhecidos e talentos ainda pouco documentados permite atrair audiência sem transformar o underground em figuração.
Os detalhes completos sobre calendário, participantes e funcionamento do novo formato ainda serão apresentados oficialmente. O que já está definido é a direção: o UnderSesh volta neste mês tentando ampliar sua função como vitrine e criar caminhos para que mais artistas brasileiros deixem de circular apenas dentro de suas próprias bolhas.
Fontes consultadas
- Informações sobre o retorno e o novo formato fornecidas diretamente à Rap Growing
- Rap Growing: história e proposta do UnderSesh
- Rap Mais: lançamento da primeira edição
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Entretenimento
Tom Hardy larga o personagem e entrega rap pesado ao lado do Czarface
Ator assume o nome Frankie Pulitzer em álbum de 15 faixas com Inspectah Deck, Esoteric, 7L, Method Man, Busta Rhymes e EL-P.
Published
54 minutos agoon
setembro 2, 2026Tom Hardy lançou um álbum de rap, mas “Czarface Meets Frankie Pulitzer” está longe de ser uma brincadeira montada para aproveitar a fama de um ator. O projeto saiu em 28 de agosto com 15 faixas e 47 minutos, colocando Hardy dentro do universo pesado, empoeirado e cheio de referências criado pelo Czarface.
O ator aparece como Frankie Pulitzer ao lado do trio formado por Inspectah Deck, do Wu-Tang Clan, Esoteric e o produtor 7L. Method Man, Busta Rhymes e EL-P também participam do disco, o que coloca Hardy cercado por MCs acostumados a uma escrita técnica e por uma produção que não facilita a entrada de convidados ocasionais.
Tom Hardy já rimava antes de Hollywood
A relação do ator com o rap começou décadas antes deste álbum. Na adolescência, Hardy chegou a ter um contrato musical e gravou material sob o nome Tommy No. 1. Uma mixtape feita em 1999 com o produtor Edward Tracy apareceu na internet em 2018 e revelou que a música não era um interesse recente.
Como Frankie Pulitzer, ele já havia colaborado com o Czarface em 2021 e voltou a aparecer em “Knull & Void”, faixa com Method Man lançada em 2024. O novo disco desenvolve essa parceria em vez de apresentar o ator como atração solta.
Boom bap, quadrinhos e cinema
O Czarface construiu sua identidade misturando rap de Nova York, estética de histórias em quadrinhos e personagens maiores do que a vida real. O encontro com Hardy amplia esse universo. A produção trabalha com baterias secas, texturas cinematográficas e samples que deixam espaço para versos cheios de referências.
O ator cita filmes, personagens da Marvel, obras de Stephen King e nomes como Nicolas Cage e Willem Dafoe. Em “Grim-Visaged War”, chega a recuperar a voz de Bane, personagem que interpretou em “Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge”, para recitar Shakespeare.
Ele consegue acompanhar os veteranos?
Hardy não tenta soar como um rapper de rádio. Sua entrega é grave, densa e por vezes teatral, o que combina melhor com a atmosfera do Czarface do que uma tentativa de buscar refrões populares. Existem momentos em que a interpretação ainda carrega rigidez, mas a dedicação à escrita e ao ritmo impede que o projeto soe como paródia.
O maior acerto está na escolha do ambiente. Em vez de lançar um disco genérico apoiado em sua imagem, Hardy entra numa linguagem já consolidada. Inspectah Deck, Esoteric e 7L mantêm o centro do projeto, enquanto Frankie Pulitzer funciona como personagem e MC.
“Czarface Meets Frankie Pulitzer” é pesado porque entende de onde quer tirar seu peso. O álbum olha para boom bap, quadrinhos, terror, cinema e cultura pop sem suavizar a produção para acomodar uma celebridade. Tom Hardy não pede licença para brincar de rap. Ele entra num universo difícil e aceita ser julgado pelas mesmas regras.
Fontes consultadas
Música
Open Mic Brasil chega à 8ª edição com Neo BXD e mira um novo salto de audiência
Projeto da CMK Beats, desenvolvido em parceria com a Rap Growing, volta a colocar um MC diante de banda ao vivo, instrumentais pesados e gravação sem segunda tentativa.
Published
55 minutos agoon
setembro 2, 2026



