The Fork and Knife, primeiro álbum solo de Skepta em sete anos, foi lançado em 6 de novembro de 2026 com 15 faixas pela Big Smoke Records, em licenciamento exclusivo com a Epic Records. O disco fecha o ciclo que a Rap Growing acompanhou desde setembro, quando Skepta lançou “Pandora’s Box” e confirmou o álbum para 6 de novembro, e marca o retorno de uma das vozes centrais do grime britânico ao formato longo.
O álbum anterior de estúdio em carreira solo foi “Ignorance Is Bliss”, de 2019. No intervalo, o rapper de Tottenham se dividiu entre produção, DJ sets, moda e projetos colaborativos, sem assinar um disco próprio.
Quem está em The Fork and Knife, de Skepta
A lista de convidados cruza rap britânico, afrobeats, pop francês e música eletrônica. Aparecem Central Cee e Jorja Smith em “Broken Hearts”, Asake em “Aloe Vera”, Novelist em “Outside”, Finessekid em “Magic”, além de Aya Nakamura, Chase & Status, Suggs e Project Pat em outros momentos.
“Victory Lap” junta Skepta a Fred again.. e PlaqueBoyMax, dupla que já havia circulado em festival antes de o disco sair. Entre as faixas divulgadas no canal oficial do rapper estão ainda “Revenge”, “Melody”, “Currency”, “Secrets of Patriarchy” e “Pandora’s Box”.
Belly, a faixa de nove minutos que reúne a velha guarda do grime
O ponto mais comentado do disco é “Belly”, faixa coletiva de cerca de nove minutos que reúne JME, Frisco, Kibo, Queenie, Bossman Birdie, Mayhem NODB e Kruz Leone. É a formação que remete ao Boy Better Know e ao circuito de pirate radio de Londres dos anos 2000, de onde Skepta e o irmão JME saíram.
Faixa coletiva longa é tradição do grime e do rap britânico, herdada das sessões de rádio em que cada MC entrava por 16 compassos. Trazer isso de volta num disco de grande gravadora é a declaração de intenção mais clara do projeto.
De onde vem o nome do disco
O título nasceu de uma história doméstica. Segundo o Mundo da Rua, Skepta contou que a mãe prefere a comida nigeriana feita em casa a jantares elaborados, e o nome do álbum brinca com esse contraste entre o garfo e a faca do restaurante e a comida da família.
O material de divulgação da Sony Music descreve o disco como um trabalho construído sobre sound systems, cultura de clube e rave, com o tema da identidade e das raízes nigerianas no centro. O próprio rapper classificou o resultado como consciente, mas ainda agitado, e disse que não pensa em se aposentar da música.
Por que o lançamento interessa ao público brasileiro
O grime nunca virou fenômeno de rádio no Brasil, mas o circuito de batalha e de produção daqui absorveu o andamento acelerado e o uso de instrumental cru que Skepta ajudou a popularizar. Dois nomes do disco também têm agenda brasileira: Jorja Smith está no line-up do AFROPUNK Brasil 2026, em Salvador, e Asake acumula público no streaming nacional pela via do afrobeats.
O lançamento também entra em um novembro cheio no rap internacional, poucos dias depois de Lil Baby abrir “Fresh” com 17 faixas. Quem acompanha o rapper desde o começo da campanha pode voltar ao momento em que Skepta iniciou a nova era com “Innocent Smile”. Não foram divulgados números de primeira semana, datas de turnê nem shows no Brasil.
Fontes e créditos
Data de lançamento, 15 faixas, selo Big Smoke Records em licenciamento com a Epic Records, intervalo de sete anos desde “Ignorance Is Bliss”, convidados, composição de “Belly” e a história por trás do título: Mundo da Rua. Confirmação independente de convidados, selo e descrição do projeto: sala de imprensa da Sony Music. Anúncio do álbum: Resident Advisor. Títulos e participações das faixas conferidos nos áudios oficiais publicados no canal oficial de Skepta no YouTube. Foto: Raph_PH / Wikimedia Commons (CC BY 4.0), Skepta no Crystal Palace Bowl, em Londres, em agosto de 2025. Não foram divulgados dados de desempenho, turnê nem shows no Brasil.