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Planeta Atlântida 2026 anuncia line-up de 30 anos com Anitta, Matuê, João Gomes e mais

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Por Rap Growing — Publicado em 17 de novembro de 2025

Anitta, Alok, Matuê, João Gomes, Jota Quest, Luísa Sonza, Ludmilla, Veigh, Armandinho, Raimundos e muito mais se encontram na Saba, em Atlântida, nos dias 30 e 31 de janeiro de 2026.

30 anos de história: Planeta Atlântida segue como símbolo do verão gaúcho

O Planeta Atlântida anunciou, nesta segunda-feira (17), as atrações que marcam a edição histórica de 30 anos do maior festival de música do sul do Brasil. Anitta, Alok, Matuê e João Gomes estão entre os artistas que sobem ao palco da Saba, em Atlântida, nos dias 30 e 31 de janeiro de 2026, em uma edição que promete misturar gerações, estilos e histórias na mesma pista.

Realizado pelo Grupo RBS e pela DC Set Group, o festival chega à edição comemorativa reforçando o peso da marca Planeta na cultura brasileira. O evento conta com patrocínio master de Renner, Banrisul, Coca-Cola, PUCRS e KTO, mostrando como o festival virou também uma vitrine importante para o mercado e para a indústria da música.

Um dos festivais brasileiros mais longevos em atividade, o Planeta Atlântida reafirma em 2026 a mistura de gêneros que fez do evento no litoral norte gaúcho um dos palcos mais ecléticos do país. O line-up vai do pop ao trap, do eletrônico ao piseiro, passando por rock, funk, pagode, reggae e sertanejo, sempre equilibrando nomes da nova geração com artistas que marcaram as últimas três décadas.

Pop, funk e hits mundiais: Anitta, Luísa Sonza e Ludmilla lideram o time

Fenômeno da música brasileira, com hits globais e parcerias com grandes nomes do pop internacional, Anitta retorna ao palco onde já fez shows memoráveis. Homenageada neste ano com o prêmio Vanguardista no Billboard Mujeres Latinas en la Música, a poderosa deve levantar o público da Saba com a energia e a sequência de hits como Envolver, Bang e Joga Pra Lua.

Quem também promete transformar o Planeta em pista de dança é Ludmilla, que chega à edição comemorativa logo após lançar o álbum Fragmentos. Do funk ao pagode, a artista segue provando por que é um dos nomes mais versáteis do país e deve trazer uma apresentação cheia de referências à sua fase mais recente.

A gaúcha Luísa Sonza volta ao festival com o show da era Escândalo Íntimo, misturando hits, coreografias e uma estética pop intensa que já virou marca registrada nos palcos. Na mesma onda de renovação do pop nacional, a catarinense Isa Buzzi representa a nova geração, mostrando como o Planeta segue abrindo espaço para artistas em ascensão.

Trap em alta: Matuê, Veigh, WIU, Brandão e Ebony representam a nova escola

Um dos maiores nomes do trap no país, Matuê foi o primeiro e, até agora, único rapper brasileiro a ultrapassar a marca de 1 bilhão de streams nas plataformas digitais. Na Saba, o show será parte da nova era do artista, em torno do álbum XTRANHO, lançado em dezembro, e deve reforçar o peso do trap no grande circuito dos festivais.

Reforçando a presença do gênero, o line-up ainda traz WIU, Veigh com Supernova e Brandão, nomes que ajudaram o trap a conquistar o topo das paradas e a sair definitivamente do underground para o mainstream. Ebony chega para mostrar, na prática, como as mulheres estão ocupando cada vez mais espaço e respeito na cena.

Piseiro no topo: João Gomes estreia no Planeta Atlântida

Aos 23 anos, João Gomes é um dos grandes responsáveis por colocar o piseiro no topo do Brasil. Em 2026, ele pisa pela primeira vez no palco do Planeta Atlântida em um momento especial da carreira: na semana anterior ao anúncio do line-up, o pernambucano conquistou o Grammy Latino de Melhor Álbum de Música de Raízes em Língua Portuguesa com o projeto Dominguinho, ao lado de Mestrinho e Jota.pê.