O Open Mic Brasil está de volta para sua oitava edição com Neo BXD no centro da sessão. O projeto idealizado pela CMK Beats, sob liderança criativa de Tiankris e com a Rap Growing como parceira oficial, retoma uma proposta que cresceu justamente por colocar o artista fora da zona de conforto.
No Open Mic, o rapper não entra apenas para cantar sobre uma base pronta. Guitarra, baixo e bateria formam uma banda ao vivo, enquanto os arranjos aproximam rap e rock. A gravação preserva o risco da performance: se o MC errar, precisa continuar. Essa tensão faz parte do resultado.
Neo BXD chega com experiência de batalha e presença de palco
A escolha de Neo BXD para a oitava edição amplia a conexão do projeto com o freestyle. Conhecido pela intensidade nas batalhas, pelas respostas rápidas e pela maneira como ocupa o palco, o MC carrega ferramentas que combinam com um formato gravado ao vivo.
O desafio agora é transformar essa energia competitiva em música. Uma batalha exige reação ao adversário. Uma sessão exige construção, respiração e capacidade de dialogar com músicos que também podem alterar a dinâmica da faixa em tempo real.
Um formato que não trata a banda como decoração
O diferencial do Open Mic Brasil está na maneira como a banda participa da narrativa. A guitarra cria tensão, o baixo sustenta o peso e a bateria muda a sensação de andamento. O MC precisa encontrar espaço dentro dessa massa sonora sem perder articulação e presença.
Essa combinação ajuda a tirar o rap de uma fórmula repetida. O projeto não sugere que banda ao vivo seja superior ao beat eletrônico. A proposta é testar outro tipo de performance e mostrar como artistas conhecidos por contextos diferentes respondem quando a música exige adaptação imediata.
Da experiência ao crescimento
Em menos de um ano, os episódios e cortes do Open Mic Brasil ultrapassaram 7 milhões de reproduções nas plataformas, segundo o acompanhamento interno do projeto. O número mostra que existe público para sessões mais longas, performance real e encontros entre linguagens que não dependem de uma tendência passageira.
A oitava edição chega com a missão de converter esse alcance em continuidade. Para crescer, o Open Mic precisa manter frequência, apresentar artistas de diferentes gerações e fazer com que cada episódio tenha identidade própria. Neo BXD oferece justamente uma possibilidade de renovação, porque aproxima o projeto do público das batalhas e de uma geração acostumada a consumir rima em cortes de alta intensidade.
O Open Mic Brasil não tenta esconder o risco. Ele transforma esse risco em linguagem. Com Neo BXD, a oitava edição reforça que um microfone, uma banda e uma única chance ainda podem produzir algo difícil de reproduzir por algoritmo.
Fontes consultadas
- Informações oficiais da CMK Beats e do Open Mic Brasil fornecidas à Rap Growing
- Canal oficial da CMK Beats
- Rap Growing: proposta e desenvolvimento do Open Mic Brasil
Música
Emicida cobra Lula e afirma que bets drenam dinheiro da cultura brasileira
Em reunião no Palácio do Planalto, rapper relacionou apostas a endividamento, adoecimento e afastamento do público popular de shows e produtos culturais.
Published
55 minutos agoon
setembro 2, 2026



Emicida levou ao Palácio do Planalto uma crítica que conecta diretamente apostas online, pobreza e enfraquecimento da cultura brasileira. Durante reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 1º de setembro, o rapper afirmou que as bets funcionam como um dreno de dinheiro e já alteram o perfil do público presente em shows.
O argumento apresentado por Emicida é econômico e cultural. O dinheiro que antes poderia ser usado por famílias para comprar ingressos, camisetas, discos ou frequentar eventos está sendo direcionado para plataformas que vendem a expectativa de renda rápida. Quando esse público se endivida, o impacto chega também a artistas, produtores, casas de show e trabalhadores da cadeia cultural.
“O que esse setor está deixando como legado é adoecimento, endividamento e tragédia”, afirmou Emicida durante o encontro.
Hip-hop como termômetro da vida popular
Emicida participou da reunião como representante do setor cultural e integrante do movimento Block no Tigrinho. Ao falar sobre os efeitos das apostas, relacionou sua posição à história do hip-hop como cultura que acompanha de perto as transformações vividas pela população mais pobre.
Essa conexão torna a intervenção diferente de uma reclamação corporativa sobre queda de vendas. O rapper argumenta que a expansão das bets afeta primeiro quem já vive sob pressão econômica. A promessa de lucro rápido encontra terreno entre pessoas que buscam complementar renda, mas pode aprofundar dívida, ansiedade e comportamento compulsivo.
Aplicativos também entraram na cobrança
Emicida defendeu que o governo não limite sua resposta à regulamentação financeira e à publicidade. Ele citou mecanismos dos próprios aplicativos, como reprodução automática e “modo turbo”, que aceleram apostas e reduzem o intervalo de decisão do usuário.
O artista também pediu limites de horário e idade e afirmou acreditar que o país precisará caminhar numa direção proibitiva em relação a parte dessas práticas. A fala coloca o desenho dos produtos digitais no centro do debate, em vez de responsabilizar apenas o apostador.
Lula admite uma resposta mais drástica
Lula afirmou que pretende reunir integrantes do governo para discutir medidas mais duras. O presidente disse ser pessoalmente contrário às apostas, mas reconheceu a dificuldade de combater empresas clandestinas e de construir uma resposta estatal para um setor já instalado no cotidiano brasileiro.
A reunião também contou com representantes de igrejas, bancos, indústria, saúde, defesa do consumidor e sociedade civil. Empresas de apostas não foram convidadas para esse encontro específico. Segundo dados do Ministério da Fazenda citados pela Folha de S.Paulo, as plataformas autorizadas movimentaram R$ 220 bilhões em 2025.
A presença de Emicida muda o enquadramento do tema. As bets deixam de aparecer somente como discussão sobre futebol, imposto ou publicidade. Passam a ser tratadas como disputa pela renda e pela atenção de um público que também sustenta a música, o cinema, os eventos e a produção cultural brasileira.
Fontes consultadas








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