Música
Batalha da Aldeia comemora 9 anos com evento histórico em São Paulo
Published
1 ano agoon


No dia 26 de julho, a Batalha da Aldeia – BDA celebrou seu 9º aniversário no Clube Juventus, em São Paulo. A transmissão ao vivo alcançou métricas que surpreenderam até mesmo os organizadores, consolidando ainda mais o projeto no cenário nacional. A BDA tem expandido sua presença com transmissões, podcast em formato de mesa redonda em estúdio próprio e cortes no YouTube.
Bob 13, sócio e cofundador da Batalha da Aldeia, comentou sobre o sucesso do evento:
“Estamos extremamente felizes e orgulhosos com o crescimento e engajamento que alcançamos ao longo desses 9 anos. Esses números refletem a paixão e o apoio incondicional dos nossos fãs e parceiros, que são a verdadeira força por trás da BDA. Continuaremos trabalhando para proporcionar experiências inesquecíveis para todos. Que venha a 10ª edição!”
O evento foi um grande sucesso no YouTube, alcançando quase 4 milhões de visualizações no Podpah. A live também registrou pico de 261 mil dispositivos conectados simultaneamente, um recorde de audiência que colocou a transmissão entre os 10 conteúdos mais acessados do Podpah. Já na Twitch, a transmissão acumulou quase 230 mil visualizações ao vivo e mais de 77 mil espectadores únicos durante as 9 horas e 30 minutos de duração, com 3.300 participações no chat.
Victor Guilherme, diretor comercial da BDA, também comemorou o resultado e destacou os principais motivos do sucesso:
“Esse resultado foi uma junção de vários fatores. Contamos com um time muito grande para realização desse evento, todos extremamente focados nas entregas e resultados. Além disso, a Batalha da Aldeia (BDA) também contou com a parceria de marcas importantes, como Vans, iFood e RedBull, que reconhecem o impacto social e a conexão autêntica que a BDA oferece com as novas gerações. Estamos muito gratos aos parceiros e público que tornam nosso progresso possível.”
Com participação de 36 MCs divididos em 12 trios, a batalha distribuiu uma premiação de R$ 100 mil, sendo 90% para o time vencedor – formado por Kroy, Japa e Bask (30% para cada MC) – e 10% para o MVP do torneio, que foi o próprio Kroy.


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Música
Romero Ferro encerra trilogia com Luiz Lins e Àttooxxá em “Ouro”
Published
2 dias agoon
agosto 26, 2026

Romero Ferro lança “Ouro” em 27 de agosto de 2026 e fecha uma trilogia iniciada com “Arsênico”, em 2016, e continuada por “Ferro”, em 2019. Segundo a Folha de S.Paulo, o novo álbum costura baião, brega, brega funk, MPB, pop, rock, música eletrônica e ritmos do agreste. No meio dessa mistura, aparecem nomes como Luiz Lins e Àttooxxá, reforçando a ponte entre Nordeste, pista e música urbana.
O interesse de “Ouro” está justamente em não tratar brasilidade como peça de museu. Romero Ferro trabalha com tradição, mas puxa essa tradição para o atrito do presente. O disco parece menos preocupado em soar “regional” no sentido folclórico e mais interessado em fazer o regional bater de frente com club, pop e rua.
O brilho depois do veneno e do metal
A trilogia tem um desenho simbólico forte. Primeiro, “Arsênico”: veneno, corte, toxicidade. Depois, “Ferro”: resistência, matéria bruta, estrutura. Agora, “Ouro”: valor, brilho, permanência. Essa passagem ajuda a ler Romero Ferro como um artista que organiza seus discos não apenas por sonoridade, mas por conceito.
A presença de Luiz Lins aproxima o álbum de uma sensibilidade urbana que conversa com R&B, rap e canção brasileira. Já Àttooxxá carrega uma assinatura ligada à percussão eletrônica, ao carnaval de rua e à mutação do pagodão. Com esses encontros, “Ouro” tende a funcionar como uma zona de contato: Pernambuco, Bahia, pop alternativo e música preta brasileira atravessando o mesmo corpo.
Forró, brega e futuro
A Folha também destaca que o álbum inclui uma releitura de “O Tempo Não Para”, de Cazuza, em chave de forró e piseiro, além de uma faixa construída com sample de Dominguinhos. O gesto é interessante porque reposiciona referências conhecidas dentro de uma lógica mais dançante, nordestina e contemporânea. Não é reverência passiva. É reprocessamento.
Esse tipo de abordagem conversa com um momento amplo da música brasileira, em que artistas voltam a disputar o sentido da tradição. O passado não aparece como peso, mas como banco de dados emocional e rítmico. “Ouro” entra nessa conversa com ambição pop e corpo de pista.
Para a Rap Growing, o ponto é claro: quando Romero Ferro chama Luiz Lins e Àttooxxá para encerrar uma trilogia, ele não está apenas ampliando ficha técnica. Está afirmando que a música brasileira contemporânea é mais interessante quando aceita seus choques: agreste e eletrônico, brega e pop, rap e canção, festa e elaboração.
Fontes consultadas
- Folha de S.Paulo: Romero Ferro lança “Ouro”
- Publicação oficial de Romero Ferro no Instagram
- Leia mais sobre música na Rap Growing
Crédito da capa: divulgação via Folha de S.Paulo/UOL.
Música
Aaliyah morreu há 25 anos, mas sua linguagem ainda organiza o R&B contemporâneo
Published
2 dias agoon
agosto 26, 2026