Além do prêmio internacional, João também foi escolhido para estrear o projeto Tiny Desk Brasil, acumulando milhões de visualizações e consolidando seu nome como um dos grandes intérpretes da música popular brasileira atual.

Sertanejo, sofrência e modão: Zé Neto & Cristiano, Simone Mendes e mais

A diversidade do Planeta Atlântida também passa pelo estilo mais ouvido do país: o sertanejo. Zé Neto & Cristiano, uma das duplas de maior alcance nacional, chegam à Saba com modões como Barulho de Foguete, Notificação Preferida e Largado às Traças.

Os planetários ainda vão cantar sofrência com uma das grandes vozes do gênero, Simone Mendes, que vive fase de alta rotação com seus últimos lançamentos. Completando o time, a dupla Diego & Victor Hugo reforça a presença sertaneja no line que mistura o interior com o litoral norte gaúcho.

Pagode, romantismo e churrasquinho: Menos é Mais, Belo e clima de resenha

O pagode também está garantido na edição de 30 anos. O grupo Menos é Mais convida Matheus Fernandes para criar um verdadeiro clima de churrasquinho na Saba. Os pagodeiros de Brasília acumulam mais de 10 milhões de ouvintes mensais nas plataformas digitais e prometem transformar o festival em roda de samba gigante.

Quem completa o combo de romantismo é Belo, que faz sua estreia no palco do Planeta Atlântida em um momento importante da carreira, integrando o elenco da novela Três Graças, da Globo. A presença do cantor reforça a força do pagode romântico na memória afetiva do público.

Funk para todas as gerações: Dennis, Tília e Bonde do Tigrão

O baile funk está oficialmente confirmado. Dennis — DJ, produtor e compositor que começou nos anos 1990, nos bailes cariocas — foi um dos principais responsáveis por levar o gênero para o grande público e volta ao Planeta para comandar a pista. Na Saba, ele contará com a participação da filha, a cantora Tília, conectando gerações no mesmo palco.

Para completar a nostalgia funkeira, o Bonde do Tigrão garante aquele momento de memória afetiva, com clássicos que marcaram os anos 2000 e até hoje ecoam nas festas de todo o país.

Reggae, pop rock ensolarado e clássicos do Planeta

Atração que já virou sinônimo de Planeta, Armandinho, recordista de shows no Palco Planeta, fará sua 18ª participação na maior festa do verão gaúcho. No mesmo clima, a banda paulista Maneva também leva o reggae para a programação, garantindo momentos de vibração leve e ensolarada.

No pop rock, Vitor Kley retorna ao festival com seu som leve, praiano e contagiante, reforçando o clima de verão. Já a banda Comunidade Nin-Jitsu volta a celebrar a parceria de décadas com o Planeta: essa será a 21ª apresentação da tradicional banda porto-alegrense no festival, em um show cheio de chalaça e referências à história do evento.

Rock em peso: gaúchos em destaque e homenagem ao Charlie Brown Jr.

Como não poderia faltar, o rock também tem lugar garantido. As bandas gaúchas Nenhum de Nós e Reação em Cadeia mantêm a tradição de ver o rock do sul representado na Saba, enquanto os brasilienses do Raimundos chegam para agitar os rockeiros com seus clássicos e riffs pesados.

Celebrando o legado de um dos grandes nomes que marcaram o festival, Marcão Britto & Thiago Castanho – Charlie Brown Jr. apresentam um show especial com sucessos da banda que faz parte da história do Planeta Atlântida e de toda uma geração.

Quem também reforça a festa no litoral norte é o grupo de Caxias do Sul Syon Trio, que vem ganhando espaço no Brasil com o Baile da Syon e seus remixes, estreando no Estado dentro da programação dos 30 anos de festival.

E, como já é tradição, Neto Fagundes será responsável por dar as boas-vindas aos planetários em 2026, mantendo viva a conexão com a cultura gaúcha desde os primeiros minutos de festival.

Jota Quest e o sentimento que não muda

Com a mesma formação desde o início da carreira, a banda mineira Jota Quest volta ao Planeta Atlântida para sua 16ª participação, sendo a atração de fora do Rio Grande do Sul que mais se apresentou no festival. Clássicos como Dias Melhores, Fácil e Só Hoje ajudam a traduzir o conceito desta edição comemorativa: o sentimento não muda, apesar da passagem do tempo e da renovação do público.

