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Música

The Fork and Knife encerra sete anos sem álbum solo de Skepta com posse cut de nove minutos

Primeiro álbum solo de Skepta desde 2019 saiu com 15 faixas, Central Cee, Jorja Smith, Asake e uma faixa coletiva de nove minutos.

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Skepta, de boné branco, no palco ao lado de Fred again.. no Crystal Palace Bowl, em Londres, em 2025

The Fork and Knife, primeiro álbum solo de Skepta em sete anos, foi lançado em 6 de novembro de 2026 com 15 faixas pela Big Smoke Records, em licenciamento exclusivo com a Epic Records. O disco fecha o ciclo que a Rap Growing acompanhou desde setembro, quando Skepta lançou “Pandora’s Box” e confirmou o álbum para 6 de novembro, e marca o retorno de uma das vozes centrais do grime britânico ao formato longo.

O álbum anterior de estúdio em carreira solo foi “Ignorance Is Bliss”, de 2019. No intervalo, o rapper de Tottenham se dividiu entre produção, DJ sets, moda e projetos colaborativos, sem assinar um disco próprio.

Quem está em The Fork and Knife, de Skepta

A lista de convidados cruza rap britânico, afrobeats, pop francês e música eletrônica. Aparecem Central Cee e Jorja Smith em “Broken Hearts”, Asake em “Aloe Vera”, Novelist em “Outside”, Finessekid em “Magic”, além de Aya Nakamura, Chase & Status, Suggs e Project Pat em outros momentos.

“Victory Lap” junta Skepta a Fred again.. e PlaqueBoyMax, dupla que já havia circulado em festival antes de o disco sair. Entre as faixas divulgadas no canal oficial do rapper estão ainda “Revenge”, “Melody”, “Currency”, “Secrets of Patriarchy” e “Pandora’s Box”.

Belly, a faixa de nove minutos que reúne a velha guarda do grime

O ponto mais comentado do disco é “Belly”, faixa coletiva de cerca de nove minutos que reúne JME, Frisco, Kibo, Queenie, Bossman Birdie, Mayhem NODB e Kruz Leone. É a formação que remete ao Boy Better Know e ao circuito de pirate radio de Londres dos anos 2000, de onde Skepta e o irmão JME saíram.

Faixa coletiva longa é tradição do grime e do rap britânico, herdada das sessões de rádio em que cada MC entrava por 16 compassos. Trazer isso de volta num disco de grande gravadora é a declaração de intenção mais clara do projeto.

De onde vem o nome do disco

O título nasceu de uma história doméstica. Segundo o Mundo da Rua, Skepta contou que a mãe prefere a comida nigeriana feita em casa a jantares elaborados, e o nome do álbum brinca com esse contraste entre o garfo e a faca do restaurante e a comida da família.

O material de divulgação da Sony Music descreve o disco como um trabalho construído sobre sound systems, cultura de clube e rave, com o tema da identidade e das raízes nigerianas no centro. O próprio rapper classificou o resultado como consciente, mas ainda agitado, e disse que não pensa em se aposentar da música.

Por que o lançamento interessa ao público brasileiro

O grime nunca virou fenômeno de rádio no Brasil, mas o circuito de batalha e de produção daqui absorveu o andamento acelerado e o uso de instrumental cru que Skepta ajudou a popularizar. Dois nomes do disco também têm agenda brasileira: Jorja Smith está no line-up do AFROPUNK Brasil 2026, em Salvador, e Asake acumula público no streaming nacional pela via do afrobeats.

O lançamento também entra em um novembro cheio no rap internacional, poucos dias depois de Lil Baby abrir “Fresh” com 17 faixas. Quem acompanha o rapper desde o começo da campanha pode voltar ao momento em que Skepta iniciou a nova era com “Innocent Smile”. Não foram divulgados números de primeira semana, datas de turnê nem shows no Brasil.

Fontes e créditos

Data de lançamento, 15 faixas, selo Big Smoke Records em licenciamento com a Epic Records, intervalo de sete anos desde “Ignorance Is Bliss”, convidados, composição de “Belly” e a história por trás do título: Mundo da Rua. Confirmação independente de convidados, selo e descrição do projeto: sala de imprensa da Sony Music. Anúncio do álbum: Resident Advisor. Títulos e participações das faixas conferidos nos áudios oficiais publicados no canal oficial de Skepta no YouTube. Foto: Raph_PH / Wikimedia Commons (CC BY 4.0), Skepta no Crystal Palace Bowl, em Londres, em agosto de 2025. Não foram divulgados dados de desempenho, turnê nem shows no Brasil.

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