Aaliyah morreu em 25 de agosto de 2001, aos 22 anos, em um acidente aéreo nas Bahamas depois da gravação do clipe de “Rock the Boat”. Vinte e cinco anos depois, a sensação é menos de nostalgia e mais de presença. Sua linguagem continua espalhada pelo R&B contemporâneo: no canto contido, no futurismo minimalista, na sensualidade sem excesso e na forma como uma música pode soar leve enquanto carrega uma arquitetura inteira por baixo.
People relembrou que o acidente envolveu um Cessna 402B que caiu pouco depois da decolagem, com investigações apontando problemas ligados a peso, distribuição da carga e condições do piloto. Mas reduzir Aaliyah ao choque da morte seria injusto com a escala da obra. Antes dos 23 anos, ela já havia deixado três álbuns de estúdio e uma assinatura estética que reorganizou o pop negro dos anos 1990 e início dos 2000.
O futuro em voz baixa
Aaliyah não precisava cantar como quem disputa espaço. Ela ocupava espaço justamente por não exagerar. Em parceria com Timbaland, Missy Elliott e outros arquitetos daquele período, sua música trocou a exuberância vocal tradicional por precisão, respiro e textura. O resultado parecia vir de um futuro elegante: bateria quebrada, silêncios calculados, melodias que flutuavam e uma confiança que dispensava esforço aparente.
Essa escolha virou gramática. Dá para ouvir ecos de Aaliyah em artistas que trabalham com vocal sussurrado, batidas espaciais e uma ideia de R&B mais atmosférica do que ornamental. Ela ajudou a provar que suavidade também pode ser comando. No rap e no R&B atuais, essa lição segue viva: menos volume, mais controle; menos demonstração, mais atmosfera.
Imagem, som e movimento
A força de Aaliyah também estava na integração entre música e imagem. Os figurinos, a dança, o olhar para a câmera, o equilíbrio entre tomboy e diva futurista: tudo parecia fazer parte da mesma frase. Ela não vendia apenas singles. Construía uma presença reconhecível, uma forma de existir no vídeo e no som que ainda informa muita gente.
É por isso que sua influência não depende só de números ou rankings. Ela aparece na sensibilidade. Em artistas que preferem sombra a brilho óbvio. Em produtores que deixam espaço entre os elementos. Em cantoras que entendem que mistério também é performance. Em videoclipes que tratam coreografia como linguagem, não como enfeite.
Aaliyah partiu cedo demais, mas o vocabulário que ela ajudou a consolidar continua trabalhando. Seu legado não está congelado em homenagem. Está em uso. E talvez essa seja a forma mais forte de permanência dentro da música negra: quando uma artista vira ferramenta para o futuro continuar se escrevendo.
Fontes consultadas
- People: detalhes sobre a morte de Aaliyah
- Site oficial de Aaliyah: discografia
- Aaliyah Memorial Fund
- Leia mais sobre música na Rap Growing
Crédito da capa: Marc Baptiste via Aaliyah Archives.
Música
Felipe Vaz cruza rap, funk e atabaques para narrar a travessia da Baixada ao Centro do Rio
Published
2 dias agoon
agosto 26, 2026

Felipe Vaz voltou com um disco que tem cara de travessia. Em “Até onde meus pés alcançarem e minhas mãos puderem tocar”, lançado em 21 de agosto de 2026, o artista de Duque de Caxias cruza rap, funk, atabaques e memória periférica para narrar o deslocamento entre Baixada Fluminense e Centro do Rio. Não é um álbum sobre sair de um lugar. É sobre carregar esse lugar no corpo.
Segundo a Rap Mídia, o projeto marca o terceiro álbum do artista e chega depois de quatro anos de hiato. São sete faixas, 23 minutos de duração e uma parceria estrutural com Noite Moderna, na escrita, e Buzu, na produção. O resultado aponta para um disco curto, direto e cheio de camadas sobre território, sobrevivência, ancestralidade e circulação.
A Baixada como centro narrativo
O ponto forte da obra está na forma como Felipe Vaz posiciona a Baixada. Ela não aparece como cenário de origem a ser abandonado, nem como fetiche de dureza. Aparece como inteligência: um modo de perceber tempo, cidade, risco, afeto e trabalho. Quando o disco fala de deslocamento, fala também das marcas que cada deslocamento deixa no corpo de quem precisa atravessar a cidade para existir.
Musicalmente, essa escolha aparece na mistura de elementos. O rap dá a espinha narrativa. O funk aproxima o disco do pulso urbano e da experiência coletiva. Os atabaques abrem uma camada ancestral que não soa como ornamento, mas como fundamento. A costura entre essas linguagens dá ao álbum uma sensação de caminhada: cada faixa parece avançar alguns metros dentro da mesma cidade desigual.


Rap de movimento
O título do disco ajuda a entender a proposta. “Até onde meus pés alcançarem” sugere limite físico, cansaço, distância. “E minhas mãos puderem tocar” sugere desejo, construção e posse simbólica do mundo. Felipe Vaz escreve justamente no espaço entre essas duas forças: a cidade que limita e a arte que estica o alcance.
Num momento em que parte do rap nacional corre para fórmulas de algoritmo, o álbum escolhe o caminho oposto: densidade, autoria e recorte local. Ele não tenta transformar a Baixada em marca vazia. Ele a trata como território de pensamento, o que muda completamente o peso da escuta.
O retorno de Felipe Vaz interessa porque recoloca no centro uma pergunta essencial para a música urbana brasileira: quem atravessa a cidade todos os dias também atravessa quais fronteiras invisíveis? O disco não responde isso em discurso pronto. Responde com ritmo, corpo e palavra.
Fontes consultadas
- Rap Mídia: lançamento do álbum de Felipe Vaz
- Qobuz: ficha técnica e duração do álbum
- Leia mais sobre música na Rap Growing
Crédito da capa: divulgação via Rap Mídia.


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