Declaração oficial reforça o peso cultural do festival

— O Planeta Atlântida, que atravessou gerações, segue pulsando como uma das maiores celebrações culturais do Brasil. Há 30 anos, nosso ritmo eclético faz o som ganhar vida e transforma música, emoção e alegria em uma experiência única no sul do país — destaca Gustavo Sirotsky, diretor artístico do Planeta Atlântida.

A fala resume bem o lugar do Planeta no calendário cultural brasileiro: mais do que um festival, ele virou um ponto de encontro entre diferentes épocas, estilos e tribos, onde quem cresceu vendo o festival na TV hoje vive a experiência ao vivo, lado a lado com uma nova geração de planetários.

Classificação etária e experiência de festival

O evento respeita a classificação etária: menores de 14 anos não podem entrar, mesmo acompanhados dos pais ou responsáveis legais. A medida reforça o compromisso do festival com a segurança do público, ao mesmo tempo em que garante uma experiência mais adequada ao perfil dos frequentadores.

História do Planeta Atlântida: do litoral gaúcho para a memória afetiva do público

O Planeta Atlântida é o maior festival de música do sul do país e acontece desde 1996 na sede campestre da Saba, na praia de Atlântida, no litoral norte do Rio Grande do Sul. Ao longo dessas três décadas, mais de 1,4 mil atrações nacionais e internacionais, de diferentes estilos, já passaram pelos palcos do festival, levando aos planetários mais de 900 horas de música e diversas edições históricas que ajudaram a moldar a cultura pop brasileira.

Em 2026, o Planeta completa 30 anos como o evento mais aguardado do verão gaúcho, reunindo gerações que cresceram com o festival e seguem se encontrando, ano após ano, no litoral para celebrar música, amizade e histórias que ficam para sempre.

Onde acompanhar e entrar no clima do Planeta Atlântida 2026

Para quem já quer entrar no clima da edição de 30 anos, vale conferir os conteúdos oficiais do festival e revisitar apresentações históricas:

Vídeo — bastidores e clima de festival

Confira um dos vídeos recentes na ATL TV com a cobertura do Planeta Atlântida:

Playlist — som de quem faz a história do Planeta

Pra já ir aquecendo, dá pra colocar no aleatório e revisitar algumas das faixas que marcaram a trajetória do festival:

https://open.spotify.com/embed/playlist/52YjTuJw0jEozwJVMw1D9R

Mais informações sobre ingressos, setores e regulamentos podem ser conferidas no site oficial do Planeta Atlântida.

Leitura recomendada na Rap Growing

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Fontes

  • Comunicado oficial e informações históricas do Planeta Atlântida
  • Site oficial do festival
  • Programações e coberturas especiais na TV, rádio e plataformas digitais

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DISTURB X DIADORA: FUTEBOL, SKATE E RUA NO MESMO UNIFORME

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A colaboração entre Disturb e Diadora não parece nascer só da vontade de lançar roupa. Ela tem cara de encontro de repertório: futebol, skate, rua, nostalgia esportiva, estética de vestiário e aquele tipo de imagem que parece ter saído de uma pasta antiga de referências, entre foto granulada, campanha de marca europeia e vídeo de rua brasileiro.

Algumas collabs tentam explicar demais. Essa não precisa. O próprio visual já entrega a ideia: camisa com linguagem de uniforme, tênis com peso de arquivo esportivo, boné baixo, postura de quem está na rua sem pedir licença e uma direção de arte que mistura campinho, calçada, arquibancada, skate, futebol de botão emocional e memória de Playstation 2.

A Disturb aparece aqui dentro daquilo que sempre fez sentido para uma marca de rua brasileira: entender que estilo não nasce só na vitrine. Nasce no asfalto, na quadra, no rolê, no adesivo colado em poste, na foto tremida, na camiseta usada até perder a forma, no tênis que carrega história e na estética de quem cresceu vendo cultura acontecer do lado de fora dos lugares oficiais.

A Diadora entra com outro peso. Uma marca italiana ligada ao esporte há décadas, com presença em universos como futebol, tênis, corrida e sportswear. Só que, nesse tipo de encontro, a marca não aparece apenas como fornecedora de produto. Ela chega como memória visual. Aquele imaginário de uniforme europeu, treino antigo, catálogo esportivo, chuteira, agasalho, escudo, número nas costas e fotografia com cara de arquivo.

Disturb x Diadora transforma o uniforme esportivo em linguagem de rua.

Quando o futebol sai do gramado e vira estética

O futebol, nesse drop, não aparece como assunto óbvio. Ele aparece como cenário, lembrança e textura. Não é só bola rolando. É cadeira de plástico, alambrado, camisa pendurada, arquibancada vazia, editorial com cara de concentração antes do jogo e aquele clima de quem entende que o uniforme também comunica pertencimento.

O mais interessante é que a collab não trata o futebol como algo limpo demais. Ela puxa o esporte para perto da rua. O resultado é menos “campanha perfeita” e mais “registro de cultura”: gente vestida como se estivesse entre o treino, o rolê e a cidade. Uma estética que conversa com o futebol de infância, mas também com a moda urbana que aprendeu a transformar referência esportiva em identidade.

Tem um quê de futebol dos anos 2000, revista importada, propaganda antiga, menu de videogame, uniforme de time fictício e lookbook independente. Tudo ao mesmo tempo, sem precisar explicar cada referência com legenda na testa.

O skate entra como postura, não como fantasia

O skate aparece na collab do jeito certo: como atitude, não como acessório forçado. É a liberdade de ocupar a cidade, transformar concreto em cenário, andar sem pedir autorização, enxergar beleza em muro gasto, grade, rua molhada, praça vazia e luz estourada.

Essa é uma ponte importante. Porque futebol e skate, no Brasil, sempre dividiram muito mais espaço do que parece. Os dois estão na rua. Os dois têm uniforme próprio. Os dois criam ídolos locais. Os dois formam grupo, estilo, linguagem e memória. Um nasce no campinho. O outro na calçada. Mas os dois carregam a mesma ideia de pertencimento.

É aí que a Disturb x Diadora funciona: não tenta separar as culturas em caixas. Junta tudo no mesmo visual. O resultado tem camisa de jogo, tênis de arquivo, atitude de pista, fotografia de rua e uma direção que parece entender o caos bonito da cultura urbana brasileira.

Brasil e Itália no mesmo campo

A colaboração também carrega um encontro simbólico entre Brasil e Itália. De um lado, a leitura brasileira de rua: mais crua, mais quente, mais improvisada, mais próxima do corre real. Do outro, a tradição esportiva italiana, ligada à ideia de uniforme, clube, arquivo, performance e elegância funcional.

Quando essas duas linguagens se cruzam, o resultado não fica preso em nostalgia vazia. Ele parece atual justamente porque não tenta apagar o passado. Pelo contrário: usa o passado como matéria-prima. Pega a memória do futebol, o imaginário do skate, a estética dos anos 2000 e coloca tudo em um produto que fala com quem vive moda como extensão da própria história.

Não é uma collab sobre “usar uma peça bonita”. É sobre reconhecer códigos. Quem olha entende o uniforme, entende o tênis, entende o clima de rua, entende a foto granulada, entende o campinho, entende a referência. E talvez seja esse o ponto mais forte do projeto: ele não parece feito para explicar a cultura para quem está de fora. Parece feito para quem já viveu alguma parte dela.

Roupa como memória, não só como produto

O drop Disturb x Diadora conversa com uma geração que cresceu misturando referência sem pedir autorização. A mesma pessoa que jogava futebol no videogame, via clipe de rap na televisão, andava de skate na praça, usava camisa de time fora do estádio e entendia que tênis era quase documento de identidade.

Por isso a coleção não depende só da peça isolada. Ela funciona pelo universo. O styling, as imagens, o vídeo, os recortes esportivos, a pose dos modelos, a atmosfera de rua e a direção visual criam uma narrativa própria. Não é moda tentando parecer cultura. É cultura sendo traduzida em roupa.

Em um mercado onde muita marca tenta parecer urbana só usando palavra forte e foto escura, essa collab ganha força porque tem repertório visual. Ela entende que rua não é cenário montado. Rua é linguagem. E quando uma marca acerta esse tom, a roupa deixa de ser só lançamento e vira registro de época.

Uma collab que entende o valor do uniforme

No fim, talvez a palavra principal seja uniforme. Não no sentido tradicional, engessado, de todo mundo vestido igual. Mas no sentido cultural. Aquilo que identifica uma turma, um tempo, uma cena, uma forma de andar pela cidade.

A Disturb x Diadora trabalha exatamente nessa fresta. Entre o uniforme de jogo e o uniforme de rua. Entre o atleta e o skatista. Entre o campinho e a calçada. Entre o Brasil e a Itália. Entre o arquivo esportivo e o corre contemporâneo.

E quando uma collab consegue juntar tudo isso sem parecer palestra, ela cumpre um papel maior do que vender roupa. Ela ajuda a organizar visualmente uma memória coletiva. A memória de quem cresceu vendo futebol como sonho, skate como fuga, rua como escola e roupa como uma forma silenciosa de dizer de onde veio.

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Thug Nine lança coleção exclusiva para a Copa de 2026 inspirada na era de ouro da Seleção Brasileira

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Marca carioca criada em 1999 por DJ Binho 09 une futebol, streetwear e memória afetiva em uma peça que conversa com a estética da Copa de 2002

A Thug Nine chega para a Copa de 2026 com uma coleção que não olha apenas para o futebol como esporte, mas como linguagem de rua, identidade visual e memória popular.

A nova peça da marca é inspirada nas clássicas camisas da Seleção Brasileira de 2002, uma das eras mais marcantes da história do futebol nacional. A referência não é aleatória. A Copa de 2002 representa um Brasil vencedor, carismático, ofensivo e esteticamente inesquecível, com nomes que atravessaram gerações e viraram parte do imaginário de quem cresceu vendo futebol, videogame, camisa larga e cultura de rua andando juntos.

Mas para entender o peso dessa coleção, é preciso voltar um pouco antes do drop. Porque a Thug Nine não está apenas lançando uma camisa para surfar no ano de Copa. A marca carrega uma história dentro do streetwear brasileiro.

Uma marca nascida fora do padrão da moda carioca

A Thug Nine nasceu em 1999, no Rio de Janeiro, fundada por DJ Binho 09, a partir de uma lacuna cultural muito clara.

No fim dos anos 90, boa parte da moda carioca era dominada por uma estética ligada à praia, ao verão, ao corpo e ao lifestyle solar que sempre marcou a imagem comercial do Rio de Janeiro. Só que existia outra juventude na cidade que não se via representada por esse visual.

Era a juventude ligada ao rap, ao underground, ao funk, à rua, à periferia, aos bailes, às pistas e a uma linguagem visual mais pesada.

Enquanto muitas marcas vendiam o Rio como cartão-postal, a Thug Nine ajudou a vestir um outro Rio: mais urbano, mais noturno, mais ligado ao gueto, à música e à atitude de quem via na roupa uma forma de se afirmar.

A influência da Costa Oeste

A principal referência da Thug Nine veio da cultura hip hop da Costa Oeste dos Estados Unidos, especialmente de lugares como Compton, Inglewood e South Central.

Essas regiões não foram apenas cenários do gangsta rap. Elas ajudaram a construir uma estética própria: roupas largas, postura de rua, visual imponente, referências de gueto, carros, bairros, crews, música e códigos de pertencimento.

A Thug Nine trouxe esse imaginário para o Rio de Janeiro e traduziu esse universo para a realidade urbana brasileira. Não era uma cópia vazia da estética norte-americana. Era uma leitura carioca de uma cultura global que já falava diretamente com jovens das periferias brasileiras.

Por isso, a marca se posiciona como uma das pioneiras do streetwear nacional. Antes do streetwear virar tendência de shopping, collab, drop limitado e hype de internet, a Thug Nine já trabalhava com roupa larga, atitude, identidade e rua.

O peso do nome Thug

O nome Thug carrega uma tradução literal pesada em inglês, muitas vezes associada a “bandido” ou “marginal”. Mas dentro da cultura hip hop dos anos 90, principalmente depois de Tupac e da ideia de Thug Life, a palavra ganhou outra camada.

Ela passou a circular também como símbolo de sobrevivência, resistência, postura, vivência e identidade de quem cresceu em ambientes onde o sistema quase sempre chega primeiro pela violência, pela ausência ou pela exclusão.

A Thug Nine bebe dessa leitura cultural. O nome não funciona apenas como provocação. Ele carrega uma estética, uma linguagem e uma visão de mundo conectada ao hip hop, à rua e à afirmação de uma juventude que sempre precisou criar seus próprios códigos.

A coleção para a Copa de 2026

Agora, olhando para a Copa de 2026, a Thug Nine aposta em uma peça que mistura nostalgia esportiva com construção moderna.

A inspiração vem das camisas clássicas da Seleção Brasileira de 2002, mas a execução conversa com o streetwear atual. A modelagem ampla entrega caimento solto, presença visual forte e aquele volume que sempre fez parte da identidade da marca.

Os recortes laterais em tecido contrastante reforçam a estética retrô esportiva da coleção, enquanto a combinação de materiais com partes aeradas traz mais respirabilidade e aproxima a peça do universo dos grandes uniformes de futebol.

O patch frontal emborrachado, com textura e detalhes em relevo, segue uma linha de acabamento próxima dos uniformes oficiais. Já a aplicação THUGNINE em transfer emborrachado mantém o visual limpo, mas sem perder impacto.

É uma camisa que olha para 2002 sem parecer fantasia. A peça usa a memória da Seleção como ponto de partida, mas entrega uma leitura mais pesada, urbana e alinhada com o DNA da Thug Nine.

Futebol, rap e streetwear no mesmo lugar

O movimento também faz sentido dentro da trajetória recente da marca.

Em dezembro de 2022, a Thug Nine lançou uma colaboração com o Flamengo, misturando sua identidade urbana com as cores e o escudo do clube. A coleção teve peças como camisetas, bermudas, calça, pochete e chapéu, mostrando como a marca já vinha se aproximando da interseção entre moda, futebol, música e cultura popular carioca.

Essa conexão é importante porque o futebol no Brasil nunca foi apenas esporte. Ele atravessa bairro, favela, família, música, barbearia, resenha, baile, escola, videogame e memória afetiva. Quando uma marca de streetwear entra nesse território com identidade, ela não está só vendendo roupa. Está disputando imaginário.

A coleção para a Copa de 2026 reforça exatamente isso: a Thug Nine entende que camisa de futebol também é peça de rua, símbolo cultural e item de pertencimento.

Mais do que nostalgia

O grande acerto da coleção está em não tratar a Copa apenas como tema comercial.

A referência a 2002 carrega um peso emocional para uma geração que viu Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho, Cafu, Roberto Carlos e companhia transformarem aquele uniforme em símbolo de vitória. Mas, na leitura da Thug Nine, essa memória ganha outra textura.

Ela sai do campo e vai para a rua.

Vai para o oversized, para o recorte esportivo, para o patch emborrachado, para a modelagem ampla, para a estética que conversa tanto com quem gosta de futebol quanto com quem entende moda urbana como linguagem.

No fundo, a coleção não é só sobre Copa. É sobre como o Brasil se veste quando futebol, rap e rua se encontram.

O legado da Thug Nine

Depois de mais de duas décadas, a Thug Nine segue mantendo a mesma base estética que marcou sua origem: hip hop, rua, periferia, oversized, atitude e influência West Coast.

A marca nasceu quando o Rio ainda era vendido quase sempre pela imagem da praia, mas existia uma parte da juventude que queria se vestir como rap, gueto, baile, pista, quebrada e Costa Oeste.

Essa foi a força da Thug Nine: traduzir a estética do hip hop americano para a realidade urbana brasileira, especialmente carioca, antes do streetwear virar tendência dominante.

Agora, com a coleção exclusiva para a Copa de 2026, a marca volta a mostrar por que continua relevante. Porque ela não está apenas revisitando o passado. Está usando memória, futebol e identidade de rua para construir mais um capítulo a própria história.

Em um momento em que muita marca tenta parecer streetwear, a Thug Nine lembra que nasceu disso.

Onde acompanhar

Para acompanhar os lançamentos da marca, acesse o site oficial da Thug Nine.

Leia também no Rap Growing: mais matérias sobre rap, moda, futebol e cultura urbana.

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Planeta Atlântida 2026 divulga horários oficiais e se prepara para celebrar 30 anos de história

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A contagem regressiva já começou. Nos dias 30 e 31 de janeiro, a Saba, em Atlântida, no litoral norte do Rio Grande do Sul, volta a receber milhares de pessoas para o Planeta Atlântida 2026. A edição é especial: o maior festival de música do sul do país completa 30 anos reunindo gerações, estilos e momentos que ajudaram a moldar a cena cultural brasileira.

Com os horários oficiais agora divulgados, o festival reforça sua proposta de diversidade musical, trânsito entre gêneros e experiência completa para o público, mantendo a tradição que fez do Planeta um dos eventos mais aguardados do verão gaúcho.

Sexta-feira (30): tradição, hits e novas gerações

A sexta-feira começa no Palco Planeta com um ritual que atravessa gerações. Às 17h50, Neto Fagundes abre oficialmente o festival com o Hino Rio-Grandense. Na sequência, Veigh & Supernova representam a nova fase do trap nacional às 18h.

Às 19h30, o piseiro de João Gomes toma conta da Saba, seguido pelo pop rock de Jota Quest, às 21h. Um dos momentos mais aguardados da noite acontece às 22h30, quando Anitta assume o palco principal. Já na madrugada, Menos é Mais convida Matheus Fernandes se apresenta à 0h20, seguido por Zé Neto & Cristiano, à 1h50. A primeira noite se encerra com Luísa Sonza, a partir das 3h20.

No Palco Atlântida, a sexta começa às 17h30 com Isa Buzzi. O rock gaúcho ganha destaque com Nenhum de Nós, às 19h, e Reação em Cadeia, às 20h30. O reggae de Maneva embala o público às 22h, seguido pelo peso de Raimundos, às 23h30. Ebony se apresenta à 1h e o Baile da Syon encerra a noite às 2h30.

Sábado (31): trap, funk, nostalgia e grandes espetáculos

O segundo dia começa no Palco Planeta com Armandinho, às 18h. Às 19h30, Belo leva o romantismo para a Saba, seguido por Ludmilla, às 21h, em um show que transita entre funk, pagode e pop.

A sofrência toma conta às 22h30 com Simone Mendes. À meia-noite, Matuê apresenta sua nova fase, preparando o terreno para o espetáculo visual de Alok, às 1h30. O encerramento do Palco Planeta fica por conta de Dennis convoca Tília, às 3h10, celebrando gerações do funk.

No Palco Atlântida, o sábado começa às 17h com a ATL Bands, seguido por Brandão, às 17h50, e Wiu, às 19h. Vitor Kley sobe ao palco às 20h30. Às 22h, Marcão Britto & Thiago Castanho celebram o legado do Charlie Brown Jr.. Diego & Victor Hugo se apresentam às 23h30, e a madrugada segue com Comunidade Nin-Jitsu, à 1h, com participações especiais. O encerramento fica por conta do Bonde do Tigrão, às 2h30.

Ingressos, classificação e informações

O Planeta Atlântida respeita a classificação indicativa: menores de 14 anos não entram no evento, mesmo acompanhados dos pais ou responsáveis legais.

Os ingressos estão disponíveis no site oficial do Planeta Atlântida e nas Lojas Renner da Av. Otávio Rocha, 184, e do Shopping Iguatemi, em Porto Alegre. As entradas podem ser parceladas em até seis vezes sem juros — clientes Banrisul podem parcelar em até 10 vezes.

30 anos de Planeta Atlântida

Realizado pelo Grupo RBS e DC Set Group, o Planeta Atlântida é o maior festival de música do sul do país e acontece desde 1996. Ao longo de três décadas, mais de 1,4 mil atrações nacionais e internacionais já passaram pelos palcos do evento, somando mais de 900 horas de música e consolidando o festival como um verdadeiro encontro de gerações.

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